A 30ª edição do Cine PE chegou ao fim no clássico Cinema Teatro do Parque, no Recife, entregando uma das cerimônias mais emocionantes de sua história. O festival celebrou três décadas de fomento ao audiovisual brasileiro, mas também foi palco de muitas lágrimas e tributos, já que ocorreu dias após o falecimento de seu grande idealizador, o economista Alfredo Bertini. Sob o comando de Sandra Bertini e seus filhos, Vitor e Patrícia, o evento abraçou o luto e o transformou em uma grande celebração do legado deixado por Alfredo para o nosso cinema.
Para que você fique por dentro de tudo o que rolou, preparamos um resumo com os grandes destaques da noite e a lista completa dos premiados.
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Quem foram os grandes vencedores da Mostra de Longas do Cine PE 2026?
A mostra competitiva de longas-metragens coroou a ficção política “Resta Um” (GO/RJ) como o grande destaque. Dirigido por Fernando Ceylão, o filme — que conta com uma atuação densa de Caco Ciocler e a presença surpresa do icônico Carlos Moreno — garantiu a cobiçada Calunga de Melhor Filme pelo Júri Oficial. A trama apresenta um Brasil distópico focado em embates de sobrevivência pela internet e também faturou os prêmios de Melhor Roteiro (Fernando Ceylão), Melhor Ator Coadjuvante (Ítalo Martins) e Melhor Atriz Coadjuvante (Perla Carvalho).
Quem também fez muito barulho e conquistou o coração da plateia foi o candango “Mapas“. O longa de estreia do diretor Rafael Lobo levou cinco troféus para casa, incluindo o cobiçado Prêmio Especial do Público. A obra, que mistura drama e horror para investigar mistérios esquecidos na construção de Brasília (especificamente na Vila Amaury, sob o Lago Paranoá), garantiu prêmios técnicos de peso: Melhor Fotografia (Emília Silberstein), Montagem (Rafael Lobo e Tainá Menezes), Edição de Som (Olivia Hernandez) e Melhor Ator (Caíque Copque).
Já o aclamado documentário “A Fabulosa Máquina do Tempo” (RJ) não ficou atrás. A obra, que mergulha no universo lúdico de meninas na cidade de Guaribas, no Piauí, rendeu a Eliza Capai o troféu de Melhor Direção. Além disso, o filme faturou Melhor Trilha Sonora (Décio 7), Melhor Atriz para o seu coletivo de jovens atrizes e foi eleito o Melhor Longa-Metragem pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).
Completando o pódio dos longas, a equipe de “Doutor Monstro” levou a Calunga de Melhor Direção de Arte para Débora Padial e Laís Vieira.
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Destaques das Mostras de Curtas: o que bombou no cenário Nacional e Pernambucano?
O curta pernambucano “Os Arcos Dourados de Olinda“, sob a direção de Douglas Henrique, reinou absoluto na Mostra Nacional, faturando Melhor Filme, Roteiro e Montagem. Segundo o diretor, a vitória celebra o cinema feito a partir da coletividade das histórias locais.
Ainda no circuito nacional, o maranhense “Mercado Central“, de Tássia Dhur, abocanhou o Prêmio do Público, Direção de Arte (Neila Albertina), Fotografia (Danilo Rosa) e ainda foi o escolhido pela Abraccine. Tivemos também os mineiros Daniel Jaber e Lu Damasceno vencendo Melhor Direção por “João-de-Barro“, curta que ainda rendeu o prêmio de Melhor Ator a Daniel Jaber. Para fechar a nacional, “O véu” levou Edição de Som (Jonts Ferreira), “Da Aldeia à Universidade” faturou Trilha Sonora (Heitor Martins Oliveira) e Gleide Firmino venceu como Melhor Atriz por “Via Sacra“.
Na Mostra Pernambuco, quem ditou o ritmo foi “Os Ursos e Nós“, de Maria Acselrad. O curta foi o grande papão da noite regional, ganhando Melhor Filme, Direção, Edição de Som (Felipe Peixoto), Trilha Sonora (Sérgio Godoy) e o Prêmio Especial do Público. Em seu discurso, a diretora aproveitou a essência da “La Ursa” para pedir mais fomento e fortalecimento cultural.
Outros pernambucanos premiados foram “Magritte” (Tom Nogueira) com o Prêmio do Público, e “Velha Roupa Colorida“, que levou Roteiro (Eduardo Santiago) e Ator (Beto Aragão). A dupla Rafaela Albuquerque e Willian Tenório garantiu a Montagem de “Salam“, que também venceu em Fotografia pelas mãos do próprio Willian. Fechando a conta regional, “Medo Monstro” ganhou em Direção de Arte (Andrew Gladson e Eduardo Padrão), e o júri optou por não premiar ninguém na categoria de Melhor Atriz da mostra.

Homenagens inesquecíveis: o legado de Alfredo Bertini e as Calungas Especiais
Se o tom foi de celebração, a gratidão marcou o compasso do encerramento. Além das falas dedicadas a Alfredo Bertini, a grandiosa atriz Cláudia Abreu subiu ao palco para receber a Calunga de Ouro pelo conjunto de sua obra. Muito emocionada, ela dedicou a honraria aos seus familiares e também à memória de Alfredo.
O mercado também foi prestigiado com a entrega da Calunga Dourada à Gullane Entretenimento. Fabiano Gullane recebeu a homenagem relembrando com carinho que “O Bicho de 7 Cabeças“, o primeiríssimo filme da produtora, iniciou essa jornada de parceria com o festival.
Como de costume, para fechar o evento (no chamado Hors Concours), o público presente no Teatro do Parque pôde rir bastante com a primeira exibição pública da comédia luso-brasileira “O Cobrador de Fraque“, dirigida por Tomás Portella e estrelada pelo comediante Leandro Ramos (o Julinho da Van do Choque de Cultura).
Lista Completa dos Vencedores do 30º Cine PE (2026)
MOSTRA DE LONGAS-METRAGENS
- Melhor Filme: “Resta Um“, de Fernando Ceylão (GO/RJ)
- Prêmio Especial do Público: “Mapas“, de Rafael Lobo (DF)
- Melhor Diretor: Eliza Capai, por “A Fabulosa Máquina do Tempo” (RJ)
- Melhor Roteiro: Fernando Ceylão, por “Resta Um“
- Melhor Ator: Caíque Copque, por “Mapas“
- Melhor Atriz: Coletivo de atrizes de “A Fabulosa Máquina do Tempo“
- Melhor Ator Coadjuvante: Ítalo Martins, por “Resta Um“
- Melhor Atriz Coadjuvante: Perla Carvalho, por “Resta Um“
- Melhor Fotografia: Emília Silberstein, por “Mapas“
- Melhor Montagem: Rafael Lobo e Tainá Menezes, por “Mapas“
- Melhor Edição de Som: Olivia Hernandez, por “Mapas“
- Melhor Direção de Arte: Débora Padial e Laís Vieira, por “Doutor Monstro“
- Melhor Trilha Sonora: Décio 7, por “A Fabulosa Máquina do Tempo“
MOSTRA NACIONAL DE CURTAS
- Melhor Filme: “Os Arcos Dourados de Olinda“, de Douglas Henrique (PE)
- Prêmio Especial do Público: “Mercado Central“, de Tássia Dhur (MA)
- Melhor Direção: Daniel Jaber e Lu Damasceno, por “João-de-Barro” (MG)
- Melhor Roteiro: Arnon Hochman e Douglas Henrique, por “Os Arcos Dourados de Olinda“
- Melhor Ator: Daniel Jaber, por “João-de-Barro“
- Melhor Atriz: Gleide Firmino, por “Via Sacra” (DF)
- Melhor Fotografia: Danilo Rosa, por “Mercado Central“
- Melhor Montagem: Douglas Henrique, por “Os Arcos Dourados de Olinda“
- Melhor Edição de Som: Jonts Ferreira, por “O véu” (RS)
- Melhor Direção de Arte: Neila Albertina, por “Mercado Central“
- Melhor Trilha Sonora: Heitor Martins Oliveira, por “Da Aldeia à Universidade” (TO)
MOSTRA PERNAMBUCO DE CURTAS
- Melhor Filme: “Os Ursos e Nós“, de Maria Acselrad
- Prêmio Especial do Público: “Magritte“, de Tom Nogueira
- Melhor Direção: Maria Acselrad, por “Os Ursos e Nós“
- Melhor Roteiro: Eduardo Santiago, por “Velha Roupa Colorida“
- Melhor Ator: Beto Aragão, por “Velha Roupa Colorida“
- Melhor Atriz: Categoria declarada deserta pelo júri
- Melhor Fotografia: Willian Tenório, por “Salam“
- Melhor Montagem: Rafaela Albuquerque e Willian Tenório, por “Salam“
- Melhor Edição de Som: Felipe Peixoto, por “Os Ursos e Nós“
- Melhor Direção de Arte: Andrew Gladson e Eduardo Padrão, por “Medo Monstro“
- Melhor Trilha Sonora: Sérgio Godoy, por “Os Ursos e Nós“
PRÊMIOS ABRACCINE DA CRÍTICA
- Melhor Longa-Metragem: “A Fabulosa Máquina do Tempo“, de Eliza Capai (RJ)
- Melhor Curta-Metragem: “Mercado Central“, de Tássia Dhur (MA)














