Confira a crítica do filme "Bogotá: A Cidade dos Sonhos Perdidos", drama policial sul-coreano de 2025 disponível para assistir na Netflix.

Apesar da boa premissa, ‘Bogotá: A Cidade dos Sonhos Perdidos’ tropeça em sua execução

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

Em uma tentativa ambiciosa de unir o drama sul-coreano com um thriller de crime internacional, o filme “Bogotá: A Cidade dos Sonhos Perdidos” coloca Song Joong-ki no papel de um jovem imigrante coreano que tenta reconstruir sua vida na Colômbia dos anos 1990.

Dirigido por Kim Seong-je, o longa tenta explorar a desesperança e a resiliência de uma geração abalada pela crise econômica sul-coreana, mas esbarra em um roteiro superficial e uma narrativa pouco envolvente. Após uma produção tumultuada e uma recepção morna no Festival Internacional de Cinema de Busan, “Bogotá” chega à Netflix gerando mais questionamentos do que entusiasmo.

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse do filme Bogotá: A Cidade dos Sonhos Perdidos (2025)

A história segue Guk-hee (Song Joong-ki), um jovem de 19 anos que, após a crise do FMI em 1997, deixa a Coreia do Sul com sua família em busca de uma vida melhor. Ao chegar em Bogotá, eles são imediatamente confrontados com a dura realidade da cidade, sofrendo um assalto logo no aeroporto.

Sem dinheiro e perspectivas, Guk-hee começa a trabalhar para Park Byeong-jang (Kwon Hae-hyo), um comerciante coreano que construiu seu pequeno império contrabandeando mercadorias. Com astúcia e ambição, o jovem imigrante sobe na hierarquia do submundo colombiano, enfrentando traições, rivalidades e um ambiente onde a violência é a lógica dominante. Mas até onde ele está disposto a ir para conquistar o seu lugar?

Você também pode gostar disso:

+ ‘Reality’ e o peso de uma verdade indesejada

+ ‘Viva a Vida’ celebra a diversidade cultural brasileira

‘Kasa Branca’ faz um retrato sensível da periferia que foge dos clichês

Crítica de Bogotá: A Cidade dos Sonhos Perdidos, da Netflix

A ideia de um filme que coloca um protagonista coreano em um contexto estrangeiro é interessante, mas “Bogotá” não consegue capturar tanto a complexidade do crime organizado quanto a atmosfera vibrante da Colômbia dos anos 1990. A fotografia, embora tente transmitir a sensação de instabilidade, carece de impacto visual e acaba por tornar Bogotá uma cidade sem identidade.

Song Joong-ki, um dos maiores nomes do entretenimento sul-coreano, tem talento de sobra, mas sua atuação aqui é prejudicada por um protagonista pouco desenvolvido. O arco de Guk-hee, de imigrante desesperado a líder do mercado negro, acontece de maneira acelerada e sem a carga dramática necessária para engajar o público.

Em Vincenzo, Joong-ki conseguiu equilibrar charmosamente o anti-herói frio e a ação estilizada, mas em Bogotá, falta a ele um roteiro que dê suporte ao seu talento.

Fuga de temas essenciais

Outro problema evidente é a superficialidade dos conflitos. O longa evita temas essenciais para um filme de crime ambientado na Colômbia, como o tráfico de drogas, optando por um enfoque mais “seguro”, que reduz a tensão e esvazia o peso da narrativa. Os coadjuvantes, como Lil Park (Park Ji-hwan) e Soo-young (Lee Hee-joon), poderiam trazer mais dinamismo, mas suas trajetórias são tímidas demais para gerar impacto.

A produção também sofreu com diversos percalços. Filmado originalmente na Colômbia, o longa teve que pausar as filmagens por conta da pandemia de Covid-19 e, quando retomado, perdeu um pouco de sua visão original. O resultado final passa a sensação de um projeto que tentou ser algo grandioso, mas que ficou preso entre a indecisão de ser um thriller tenso ou um drama introspectivo.

Conclusão

“Bogotá: A Cidade dos Sonhos Perdidos” tinha o potencial de ser um noir sul-coreano inovador, mas tropeça em sua execução. A tentativa de contar uma história de ambição e sobrevivência em um contexto histórico rico é prejudicada por uma narrativa sem profundidade e personagens que carecem de complexidade.

Para fãs de Song Joong-ki, o filme pode ser uma curiosidade, mas não um de seus trabalhos mais memoráveis. A esperança é que seu retorno ao mundo dos K-dramas traga de volta o brilho que fez dele um dos atores mais amados da Coreia do Sul.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Instagram

Twitter

TikTok

YouTube

Onde assistir ao filme Bogotá: A Cidade dos Sonhos Perdidos?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Bogotá: A Cidade dos Sonhos Perdidos (2025)

YouTube player

Elenco de Bogotá: A Cidade dos Sonhos Perdidos, da Netflix

  • Song Joong-ki
  • Lee Hee-jun
  • Kwon Hae-hyo
  • Park Ji-hwan
  • Cho Hyun-chul
  • Kim Jong-soo

Ficha técnica do filme Bogotá: A Cidade dos Sonhos Perdidos

  • Título original: Bogota: City of the Lost
  • Direção: Seong-je Kim
  • Roteiro: Seong-je Kim, Hwang Seong-gu
  • Gênero: drama, policial, suspense
  • País: Coreia do Sul
  • Duração: 109 minutos
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

  • Ótimo texto, porém um pouco e tanto controverso (nao é uma acusacao, mas achismo!). Neste próprio, você cita que o conteúdo do filme é interessante mas que o filme não conseguiu capturar a complexidade do tempo, no ano retratado. Então, sim, foi interessante ter um olhar de um coreano em Bogotá, vivendo naquele tempo e a forma como o filme transmitiu isto aos telespectadores, foi interessante. Apenas isso que eu achei controverso na crítica.

    A demais, gostei do filme e gostei da crítica. O filme tinha sim que melhorar algumas coisas, mas quanto a mensagem e quanto a atuação do ator, eu amei! Ele (o filme) realmente foi bom e a atuação do Song Joong-Ki foi maravilhosa!
    Fora transmitido exatamente o que era para ser transmitido. 💫❤️
    Ah! Não constando que teve a questão da pandemia também né, onde o filme seria lançado em 2021, mas como estavam gravando em 2020, e era pandemia, adiou e somente em 2024 terminaram as gravações e o filme pode ir ao ar.

  • Ótimo texto, porém um pouco e tanto controverso. Neste próprio conteúdo, você cita:
    “[…] A ideia de um filme que coloca um protagonista coreano em um contexto estrangeiro é interessante, mas “Bogotá” não consegue capturar tanto a complexidade do crime organizado quanto a atmosfera vibrante da Colômbia dos anos 1990. […]”
    É sim, interessante ter um olhar de uma pessoa “coreana” vivendo o que o filme quis transmitir, e BOGOTÁ transmitiu exatamente isso! Então eu achei isso controverso, somente.
    A demais, gostei do filme e gostei da crítica. O filme tinha sim que melhorar algumas coisas, mas quanto a mensagem e quanto a atuação do ator, eu amei! Ele realmente foi bom e sua atuação foi maravilhosa! Fora transmitido exatamente o que era para ser transmitido. 💫❤️

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Meu Próprio Filho filme documentário da Netflix de 2026
Críticas

Como ‘Meu Próprio Filho’ transforma um sequestro bizarro em reflexão dolorosa

Quando pensamos em documentários de crimes reais, o nosso cérebro já está...

O Que Fica por Dizer filme da Netflix de 2026
Críticas

‘O Que Fica por Dizer’ emociona ao fugir de resoluções fáceis e focar na cura interna

Sabe aquela ferida familiar profunda que todo mundo tenta esconder debaixo do...

Meu Melhor Amigo, sua Namorada e Eu filme de 2026 da Netflix
Críticas

‘Meu Melhor Amigo, sua Namorada e Eu’, uma comédia sem tempero sobre a dor do amadurecimento

A nova comédia alemã da Netflix, intitulada Meu Melhor Amigo, sua Namorada...

Não Deseje Boa Sorte crítica do filme Netflix 2026
Críticas

‘Não Deseje Boa Sorte’ aborda o luto com sensibilidade e música

O sobrenome Sandler já é uma marca registrada na Netflix, mas Não...

a morte de robin hood crítica do filme de 2026
Críticas

‘A Morte de Robin Hood’ prova que alguns mitos precisam terminar sem absolvição

Parece que Hollywood tem essa mania persistente de fazer novos filmes do...

filme Acampamento Miasma - Adolescência, Sexo e Morte de 2026 (6)
Críticas

‘Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte’: quando o filme começa a assistir a si mesmo

Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte é um daqueles filmes que parecem...

O Fim da Rua filme de 2026
Críticas

‘O Fim da Rua’ é o melhor filme de dinossauros desde Jurassic Park

É difícil fazer um filme de dinossauros que consiga provocar novamente aquela...