Film Club 2025 resenha crítica da série Filmelier+ Flixlândia

‘Film Club’: Aimee Lou Wood arrebenta com uma carta de amor à amizade (e ao cinema)

Foto: Divulgação
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Chega ao Brasil pela Filmelier+ a primeira série exclusiva do canal, “Film Club”, e o papo é reto: prepare-se para ser fisgado por essa comédia dramática que é, ao mesmo tempo, doce, inteligente e profundamente humana. Estrelada e cocriada por Aimee Lou Wood (a nossa inesquecível Aimee de Sex Education e a Chelsea de The White Lotus), a série é uma homenagem ao poder de fuga e conexão que o cinema nos proporciona.

Com uma estreia que já nos apresenta a Evie e Noa — dois amigos inseparáveis com uma química de “vai ou racha” — a série se anuncia como um acalanto para quem ama o gênero “will they, won’t they” (vão ficar juntos ou não?). Se você gosta de histórias que exploram a fragilidade da saúde mental, mas com um toque de humor britânico, encontrou seu novo vício.

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Sinopse

“Film Club” nos apresenta a Evie (Aimee Lou Wood), uma jovem que não consegue sair de casa há seis meses após um colapso. Seu refúgio semanal é o clube de cinema que ela e seu melhor amigo, Noa (Nabhaan Rizwan, impecável), mantêm na garagem da mãe, Suz. Evie, com uma criatividade transbordante, transforma o espaço semanalmente em cenários temáticos para os filmes que assistem – de Alien a O Mágico de Oz.

A bolha protetora de Evie é estourada logo no início, quando Noa revela que conseguiu o emprego dos sonhos em outra cidade e está de partida. A separação iminente coloca uma pressão inédita na relação, forçando os dois a encararem o elefante na sala: o que sentem um pelo outro é só amizade ou algo muito mais profundo? Tudo isso enquanto Evie tem que lidar com sua família excêntrica, incluindo a mãe hiperativa (a maravilhosa Suranne Jones), a irmã de humor seco, Izzie, e o namorado simplório de sua mãe, Josh.

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Crítica da série Film Club

O brilho de Aimee Lou Wood e a química do “quase”

Se você já era fã de Aimee Lou Wood em Sex Education e The White Lotus, aqui ela eleva o nível. Ela consegue transmitir uma vulnerabilidade que é quase palpável, fazendo com que a gente torça por Evie desde o primeiro minuto. Sua personagem é o tipo que parece ter uma “camada de pele a menos”, e a gente fica na ponta dos pés, esperando que o mundo seja gentil com ela.

Ao lado de Nabhaan Rizwan, a química é inegável, mas sutil. Não é um romance explosivo; é a dança delicada de dois amigos que estão quase se entendendo, mestres da “saudosa arte do anseio”, como bem apontou a crítica estrangeira. É justamente essa quietude e o não-dito que dão o charme ao casal. Se você é do time dos céticos que achou a química “meio apagada” no começo, vale a pena persistir: é uma construção lenta e recompensadora.

Film Club resenha crítica da série Filmelier+ 2025 Flixlândia
Foto: Divulgação

A família maluca e o toque britânico

O núcleo familiar de Evie é um show à parte e injeta a dose certa de comédia ruidosa para contrastar com a introspecção dos protagonistas. Suranne Jones como Suz, a mãe solteira, protetora, agitada e super bem-cuidada, é simplesmente hilária e comovente. Ela é o caos ansioso que tenta manter tudo sob controle, uma força da natureza que assusta Noa, mas que, no fundo, nos cativa.

A dinâmica entre Evie, a mãe e a irmã Izzie (Liv Hill) é dolorosamente sincera, especialmente ao abordar o medo e a frustração que a doença mental de Evie gera em todos. A série brilha ao equilibrar o drama sério da agorafobia e do colapso nervoso com esse humor tipicamente britânico, cheio de referências regionais e diálogos espertos.

Um olhar sensível à saúde mental e neurodivergência

A série se encaixa perfeitamente no subgênero de comédias que abordam a saúde mental feminina, mas com um diferencial que a torna especial: sua sensibilidade e inteligência psicológica. A agorafobia de Evie é tratada com carinho e, para quem se identifica com questões de neurodivergência (como TDAH ou autismo, embora a série não mencione Evie ser neurodivergente, o relato de fãs aponta a semelhança), a narrativa é um abraço.

A criação de um mundo de fantasia na garagem, a rigidez e a espontaneidade de Evie, e a dificuldade de lidar com o mundo “normal” fazem com que a série pareça uma carta de amor para quem se sente diferente ou deslocado. Não é um drama pesado, mas um lembrete caloroso de que não estamos sozinhos, e que a arte pode ser nossa grande válvula de escape.

Conclusão

Os primeiros episódios de “Film Club” chegam prometendo uma jornada envolvente e aconchegante. É uma série feita por quem ama cinema e entende a complexidade das relações humanas, desde a amizade que esconde um amor até os laços familiares mais barulhentos. Embora possa parecer um pouco “lenta” ou “silenciosa” no início para alguns, sua confiança é o que a destaca.

As atuações são de primeira linha, o roteiro é afiado e a premissa é cativante. Se você está em busca de uma comédia dramática para maratonar que te faça sorrir, ansiar e se identificar, dê uma chance a Evie e Noa. É o tipo de conteúdo que te deixa com um sorriso no rosto e a torcida de que a vida (e a série!) continue.

Onde assistir à série Film Club?

  • Filmelier+

Trailer de Film Club (2025)

YouTube player

Elenco de Film Club, do Filmelier+

  • Aimee Lou Wood
  • Nabhaan Rizwan
  • Liv Hill
  • Suranne Jones
  • Adam Long
  • Fola Evans-Akingbola
  • Owen Cooper
  • Kai Assi
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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