Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra 2026 crítica do filme - Flixlândia (1)

‘Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra’: ficção entrega algumas risadas e muita irregularidade

Foto: Paris Filmes / Divulgação
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Gore Verbinski é um cara de sorte. Um diretor sem uma marca muito reconhecível, vaga por filmes bons pra medianos e teve seu nome reconhecido depois de dirigir Johnny Depp entregar a atuação da vida como Jack Sparrow em “Piratas do Caribe”, uma aventura divertida fora o desempenho do astro, mas nada impactante tirando esse diferencial. Em “Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra”, o cineasta tenta repetir a dose com Sam Rockwell, porém, passa longe do resultado de sua obra mais conhecida.

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Sinopse

A história segue o personagem interpretado por Rockwell, um viajante do tempo que repete sua visita a um restaurante com o objetivo de reunir o grupo perfeito entre os presentes para combater uma Inteligência Artificial que irá dominar o mundo e transformar a vida de toda a humanidade em miséria e sofrimento. A trama apenas cita as tentativas anteriores e já mostra o grupo seguindo e combatendo o surgimento da ameaça. 

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Crítica do filme Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra

Com o crescimento e presença das IAs no cotidiano de todos, a luta contra tal tecnologia já se transformou em um tropo constante nas ficções científicas da telona, e para se destacar é preciso mais do que é mostrado por Verbinski. As soluções, decisões e personalidades dos personagens passam longe de criatividade, mesmo com um elenco muito bom.

Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra 2026 crítica do filme - Flixlândia (1)
Foto: Paris Filmes / Divulgação

Rockwell domina o filme como Depp fez no passado com seu Lebowski futurista, mas faltam algumas situações para que ele tenha uma presença mais marcante no zeitgeist, o que parece ter sido a tentativa do diretor. Falta espaço para o personagem respirar, e isso não seria um problema se o roteiro fosse mais interessante, porém, o grupo só passa de situação em situação até o desfecho final.

A estranheza e irreverência do filme criticam até certa medida os tempos atuais, mas falta algo a mais, um tempero além que falta em Verbinski em pisar no acelerador da estranheza e da irreverência. 

Conclusão

Não entenda mal, o filme é bom e quase ótimo, mas numa época que a concorrência fala basicamente a mesma coisa e o discurso contra as IAs não parece surtir nenhum efeito prático, “Boa sorte, divirta-se, não morra” acaba sendo mais um na prateleira. Talvez um tempo maior de maturação e desenvolvimento pudessem entregar algo inesquecível, mas no fim, vai terminar sendo mais um na lista do streaming no qual será adicionado ao catálogo. 

Trailer de Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra (2026)

YouTube player

Elenco do filme Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra

  • Sam Rockwell
  • Zazie Beetz
  • Haley Lu Richardson
Escrito por
Marcelo Fernandes

Jornalista, músico diletante, produtor cultural e fã de guitarras distorcidas e bandas obscuras.

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