Eternidade resenha crítica do filme 2025 Flixlândia (1)

[CRÍTICA] ‘Eternidade’ transforma o ‘até que a morte nos separe’ em um dilema encantador

Foto: A24 / Divulgação
Compartilhe

O juramento “até que a morte nos separe” costuma ser o ponto final dos romances. Mas em “Eternidade” (Eternity), que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, dia 4 de dezembro, o fim da vida é apenas o começo da burocracia amorosa.

Dirigido por David Freyne, o filme é uma deliciosa “Sessão da Tarde” atualizada: leve, com sorriso fácil, mas com inteligência emocional suficiente para nos fazer questionar o que realmente valorizamos no amor.

➡️ Frete grátis e rápido na AMAZON! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

A trama gira em torno de Joan (a sempre carismática Elizabeth Olsen), que, ao morrer, se vê diante da escolha mais difícil de sua existência (literalmente). Ela precisa decidir com quem passará a eternidade. De um lado está Luke (Callum Turner), seu primeiro marido, o amor jovem e perfeito tragicamente interrompido pela Guerra da Coreia.

Ele é o “E Se?”, o sonho idealizado que nunca teve a chance de envelhecer ou decepcionar. Do outro lado está Larry (Miles Teller), o homem com quem ela casou dois anos depois, teve filhos, netos e uma vida inteira de altos e baixos. Larry é a realidade, o “prêmio de consolação” que se tornou uma construção sólida, feita de rotina, brigas e cumplicidade.

➡️ Quer saber mais sobre filmesséries e streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo INSTAGRAMXTIKTOKYOUTUBEWHATSAPP, e GOOGLE NOTÍCIAS, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Resenha crítica do filme Eternidade

O brilho do filme não está apenas nesse triângulo amoroso, mas na construção desse pós-vida corporativo. Joan é guiada por consultores pós-morte (CPMs), interpretados pelos hilários Da’Vine Joy Randolph (Anna) e John Early (Ryan). Eles funcionam como corretores de imóveis do além, tentando vender pacotes de paraísos temáticos que vão desde “Vida no Espaço” até um disputadíssimo “Mundo Sem Homens”.

Randolph, em especial, rouba a cena com um timing cômico impecável, trazendo uma ironia deliciosa para a sacralidade da morte. Destaque também para Olga Merediz como Karen, a melhor amiga de Joan, cuja jornada de autodescoberta na terceira idade adiciona uma camada terna e surpreendente à regra de que, no além, você aparenta a idade em que foi mais feliz.

Eternidade 2025 resenha crítica do filme Flixlândia (1)
Foto: A24 / Divulgação

Embora o filme brinque com conceitos existenciais — como a piada ótima sobre Deus ser uma construção de quem precisa dele —, o tom nunca fica pesado. É uma comédia romântica em sua essência. O roteiro é hábil em nos fazer balançar junto com a protagonista. A química entre Olsen, Teller e Turner funciona tão bem que entendemos perfeitamente a dúvida de Joan: como escolher entre a perfeição intocada da memória e a beleza imperfeita da vivência?

Conclusão

No seu terço final, “Eternidade” flerta com diversas possibilidades, ameaçando subverter as expectativas do gênero com desfechos mais ousados ou até feministas. No entanto, mesmo quando parece caminhar para o conservador, o faz com uma doçura típica das comédias mais memoráveis do gênero. Mesmo se você imaginar um final diferente, segue sendo uma boa pedida para quem quer sair do cinema com o coração mais leve.

Onde assistir ao filme Eternidade?

O filme estreia nesta quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer de Eternidade (2025)

YouTube player

Elenco do filme Eternidade

  • Elizabeth Olsen
  • Miles Teller
  • Callum Turner
  • Da’Vine Joy Randolph
  • John Early
  • Christie Burke
  • Danny Mac
  • Damon Johnson
Escrito por
Cadu Costa

Cadu Costa era um camisa 10 campeão do Vasco da Gama nos anos 80 até ser picado por uma aranha radioativa e assumir o manto do Homem-Aranha. Pra manter sua identidade secreta, resolveu ser um astro do rock e rodar o mundo. Hoje prefere ser somente um jornalista bêbado amante de animais que ouve Paulinho da Viola e chora pelos amores vividos. Até porque está ficando velho e esse mundo nem merece mais ser salvo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Meu Próprio Filho filme documentário da Netflix de 2026
Críticas

Como ‘Meu Próprio Filho’ transforma um sequestro bizarro em reflexão dolorosa

Quando pensamos em documentários de crimes reais, o nosso cérebro já está...

O Que Fica por Dizer filme da Netflix de 2026
Críticas

‘O Que Fica por Dizer’ emociona ao fugir de resoluções fáceis e focar na cura interna

Sabe aquela ferida familiar profunda que todo mundo tenta esconder debaixo do...

Meu Melhor Amigo, sua Namorada e Eu filme de 2026 da Netflix
Críticas

‘Meu Melhor Amigo, sua Namorada e Eu’, uma comédia sem tempero sobre a dor do amadurecimento

A nova comédia alemã da Netflix, intitulada Meu Melhor Amigo, sua Namorada...

Não Deseje Boa Sorte crítica do filme Netflix 2026
Críticas

‘Não Deseje Boa Sorte’ aborda o luto com sensibilidade e música

O sobrenome Sandler já é uma marca registrada na Netflix, mas Não...

a morte de robin hood crítica do filme de 2026
Críticas

‘A Morte de Robin Hood’ prova que alguns mitos precisam terminar sem absolvição

Parece que Hollywood tem essa mania persistente de fazer novos filmes do...

filme Acampamento Miasma - Adolescência, Sexo e Morte de 2026 (6)
Críticas

‘Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte’: quando o filme começa a assistir a si mesmo

Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte é um daqueles filmes que parecem...

O Fim da Rua filme de 2026
Críticas

‘O Fim da Rua’ é o melhor filme de dinossauros desde Jurassic Park

É difícil fazer um filme de dinossauros que consiga provocar novamente aquela...