Eternidade resenha crítica do filme 2025 Flixlândia (1)

[CRÍTICA] ‘Eternidade’ transforma o ‘até que a morte nos separe’ em um dilema encantador

Foto: A24 / Divulgação
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O juramento “até que a morte nos separe” costuma ser o ponto final dos romances. Mas em “Eternidade” (Eternity), que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, dia 4 de dezembro, o fim da vida é apenas o começo da burocracia amorosa.

Dirigido por David Freyne, o filme é uma deliciosa “Sessão da Tarde” atualizada: leve, com sorriso fácil, mas com inteligência emocional suficiente para nos fazer questionar o que realmente valorizamos no amor.

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Sinopse

A trama gira em torno de Joan (a sempre carismática Elizabeth Olsen), que, ao morrer, se vê diante da escolha mais difícil de sua existência (literalmente). Ela precisa decidir com quem passará a eternidade. De um lado está Luke (Callum Turner), seu primeiro marido, o amor jovem e perfeito tragicamente interrompido pela Guerra da Coreia.

Ele é o “E Se?”, o sonho idealizado que nunca teve a chance de envelhecer ou decepcionar. Do outro lado está Larry (Miles Teller), o homem com quem ela casou dois anos depois, teve filhos, netos e uma vida inteira de altos e baixos. Larry é a realidade, o “prêmio de consolação” que se tornou uma construção sólida, feita de rotina, brigas e cumplicidade.

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Resenha crítica do filme Eternidade

O brilho do filme não está apenas nesse triângulo amoroso, mas na construção desse pós-vida corporativo. Joan é guiada por consultores pós-morte (CPMs), interpretados pelos hilários Da’Vine Joy Randolph (Anna) e John Early (Ryan). Eles funcionam como corretores de imóveis do além, tentando vender pacotes de paraísos temáticos que vão desde “Vida no Espaço” até um disputadíssimo “Mundo Sem Homens”.

Randolph, em especial, rouba a cena com um timing cômico impecável, trazendo uma ironia deliciosa para a sacralidade da morte. Destaque também para Olga Merediz como Karen, a melhor amiga de Joan, cuja jornada de autodescoberta na terceira idade adiciona uma camada terna e surpreendente à regra de que, no além, você aparenta a idade em que foi mais feliz.

Eternidade 2025 resenha crítica do filme Flixlândia (1)
Foto: A24 / Divulgação

Embora o filme brinque com conceitos existenciais — como a piada ótima sobre Deus ser uma construção de quem precisa dele —, o tom nunca fica pesado. É uma comédia romântica em sua essência. O roteiro é hábil em nos fazer balançar junto com a protagonista. A química entre Olsen, Teller e Turner funciona tão bem que entendemos perfeitamente a dúvida de Joan: como escolher entre a perfeição intocada da memória e a beleza imperfeita da vivência?

Conclusão

No seu terço final, “Eternidade” flerta com diversas possibilidades, ameaçando subverter as expectativas do gênero com desfechos mais ousados ou até feministas. No entanto, mesmo quando parece caminhar para o conservador, o faz com uma doçura típica das comédias mais memoráveis do gênero. Mesmo se você imaginar um final diferente, segue sendo uma boa pedida para quem quer sair do cinema com o coração mais leve.

Onde assistir ao filme Eternidade?

O filme estreia nesta quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer de Eternidade (2025)

YouTube player

Elenco do filme Eternidade

  • Elizabeth Olsen
  • Miles Teller
  • Callum Turner
  • Da’Vine Joy Randolph
  • John Early
  • Christie Burke
  • Danny Mac
  • Damon Johnson
Escrito por
Cadu Costa

Cadu Costa era um camisa 10 campeão do Vasco da Gama nos anos 80 até ser picado por uma aranha radioativa e assumir o manto do Homem-Aranha. Pra manter sua identidade secreta, resolveu ser um astro do rock e rodar o mundo. Hoje prefere ser somente um jornalista bêbado amante de animais que ouve Paulinho da Viola e chora pelos amores vividos. Até porque está ficando velho e esse mundo nem merece mais ser salvo.

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