Lembra daquela época em que a gente chegava em casa e ligava a TV para assistir a uma comédia despretensiosa e de coração quente? É exatamente essa a sensação que The Dink – A Última Chance, nova aposta do Apple TV, tenta resgatar. Estrelado por Jake Johnson, o filme mergulha na nostalgia das clássicas comédias esportivas dos anos 90, mas troca os gramados e campos de golfe pelo esporte do momento nos Estados Unidos: o pickleball. Se você está procurando uma obra cult e revolucionária, talvez seja melhor passar, mas se quer algo leve para dar umas risadas e relaxar, vale a pena dar uma chance.
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Sinopse
A história acompanha Dusty Boyd (Jake Johnson), uma ex-promessa do tênis que viu sua carreira ir pelo ralo ao escorregar em uma poça de água no banheiro e quebrar o pulso durante sua primeira partida profissional contra Andy Roddick. Anos depois desse trauma, ele vive estagnado, dando aulas para crianças mimadas no clube de tênis administrado por seu pai carrasco, Chuck Boyd (Ed Harris).
O grande conflito começa quando o clube é ameaçado por uma onda de novos praticantes de pickleball, algo que Chuck abomina e encara quase como o fim do mundo. Após tentar impressionar o pai com jogadas exageradas e machucar o pulso novamente, Dusty recebe uma recomendação inusitada de seu médico excêntrico, o Dr. Stone (Ben Stiller): jogar pickleball para ajudar na reabilitação. É nas quadras desse esporte “rival” que ele conhece Candace (Mary Steenburgen), uma mulher recém-divorciada que se torna sua parceira de jogo, mudando a forma como ele enxerga o esporte, a constante busca pela aprovação paterna e sua própria vida.
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Crítica do filme The Dink – A Última Chance
O resgate do humor anos 90 (sem o besteirol)
A vibe de The Dink – A Última Chance remete bastante aos clássicos protagonizados por Adam Sandler, como Billy Madison – Um Herdeiro Trapalhão, Um Maluco no Golfe e Pesos Pesados. A grande diferença é que o diretor Josh Greenbaum e o roteirista Sean Clements conseguem entregar a jornada de um adulto imaturo sem precisar apelar para o humor sujo, agressivo ou o clássico “besteirol”.
O filme abraça o lado ridículo de sua premissa, tratando o avanço do pickleball sobre o tênis tradicional com uma seriedade absurda e hilária, como fica evidente nas cenas em que Chuck faz apresentações de slides apocalípticas e completamente desproporcionais sobre o tema.

Química surpreendente e atuações de peso
O verdadeiro coração desta comédia mora nas interações entre Jake Johnson e Mary Steenburgen. É muito raro ver Hollywood apostar na dinâmica de amizade e no tom romântico sutil entre um ator mais novo e uma atriz mais velha, mas a relação de Dusty e Candace traz uma doçura autêntica que levanta a trama. Ainda que alguns críticos apontem que o roteiro escorrega ao gastar piadas ultrapassadas envolvendo a diferença de idade dos dois, a química na tela e a troca de farpas divertidas entre eles compensam bastante.
Não dá para ignorar Ed Harris, que rouba a cena entregando uma performance assustadoramente séria e turrona no papel do pai, o que só deixa todas as suas cenas mais engraçadas. As participações especiais de tenistas como Andy Roddick, vivendo uma versão de si mesmo com toques de vilão, e John McEnroe, também são acertos em cheio. Já a aparição de Ben Stiller na pele do médico dividiu a crítica, com avaliações de que seu personagem fica preso a uma única piada recorrente sobre sites adultos que acaba quebrando o ritmo da narrativa.
Nem um grande saque, mas um bom aquecimento
Apesar de reunir um elenco de apoio recheado de nomes conhecidos do humor, como Patton Oswalt, Aaron Chen, Chris Parnell e Chloe Fineman, há o consenso de que a produção subaproveita esse talento com papéis curtos e funções um pouco preguiçosas na trama. A narrativa acaba seguindo de forma muito segura a estrutura básica do “filme esportivo de redenção”, reciclando os mesmos clichês que o público já cansou de ver sobre o protagonista fracassado aprendendo lições morais.
Como o próprio título original sugere — já que um “dink” nos esportes de raquete é aquela rebatida leve, curtinha e sem muita força —, o longa entrega exatamente isso. Ele não é um “smash” vigoroso que vai mudar a sua vida ou arrancar gargalhadas do início ao fim, mas é competente o suficiente para deixar um sorriso no rosto.
Filme The Dink – A Última Chance é bom?
No fim das contas, The Dink – A Última Chance não tenta reinventar a roda ou se posicionar como a melhor comédia esportiva da década. O filme sabe muito bem o que é e se contenta com isso: uma diversão descompromissada e simpática sobre aprender a lidar com as derrotas e encontrar novos caminhos quando o plano A dá errado.
Se você está sentindo falta de um título aconchegante para assistir no fim de semana, com forte sabor de “Sessão da Tarde”, vale dar o play no catálogo do Apple TV+.
Trailer do filme The Dink – A Última Chance (2026)
Elenco de The Dink – A Última Chance, do Apple TV
- Jake Johnson
- Mary Steenburgen
- Ed Harris
- Ben Stiller
- Aaron Chen
- Patton Oswalt
- Andy Roddick
- John McEnroe
Ficha técnica
- Título: The Dink – A Última Chance (The Dink)
- Direção: Josh Greenbaum
- Roteiro: Sean Clements
- Onde assistir: Apple TV
- Data de Lançamento: 24 de julho de 2026


















