Confira a crítica da série "Long Bright River", suspense policial de 2025 com Amanda Seyfried, disponível para assistir na Max.

Amanda Seyfried brilha, mas não salva todos os pecados de ‘Long Bright River’

Foto: Max / Divulgação
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“Long Bright River”, minissérie de oito episódios baseada no romance de Liz Moore que chegou à Max, tenta combinar o mistério policial com o drama familiar em um retrato cru da crise de opioides que assola Kensington, um bairro de Filadélfia.

Com Amanda Seyfried à frente do elenco, a produção se propõe a ser mais do que apenas uma investigação criminal — ela mergulha fundo nas consequências pessoais, sociais e emocionais do vício e da negligência. No entanto, entre boas intenções, atuações sólidas e alguns tropeços narrativos, o resultado final é ambíguo.

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Sinopse da série Long Bright River (2025)

A trama gira em torno de Mickey Fitzpatrick (Amanda Seyfried), uma policial de patrulha marcada por um passado conturbado e pela constante preocupação com sua irmã mais nova, Kacey (Ashleigh Cummings), uma viciada em drogas que desaparece misteriosamente.

À medida que Mickey desconfia que uma série de mortes entre mulheres em situação de rua pode não ser apenas uma sequência de overdoses acidentais, ela inicia uma investigação solitária e arriscada, desafiando a apatia dos colegas de farda e confrontando os próprios fantasmas do passado.

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Crítica de Long Bright River, da Max

Amanda Seyfried entrega uma atuação tecnicamente sólida — contida, introspectiva e dolorosa. Ainda assim, a construção de Mickey como personagem é problemática. Parte do público se vê afastado por sua frieza, falta de carisma e decisões questionáveis.

Em certos momentos, sua apatia parece contradizer a paixão que a impulsiona. Há quem a veja como uma representação realista de alguém endurecido pela dor, mas outros apenas enxergam uma figura monótona, pouco envolvente para liderar uma série tão emocionalmente carregada.

Realismo social: um retrato cruel e necessário

O grande mérito de “Long Bright River” está em sua ambientação. A série não edulcora o sofrimento das comunidades afetadas pela dependência química. As ruas de Kensington são mostradas com honestidade brutal: becos, barracas improvisadas, olhares vazios e promessas quebradas.

Há empatia nas lentes dos diretores — especialmente no tratamento dado às mulheres marginalizadas. As trabalhadoras sexuais, por exemplo, são retratadas com humanidade, não apenas como vítimas ou figuras descartáveis.

O ritmo arrastado e o excesso de flashbacks

Se por um lado a série se propõe a desenvolver profundamente seus personagens, por outro, sofre com uma estrutura inchada. Os flashbacks frequentes — embora relevantes para o desenvolvimento emocional de Mickey e Kacey — muitas vezes quebram o ritmo da narrativa principal e tornam a progressão da história exaustiva.

A investigação criminal, que poderia sustentar a tensão, é diluída por cenas contemplativas e desdobramentos familiares que se estendem além do necessário. Há um consenso de que a série seria mais eficaz com 6, ou até 5 episódios.

Atuações marcantes

Apesar dos problemas com o protagonismo, o elenco de apoio é um dos pontos fortes. Nicholas Pinnock como Truman entrega uma presença calorosa e firme. Ashleigh Cummings, no papel de Kacey, transmite vulnerabilidade e complexidade em uma performance comovente.

O jovem Callum Vinson, como Thomas, filho de Mickey, surpreende com uma maturidade emocional rara em atuações infantis. Até os personagens com pouco tempo de tela — como o avô Gee (John Doman) — trazem camadas ao enredo.

Direção, fotografia e escolhas estilísticas

A direção aposta em uma estética escura e sombria, reforçando o tom depressivo da série. Contudo, a iluminação excessivamente baixa compromete a experiência visual em diversos momentos, fazendo com que cenas importantes fiquem ofuscadas — literalmente.

A fotografia das ruas de Filadélfia, por outro lado, é eficaz: sentimos o peso e a opressão do espaço urbano, elemento crucial para o senso de verossimilhança da série.

Um crime que vira pano de fundo

Embora o marketing da série aponte para um mistério policial, o foco de “Long Bright River” está, na verdade, na deterioração dos laços familiares.

A investigação sobre o desaparecimento de Kacey e os assassinatos em série se dilui entre os dramas pessoais de Mickey, seus traumas, dilemas éticos e o peso de tentar ser mãe, irmã e policial ao mesmo tempo.

Isso pode frustrar quem espera uma narrativa centrada no suspense. A resolução do crime, embora funcional, carece de impacto dramático e é facilmente previsível.

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Conclusão

“Long Bright River” é uma obra ambiciosa que caminha na tênue linha entre o thriller policial e o drama social. Ainda que não atinja todo o seu potencial narrativo, é inegável que a série oferece um olhar sincero sobre a devastação causada pela epidemia de opioides e os laços invisíveis que unem (e sufocam) as famílias.

Amanda Seyfried segura a produção com dignidade, mas o roteiro irregular e o ritmo oscilante impedem que a série seja memorável. Vale a pena para quem busca uma história sensível, embora imperfeita, sobre dor, perda e persistência — desde que se tenha paciência para atravessar suas zonas de sombra.

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Onde assistir à série Long Bright River?

A série está disponível para assistir na Max.

Trailer de Long Bright River (2025)

YouTube player

Elenco de Long Bright River, da Max

  • Amanda Seyfried
  • Nicholas Pinnock
  • Ashleigh Cummings
  • Callum Vinson
  • John Doman
  • Dash Mihok
  • Patch Darragh
  • Britne Oldford

Ficha técnica da série Long Bright River

  • Título original: Long Bright River
  • Gênero: suspense, policial, drama
  • País: Estados Unidos
  • Temporada: 1
  • Episódios: 8
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Giselle Costa Rosa

Navegando nas águas do marketing digital, na gestão de mídias pagas e de conteúdo. Já escrevi críticas de filmes, séries, shows, peças de teatro para o sites Blah Cultural e Ultraverso. Agora, estou aqui em um novo projeto no site Flixlândia.

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