Existe um paradoxo curioso ao assistir a Avatar: Fogo e Cinzas (Avatar: Fire and Ash), que chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, 18 de dezembro. Por um lado, é inegavelmente um filme de James Cameron: uma aventura fantástica futurista, grandiosa e com uma mensagem pró-meio ambiente batendo no peito. Por outro, a magia que definiu o primeiro filme (e que ainda sustentou o segundo pelo ineditismo aquático) parece ter dado lugar a uma exaustão digital. O resultado é uma obra que oscila entre o deslumbrante e o cansativo, muitas vezes na mesma cena.
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Sinopse
A trama retoma um ano após os eventos de O Caminho da Água. A família Sully, ainda lidando com o luto pela morte de Neteyam, precisa deixar os recifes para enfrentar uma nova ameaça: o Povo das Cinzas, uma tribo Na’vi vulcânica e agressiva liderada pela feroz Varang (Oona Chaplin), que se alia ao incansável (e agora recombinante) Coronel Quaritch (Stephen Lang).
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Resenha crítica do filme Avatar 3: Fogo e Cinzas
A grande mudança aqui é a perspectiva. Embora Jake Sully (Sam Worthington) continue como o líder patriarca, o protagonismo passa a ser dividido com mais força com a nova geração, especialmente com Lo’ak (Britain Dalton), que assume a narração. É um acerto que aponta para o futuro da franquia, provando que a história prende mais quando focamos na dinâmica da família Sully e seu lema de “sempre juntos” do que na guerra em si.
Visualmente, o filme é um colosso. As cenas de batalha são imensas e o 3D ainda diverte, mas causa uma sensação estranha de déjà vu. Com a estética hiper-realista e a ação frenética desde o primeiro ato, a impressão frequente é a de estarmos assistindo a uma “cutscene” de um videogame de última geração — em vários momentos, você vai se pegar procurando o controle na sua mão para começar a jogar.

O grande vilão
O maior vilão, no entanto, não é o Povo das Cinzas, mas a duração. Com cerca de 3 horas e meia, o filme testa o lema dos Sully de “nunca desistir”. No cinema, a imersão da tela gigante e o som potente ajudam a segurar a atenção, transformando a sessão em um evento. Mas fica o aviso honesto: quando isso chegar ao streaming, o botão de pausa será o melhor amigo do espectador. Em casa, o risco de dormir no meio é real e imediato.
Conclusão
No fim das contas, Avatar: Fogo e Cinzas é o típico “filmão de domingo”. Sabe aquela sensação de reunir a família depois do almoço para ver uma reprise de Indiana Jones antes do futebol? A vibe é exatamente essa, só que com personagens azuis e uma duração que desafia a digestão da lasanha. É um bom filme de aventura, tecnicamente impecável, mas que deixa claro que, talvez, cinco filmes desse tamanho seja uma promessa difícil de cumprir sem cansar o público.
Onde assistir ao filme Avatar 3: Fogo e Cinzas?
O filme estreia nesta quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, exclusivamente nos cinemas brasileiros.
Trailer de Avatar 3: Fogo e Cinzas (2025)
Elenco do filme Avatar 3: Fogo e Cinzas
- Sam Worthington
- Zoe Saldaña
- Sigourney Weaver
- Stephen Lang
- Oona Chaplin
- Kate Winslet
- Cliff Curtis















