Casamento às Cegas Alemanha 2 temporada resenha crítica reality show Netflix 2026 Flixlândia

[CRÍTICA] Dramas, ‘Jogos Vorazes’ e cartas covardes: o caos da 2ª temporada de ‘Casamento às Cegas: Alemanha’

Foto: Netflix / Divulgação
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Se você achou que a primeira temporada de Casamento às Cegas: Alemanha foi intensa, prepare-se, porque a o ano 2 chegou com os dois pés na porta. Lançada na Netflix nesta quinta-feira (8), essa nova leva de episódios traz 30 solteiros (15 homens e 15 mulheres) dispostos a provar se o amor é realmente cego ou se ele apenas precisa de óculos de grau.

Apresentado pelo casal Steffi Brungs e Chris Wackert-Brungs, o reality mantém a premissa que nos viciou: encontros às cegas em cabines (os famosos “pods”), noivados sem ver o rosto do parceiro e, claro, o temido choque de realidade.

Mas desta vez, os participantes parecem mais velhos, mais decididos e, consequentemente, os conflitos são muito mais profundos. Esqueça brigas bobas; aqui estamos falando de ultimatos sobre filhos, traumas de saúde e atitudes questionáveis de homens de 40 anos (algo semelhante ao que vimos aqui no Brasil, com a “edição 50+”).

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Sinopse

A dinâmica segue o padrão ouro da franquia: filmada nos estúdios em Estocolmo (Suécia) e com a lua de mel nas praias paradisíacas de Creta (Grécia), a temporada acompanha a jornada dos casais desde as conversas isoladas até a convivência em Munique.

A “Parte 1”, que engloba os episódios 1 a 8, foca na formação dos casais, na famigerado “revelação” (o primeiro encontro cara a cara) e nos primeiros dias de convivência real, onde as máscaras — e as ilusões — começam a cair. Entre os destaques estão o banqueiro de investimentos Andi, o consultor de TI convicto Gunnar e a gerente de vendas festeira Jessi.

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Resenha crítica de Casamento às Cegas Alemanha – Temporada 2

A segunda temporada de Casamento às Cegas: Alemanha acerta em cheio ao trazer participantes com bagagens de vida pesadas, o que transforma o experimento social em algo muito mais complexo do que um simples namoro de verão. No entanto, nem tudo são flores nos campos da Baviera.

O “Jogos Vorazes” de Andi e a carta da discórdia

Talvez o momento mais polêmico e “vergonha alheia” da temporada envolva Andi, um banqueiro de investimentos de 42 anos. Ele começou o experimento dividido entre três mulheres: Yasmin, Celia e Nadja. Até aí, tudo bem, é o jogo. O problema foi como ele lidou com a rejeição.

Andi decidiu focar em Yasmin (que tem uma história de vida pesada, vinda de extrema pobreza e um lar acumulador), mas precisava terminar com as outras. Em vez de agir com a maturidade que seus 42 anos sugerem, ele teve a audácia de entregar uma carta para Nadja e pedir que ela a entregasse para Celia. Sim, ele usou uma rejeitada para rejeitar a outra.

Celia, com toda a razão, ficou furiosa, chamou a atitude de covarde e disse que comeria ele no café da manhã se tivesse a chance de confrontá-lo. Foi um movimento frio, calculado e descrito nos bastidores como “Jogos Vorazes”. Apesar disso, ele e Yasmin mostram uma química inegável em Creta, provando que, às vezes, começos tortuosos levam a conexões fortes.

Casamento às Cegas Alemanha temporada 2 resenha crítica reality show Netflix 2026 Flixlândia (1)
Foto: Netflix / Divulgação

O grande debate: ter ou não ter filhos?

Outro ponto alto foi a coragem de Gunnar, o consultor de TI de 33 anos, “hipster de esquerda” e vegano. Ele trouxe para a mesa uma conversa raríssima em reality shows: ele decididamente não quer ter filhos. Isso fechou várias portas nos pods, mas não a de Josy.

A relação dos dois é fascinante porque é baseada em negociação pura, não apenas em romance de conto de fadas. Josy quer filhos, mas decidiu não descartar Gunnar por isso, gerando um dos arcos mais maduros da temporada.

Gunnar, que é careca (algo que Josy admitiu não preferir, mas relevou), traz uma excentricidade adorável para a tela — o homem levou seu próprio travesseiro e um tira-fiapos para a lua de mel! É esse tipo de autenticidade, misturada com o drama real de “será que vamos dar certo querendo futuros diferentes?”, que prende o espectador.

Saúde, cigarros e hinos de futebol

O casal que parece mais sólido, Konstantin (36) e Jessi (32), trouxe lágrimas e risadas. Konstantin se abriu sobre um tumor cerebral e uma cirurgia de mais de 10 horas que mudou sua perspectiva de vida, focando agora em autocuidado. O contraste? Jessi é uma “chaminé”, fumante assumida que adora festas.

Apesar dessas diferenças de estilo de vida e discussões sobre limpeza, a conexão deles é palpável. Eles se uniram por coincidências bizarras, como o fato de o pai de Konstantin ter escrito (ou cantado?) o hino do Colônia, time do qual o avô de Jessi era fanático. Eles foram os primeiros a noivar e, até o episódio 8, parecem os mais prontos para o altar, provando que opostos podem se atrair se houver vulnerabilidade.

Quando a “cegueira” passa e a realidade bate

Nem todos tiveram a mesma sorte. A temporada foi brutal com alguns casais. Jubriel e Wandi são o exemplo clássico de falta de comunicação. Wandi, que nunca teve um namorado, se jogou de cabeça, mas o encontro presencial foi constrangedor. Em Creta, Jubriel mal olhava para ela, e a linguagem corporal gritava desconforto. O resultado? Um término antes do casamento e acusações de “ghosting” por parte dele, que prometeu encontrar Wandi fora do show e nunca apareceu.

Outro casal que não resistiu foi Jan e Loan. Jan, inseguro e sempre se colocando na “friendzone”, ficou visivelmente sobrecarregado quando viu Loan em seu vestido vermelho decotado no reveal. A falta de compatibilidade física e as dúvidas dele levaram ao fim do relacionamento no episódio 7, mostrando que, às vezes, a insegurança mata o romance mais rápido que qualquer outra coisa.

Conclusão

A parte 1 da temporada 2 de Casamento às Cegas: Alemanha entrega exatamente o que promete: emoção real misturada com decisões questionáveis. É uma temporada marcada por conversas estruturais sobre o futuro — onde morar, ter filhos ou não, como lidar com traumas passados — em vez de apenas flertes superficiais.

Enquanto casais como Konstantin e Jessi, e Gunnar e Josy, nos dão esperança com seus compromissos realistas e peculiaridades (sejam elas meias antiderrapantes ou hinos de futebol), figuras como Andi nos lembram que a idade não garante maturidade emocional.

Resta agora esperar os episódios finais para ver quem realmente dirá “sim” no altar e quem sairá correndo das montanhas da Baviera. Se você gosta de reality show com profundidade e uma pitada de caos alemão, essa temporada é imperdível.

Onde assistir à temporada 2 de Casamento às Cegas: Alemanha?

Trailer da 2ª temporada de Casamento às Cegas: Alemanha

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Escrito por
Juliana Cunha

Editora na ESPN Brasil e fã de cultura pop, Juliana se classifica como uma nerd saudosa dos grandes feitos da Marvel.

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