Valor Sentimental resenha crítica do filme 2025 Flixlândia (2)

[CRÍTICA] A Arte de curar feridas em ‘Valor Sentimental’

Foto: Mubi / Retrato Filmes / Divulgação
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O início de “Valor Sentimental” é a apresentação da casa da família Borg. Objeto de uma redação escolar de Nora Borg (Renata Reinsve), parece até uma típica casa de filmes hollywoodianos: espaçosa, com dois andares, e com uma arquitetura confortável e reconhecível para a maioria dos públicos. Porém, a beleza do imóvel e sua descrição tem um ponto: a rachadura que vem desde o subsolo até um dos quartos, que, escondido, não tira sua beleza do todo.

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Sinopse

No filme, Nora é uma bem-sucedida atriz de teatro que, junto com sua irmã Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas), se reúne com seu pai, Gustav Borg (Stellan Skarsgård) – um ex-renomado diretor de cinema que está planejando um grande retorno com um roteiro baseado em sua própria família.

Quando Gustav oferece a Nora o papel principal, que ela prontamente recusa, ele volta sua atenção para Rachel Kemp (Elle Fanning), uma jovem e ambiciosa estrela de Hollywood pronta para sua grande estreia. Com as dinâmicas tensas entre eles ainda mais complexas, Nora, Agnes e Gustav são forçados a confrontar seus passados difíceis.

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Resenha crítica do filme Valor Sentimental

A tal rachadura citada na introdução do texto não é mais mencionada no longa, mas a metáfora da imperfeição escondida no interior de algo belo é o tema de um dos mais cotados ao Oscar de Filme Estrangeiro do ano que vem. Após a introdução, Nora torna-se uma atriz de teatro que interpreta textos clássicos do teatro, e seu pai, Gustav Borg, um diretor de cinema aclamado e que não senta num set há anos, a convida para interpretar a protagonista de um novo trabalho que terá o imóvel da família como cenário principal.

Completa o trio familiar a historiadora Agnes, a que leva a vida de forma mais “normal” e que intermedia os conflitos entre os artistas da família. As cicatrizes das relações familiares, por mais que todos tentem passar normalidade, está sempre em ebulição: o pai deixou a casa após o divórcio, e tornou-se distante com o tempo, com as filhas o culpando, e com razão, pela distância da relação. 

Após negar o pedido do pai, uma atriz americana, Rachel Kemp surge para tomar seu lugar. Com conexões na indústria, a estrela rapidamente consegue o financiamento e o lugar de Nora, gerando ciúmes na atriz, que após ler o roteiro, descobre a profundidade das intenções do pai.

Valor Sentimental 2025 resenha crítica do filme Flixlândia
Foto: Mubi / Retrato Filmes / Divulgação

Exorcismo de cicatrizes e tristezas

Aqui, a história da família se mistura com a produção do filme, e com o momento da vida de cada um do círculo. Enquanto o pai, já idoso, pretende utilizar o longa como um exorcismo de cicatrizes e tristezas, Nora se esconde em textos clássicos e ao mesmo tempo impessoais, que trazem aclamação, porém, não tem muita relação com suas vivências.

Já Agnes, como historiadora, entende as intenções do pai: falar de suas relações, arrependimentos e tragédias é uma forma também de pedir desculpas por ter sido relapso. Já Nora, por ser mais jovem, ainda carrega sentimentos ambíguos sobre o pai, ao mesmo tempo o respeitando como cineasta e se ressentido pela forma como ele a desamparou no passado. 

Conclusão

No fim, a Arte, com maiúscula, serve para aproximar o trio, entender o passado e suas relações, e tudo pelo qual passaram como família. A metalinguagem com a produção do filme de Gustav com “Valor Sentimental” trata dessas cicatrizes, e que muitas vezes precisamos encarar de frente o que levamos conosco e as entendermos. Algumas bagagens sempre estarão conosco, porém, não precisa ser uma carga tão pesada. 

Onde assistir ao filme Valor Sentimental?

O filme estreia em 25 de dezembro de 2025 exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer de Valor Sentimental (2025)

YouTube player

Elenco do filme Valor Sentimental

  • Renate Reinsve
  • Stellan Skarsgård
  • Elle Fanning
  • Inga Ibsdotter Lilleaas
  • Anders Danielsen Lie
Escrito por
Marcelo Fernandes

Jornalista, músico diletante, produtor cultural e fã de guitarras distorcidas e bandas obscuras.

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