Confira a crítica do filme "Corte no Tempo", terror teen de 2024 com Madison Bailey disponível para assistir na Netflix.
Críticas

‘Corte no Tempo’ vale apenas pela nostalgia

Compartilhe

O filme “Corte no Tempo” (Time Cut), a mais recente aposta de terror da Netflix, trouxe expectativas de inovação ao juntar viagem no tempo e o clássico slasher, mas a recepção foi dividida.

Dirigido por Hannah MacPherson e protagonizado por Madison Bailey, o filme promete uma experiência de horror nostálgico ambientada nos anos 2000. No entanto, será que essa mistura cumpre o que promete? Ou estamos diante de mais um título que se perde ao tentar agradar todos os públicos?

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse do filme Corte no Tempo (2024)

A trama acompanha Lucy Field (interpretada por Madison Bailey), uma jovem estudante e aspirante a cientista que conquista um estágio dos sonhos na NASA. Entretanto, seus pais demonstram relutância em apoiá-la, atormentados pela perda de sua filha mais velha, Summer (Antonia Gentry), assassinada por um serial killer em 2003.

Em um ato de coincidência inesperada, Lucy se depara com uma máquina do tempo e volta ao passado, dias antes do assassinato de Summer. Agora, ela precisa decidir entre salvar a irmã ou preservar a linha temporal, enfrentando tanto o perigo de um assassino quanto o risco de alterar o próprio futuro.

Você também pode gostar disso:

+ ‘Ela Disse’, uma história que merece ser ouvida e lembrada

+ ‘Pequenas Cartas Obscenas’ é uma comédia de época imperdível

+ ‘A Extraordinária Vida de Ibelin’ é um documentário inspirador

Crítica do filme Corte no Tempo, da Netflix

Embora a proposta de “Time Cut” seja intrigante, o filme não entrega a intensidade que um slasher exige. MacPherson e o co-roteirista Michael Kennedy optam por focar mais na conexão emocional entre Lucy e Summer, o que, ao mesmo tempo que cria momentos tocantes, desvia o filme de seu objetivo principal: o terror.

Enquanto o filme tenta ser um “slasher do bem”, acaba soando mais como um drama adolescente com um leve toque de suspense, o que pode decepcionar os fãs do gênero.

Referências nostálgicas

A ambientação em 2003 traz referências nostálgicas – desde a moda até músicas marcantes da época, como “So Yesterday” de Hilary Duff. Essas escolhas estilísticas evocam uma atmosfera envolvente, mas são superficiais e não conseguem sustentar o tom de terror que o filme prometia.

A falta de impacto nas cenas de morte é outro ponto fraco; mesmo com a classificação 14 anos, esperava-se mais audácia na abordagem das cenas de assassinato. Nesse aspecto, o filme parece evitar qualquer tipo de choque, optando por uma narrativa mais leve e deixando o suspense em segundo plano.

Esforço das protagonistas

Outro aspecto que merece destaque é o esforço das protagonistas, Bailey e Gentry, em transmitir a relação recém-descoberta entre as irmãs. Ambas entregam atuações carismáticas, mas os arcos das personagens são pouco desenvolvidos.

Lucy e Summer parecem se estabilizar em personalidades bidimensionais, limitadas por um roteiro que não explora a fundo o impacto emocional de suas decisões.

Esse descuido com as personagens secundárias e o cenário contribui para a falta de profundidade que o filme exibe, onde até a ameaça do assassino parece diluída em meio a piadas e nostalgia.

Acompanhe o Flixlândia no Google Notícias e fique por dentro do mundo dos filmes e séries do streaming

Conclusão

“Corte no Tempo” é um slasher nostálgico e sentimental, mas não consegue construir uma identidade marcante. A falta de compromisso com os elementos de terror e a tentativa de apelar para o público mais jovem tornam o filme uma experiência agradável, porém esquecível.

Para quem busca um terror descompromissado e leve para passar o tempo, pode até funcionar como entretenimento casual, especialmente para aqueles que se recordam com carinho dos anos 2000. Contudo, os fãs do gênero ficam com a sensação de que essa mistura de viagem no tempo e terror poderia ter sido muito mais profunda e impactante.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Instagram
Twitter
TikTok
YouTube

Onde assistir ao filme Corte no Tempo?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Corte no Tempo (2024)

Elenco de Corte no Tempo, da Netflix

  • Madison Bailey
  • Antonia Gentry
  • Michael Shanks
  • Griffin Gluck
  • Rachael Crawford

Ficha técnica do filme Corte no Tempo

  • Título original: Time Cut
  • Direção: Hannah Macpherson
  • Roteiro: Michael Kennedy, Hannah Macpherson
  • Gênero: terror, ficção científica, suspense
  • País: Estados Unidos, Canadá
  • Ano: 2024
  • Duração: 91 minutos
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas

Artigos relacionados
Leia a crítica do filme One Hit Wonder, da Netflix (2025) - Flixlândia
Críticas

‘One Hit Wonder’ é uma melodia nostálgica que não toca o coração

O cinema, assim como a música, tem a capacidade de nos transportar...

Críticas

‘Bambi: Uma Aventura na Floresta’ revisita o clássico sem CGI

‘Bambi: Uma Aventura na Floresta’ chega aos cinemas como uma adaptação em...

Leia a crítica do filme Os Roses (2025) - Flixlândia
Críticas

‘Os Roses’: remake de clássico oitentista aposta no humor britânico da dupla principal

Com os constantes flops de filmes de “hominho” no cinema, Hollywood parece...

Crítica do filme Planeta dos Solteiros - Aventura na Grécia, da Netflix (2025) - Flixlândia
Críticas

‘Planeta dos Solteiros: Aventura na Grécia’ ou férias sob o sol da paranoia

A franquia polonesa de comédia romântica “Planeta dos Solteiros”, um fenômeno de...

Críticas

Rosario: quando o terror assusta pelo estereótipo batido

Estreando no cinema de longas-metragens, o diretor Felipe Vargas propõe em ‘Rosário’...

Crítica do filme A Seita, com Eric Bana, da HBO Max (2025) - Flixlândia (1)
Críticas

‘A Seita’ é um ritual sem sentido

Em meio a uma enxurrada de thrillers psicológicos que buscam explorar as...

Crítica do filme A Mãe e a Maldição, da Netflix (2025) - Flixlândia
Críticas

‘A Mãe e a Maldição’ tenta ser muitas coisas, mas não consegue nenhuma delas

O cinema de horror indiano tem experimentado um renascimento fascinante nos últimos...

‘O Último Azul’ filme com Rodrigo Santoro é aplaudido durante estreia no Festival de Berlim 2025
Críticas

‘O Último Azul’: drama brasileiro discute etarismo e muito mais

São tantas camadas a serem discutidas em “O Último Azul” que uma...