Confira a crítica da temporada 2 da série "O Jogo do Diabo", reality show sul-coreano de 2025 disponível para assistir na Netflix.

Uma partida de inteligência (e vaidade): ‘O Jogo do Diabo’ volta mais afiado e impiedoso

Foto: Netflix / Divulgação
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A temporada 2 de “O Jogo do Diabo” (The Devil’s Plan: Death Room) estreou na Netflix nesta terça-feira (6) com a promessa de elevar a complexidade, a tensão e a sofisticação do reality sul-coreano que chamou atenção do público em 2023. A série volta com um formato que mistura jogos mentais, convivência forçada e disputas psicológicas, agora ainda mais afiados por novas regras, um elenco diversificado e dinâmicas reformuladas.

Diferente de realities convencionais focados em popularidade ou resistência física, O Jogo do Diabo aposta no confronto entre inteligência estratégica, raciocínio lógico e capacidade de manipulação social. O resultado? Um híbrido entre reality e xadrez emocional, onde a mente é tanto arma quanto alvo.

Nos quatro episódios iniciais, o programa já expõe sua identidade: provas extensas, clima de tensão constante e a impressão de que ninguém está seguro — nem os mais brilhantes. Mas será que essa fórmula funciona? E, mais importante, ela consegue prender o espectador até o fim?

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Sinopse da temporada 2 do reality O Jogo do Diabo (2025)

A segunda temporada de “O Jogo do Diabo” chegou prometendo elevar o nível dos duelos mentais que fizeram do reality sul-coreano um sucesso de culto. Em vez dos 12 participantes da temporada anterior, agora são 14 mentes afiadas — entre eles, atores, youtubers, médicos, engenheiros, jogadores de pôquer e medalhistas olímpicos — confinados por sete dias e seis noites, disputando partidas estratégicas em troca de “peças” que valem poder, vantagens e um prêmio final de 500 milhões de won (cerca de R$ 1,8 milhão).

A dinâmica principal se mantém: a cada episódio, uma partida central define quem sobe no ranking e quem cai para a prisão, onde enfrentam uma prova secundária. O risco é claro: quem perder todas as peças está fora do jogo. A nova temporada também introduz novidades, como o uso de peças para “compras” estratégicas e uma nova área chamada Hidden Stage, acessível apenas por pistas.

Nos quatro primeiros episódios, alianças se formam, traições se insinuam, estratégias desmoronam, e dois nomes já deixaram a disputa: Chuu e Lee Seung-hyun. E, como sempre, o verdadeiro jogo se dá longe dos tabuleiros: nas expressões, silêncios e articulações.

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Crítica da temporada 2 de O Jogo do Diabo, da Netflix

“O Jogo do Diabo” sempre se propôs a ser um reality de elite, com foco em lógica, estratégia e autocontrole. E a segunda temporada reafirma essa identidade: não há espaço para futilidades ou barracos improvisados. Aqui, o drama surge das alianças veladas, dos silêncios carregados e da tensão mental que se instala em partidas que lembram simulações militares ou exercícios de lógica.

É uma escolha ousada — e corajosa — da produção. Mas também perigosa: a lentidão e o excesso de detalhes em provas que duram mais de uma hora por episódio exigem paciência acima da média do espectador casual.

Elenco inteligente, mas não necessariamente carismático

A escolha dos participantes é, ao mesmo tempo, o trunfo e o obstáculo do programa. Ter nomes como Lee Se-dol, lendário jogador de Go, ou Justin H. Min, ator de Hollywood, dá peso ao elenco. Porém, o excesso de “gênios” e cérebros brilhantes às vezes esfria a empatia do público.

Poucos ali são naturalmente carismáticos — e o reality ainda peca por não apresentar adequadamente seus participantes. Nas primeiras partidas, é fácil se perder entre nomes, funções e estratégias.

O destaque, até agora, fica para Justin Min, que começa como um outsider quase decorativo, mas cresce no episódio 4 com uma narrativa emocional e estratégica envolvente. Sua postura introspectiva e sua reação ao ser traído humanizam o programa, que, por vezes, se prende demais à lógica e esquece do emocional.

Provas instigantes, mas mal editadas

O primeiro jogo da temporada, “Policiais Corruptos”, é brilhante em concepção, com regras complexas que misturam dedução, bluff e coordenação de grupo. No entanto, a edição insiste em mostrar todas as rodadas, o que gera cansaço. A tensão poderia ser mais eficaz com cortes mais ágeis, focando nos momentos de virada e traição.

Já o jogo do episódio 3 é arrastado e confuso, mal explicado e sem impacto dramático, o que compromete o ritmo. Por outro lado, o jogo do tempo, no episódio 4, devolve o fôlego à série ao combinar bem lógica, risco e emoção. E o melhor: traz uma virada estratégica que resulta na eliminação surpreendente de Sang-Yeon, considerado favorito.

A prisão é o verdadeiro palco

Um dos maiores acertos da temporada é a separação entre casa e prisão. O bloco prisional — com provas próprias e chances reais de eliminação — funciona como um novo campo de jogo, onde os “descartados” voltam como ameaça. É um ambiente tenso, que revela lados diferentes dos jogadores e reforça a ideia de que ninguém está realmente seguro.

A dinâmica do jogo “Remova Um”, com cartas e blefes, é um bom exemplo disso: é silenciosa, psicológica e cruel — como o próprio programa. E também é onde os participantes se mostram mais humanos: vulneráveis, frustrados, competitivos.

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Conclusão

A temporada 2 de “O Jogo do Diabo” começa com uma proposta ambiciosa e uma execução quase à altura. Os quatro primeiros episódios entregam jogos inteligentes, apostas altas e personagens complexos, ainda que o ritmo tropece em momentos de excesso.

Com uma estética mais fria e uma estrutura mais robusta, a série exige do público o mesmo que exige de seus jogadores: atenção, paciência e gosto pelo desafio. Quem busca barraco ou entretenimento fácil pode se frustrar. Mas, para quem gosta de ver a mente humana sendo testada no limite — e se interessa por estratégias, alianças e reviravoltas —, “O Jogo do Diabo 2” tem tudo para ser o jogo ideal.

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Onde assistir ao reality O Jogo do Diabo?

A série está disponível para assistir na Netflix.

Trailer da temporada 2 de O Jogo do Diabo (2025)

YouTube player

Elenco de O Jogo do Diabo (temporada 2), da Netflix

  • Park Sang-yeon
  • Tinno
  • Jeong Hyun-gyu
  • Kang Ji-yeong
  • Lee Se-dol
  • Kim Ha-rin
  • CHUU
  • 7high, Choi Hyun-Joon
  • Lee Seung-hyun
  • Yoon So-hui
  • Justin H. Min
  • Son Eun-yoo

Ficha técnica da série O Jogo do Diabo

  • Título original: Debeulseu Peullaen / The Devil’s Plan
  • Criação: Jeong Jong-yeon
  • Gênero: reality show
  • País: Coreia do Sul
  • Temporada: 2
  • Episódios: 12
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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