Confira a crítica do filme "Delicious", suspense dramático alemão de 2025 disponível para assistir na Netflix

‘Delicious’, quando a crítica social perde o tempero

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

O cinema tem explorado a temática da luta de classes com diferentes abordagens, desde as sutis até as mais escancaradas. Em meio a esse cenário, o filme “Delicious”, mais recente thriller psicológico alemão da Netflix, dirigido e escrito por Nele Mueller-Stöfen, tenta misturar suspense e crítica social em um enredo que flerta com o horror.

No entanto, apesar de sua premissa intrigante, o filme não consegue criar uma narrativa realmente impactante, deixando sua mensagem confusa e sua execução inconsistente.

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse filme Delicious (2025)

A trama se desenrola durante o verão na Provença, França, onde uma rica família alemã desfruta de suas férias em uma luxuosa vila. Durante uma noite de festa, o patriarca John (Fahri Yardim) atropela acidentalmente uma jovem chamada Teodora (Carla Díaz).

Em vez de levá-la ao hospital, sua esposa Esther (Valerie Pachner) decide levá-la para casa e cuidar dela, temendo as consequências legais. No dia seguinte, Teodora retorna, alegando ter perdido o emprego devido às lesões e se oferece para trabalhar para a família.

A partir desse ponto, a jovem passa a desempenhar um papel central na vida dos membros da família: ela manipula os pais, influencia os filhos e, aos poucos, desestabiliza a estrutura familiar. O que começa como um drama psicológico logo se transforma em um horror com elementos surreais, revelando as reais intenções de Teodora e seus misteriosos aliados.

Você também pode gostar disso:

+ ‘Larissa: O Outro Lado de Anitta’, entre a estrela e a mulher

+ ‘Namorado Contratado’, uma comédia romântica sem alma

+ ‘Queimando o Filme’ entrega tudo que uma boa rom-com precisa (mas sem surpresas)

Crítica de Delicious, da Netflix

O subgênero “eat-the-rich” tem ganhado força no cinema recente, com filmes como Parasita e O Menu abordando a desigualdade de forma afiada e provocativa. “Delicious” tenta seguir essa linha, mas tropeça na execução ao não definir com clareza seu ponto de vista.

Em vez de construir uma crítica contundente sobre as diferenças de classe, o filme demoniza seus personagens da classe trabalhadora, retratando-os como ameaçadores e vingativos sem uma motivação bem desenvolvida. A narrativa parece mais preocupada em justificar o medo dos ricos do que em explorar a verdadeira injustiça do sistema.

Ritmo desigual e previsibilidade

Apesar de um início promissor, o longa logo cai em um ritmo irregular. O suspense, que poderia ser seu maior trunfo, é prejudicado pela previsibilidade dos eventos. Desde o momento em que Teodora se instala na casa da família, o público já consegue antecipar o que está por vir.

A transformação do drama psicológico em horror também não ocorre de forma fluida, parecendo abrupta e pouco impactante. Os elementos de terror, em especial, soam artificiais e sem força, deixando o clímax desprovido de tensão real.

Atuações e fotografia: os pontos altos

Apesar das falhas narrativas, o elenco consegue entregar boas atuações. Valerie Pachner se destaca como Esther, trazendo camadas de ambiguidade para sua personagem. Carla Díaz também faz um bom trabalho ao interpretar a misteriosa Teodora, embora sua personagem seja mal desenvolvida pelo roteiro. Naila Schuberth, que brilhou em Depois da Cabana, também se sai bem como Alba, a filha mais nova da família.

A fotografia de Frank Griebe é outro ponto positivo, com belas paisagens da Provença contrastando com a atmosfera opressiva dentro da casa. No entanto, a direção de Nele Mueller-Stöfen parece indecisa entre explorar a sutilização da tensão psicológica ou abraçar de vez o horror, resultando em um filme que não se compromete totalmente com nenhum dos gêneros.

Acompanhe o Flixlândia no Google Notícias e fique por dentro do mundo dos filmes e séries do streaming

Conclusão

“Delicious” tenta ser um thriller sofisticado e provocador, mas sua falta de foco e abordagem rasa da luta de classes fazem com que o filme perca força. A intenção de criar uma história impactante se perde em clichês e escolhas narrativas duvidosas, resultando em um filme esquecível. Se você procura um thriller psicológico bem construído, talvez seja melhor buscar outras opções.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Instagram

Twitter

TikTok

YouTube

Onde assistir ao filme Delicious?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Delicious (2025)

YouTube player

Elenco de Delicious, da Netflix

  • Valerie Pachner
  • Fahri Yardim
  • Carla Díaz
  • Naila Schuberth
  • Caspar Hoffmann
  • Julien de Saint Jean
  • Nina Zem
  • Miveck Packa
  • Tom Rey
  • Sina Martens

Ficha técnica do filme Delicious

  • Título original: Delicious
  • Direção: Nele Mueller-Stöfen
  • Roteiro: Nele Mueller-Stöfen
  • Gênero: suspense
  • País: Alemanha
  • Duração: 102 minutos
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Giselle Costa Rosa

Navegando nas águas do marketing digital, na gestão de mídias pagas e de conteúdo. Já escrevi críticas de filmes, séries, shows, peças de teatro para o sites Blah Cultural e Ultraverso. Agora, estou aqui em um novo projeto no site Flixlândia.

  • Concordo plenamente com a crítica, o roteiro não é bom, as personagens muito rasas e somente a fotografia desponta bem.

  • Filme extremamente ruim, você acha que vai acontecer algo impactante, quando vê o filme está no final e não teve nada de relevante, parece que tiveram uma ideia de um filme com crítica social e no meio do caminho não sabiam mais o que fazer pra terminar. Horrível!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Meu Próprio Filho filme documentário da Netflix de 2026
Críticas

Como ‘Meu Próprio Filho’ transforma um sequestro bizarro em reflexão dolorosa

Quando pensamos em documentários de crimes reais, o nosso cérebro já está...

O Que Fica por Dizer filme da Netflix de 2026
Críticas

‘O Que Fica por Dizer’ emociona ao fugir de resoluções fáceis e focar na cura interna

Sabe aquela ferida familiar profunda que todo mundo tenta esconder debaixo do...

Meu Melhor Amigo, sua Namorada e Eu filme de 2026 da Netflix
Críticas

‘Meu Melhor Amigo, sua Namorada e Eu’, uma comédia sem tempero sobre a dor do amadurecimento

A nova comédia alemã da Netflix, intitulada Meu Melhor Amigo, sua Namorada...

Não Deseje Boa Sorte crítica do filme Netflix 2026
Críticas

‘Não Deseje Boa Sorte’ aborda o luto com sensibilidade e música

O sobrenome Sandler já é uma marca registrada na Netflix, mas Não...

a morte de robin hood crítica do filme de 2026
Críticas

‘A Morte de Robin Hood’ prova que alguns mitos precisam terminar sem absolvição

Parece que Hollywood tem essa mania persistente de fazer novos filmes do...

filme Acampamento Miasma - Adolescência, Sexo e Morte de 2026 (6)
Críticas

‘Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte’: quando o filme começa a assistir a si mesmo

Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte é um daqueles filmes que parecem...

O Fim da Rua filme de 2026
Críticas

‘O Fim da Rua’ é o melhor filme de dinossauros desde Jurassic Park

É difícil fazer um filme de dinossauros que consiga provocar novamente aquela...