Golden Kamuy crítica do filme live-action Netflix 2024

A adaptação épica de ‘Golden Kamuy’

Foto: Netflix / Divulgação
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Baseado no mangá homônimo, “Golden Kamuy” já recebeu diversas adaptações. Além da popular série de anime, a história japonesa foi transformada em um longa-metragem live-action, com estreia nos cinemas do Japão e lançamento global na Netflix. E esta versão cinematográfica se mostra muito melhor do que o esperado, numa superprodução que deve agradar bastante aos fãs da obra original.

Sinopse do live-action de Golden Kamuy (2024)

“Golden Kamuy” se passa durante a Guerra Russo-Japonesa. Saichi Sugimoto (Kento Yamazaki) é um veterano de guerra experiente e aparentemente imortal. Sua experiência pós-guerra se transforma em uma busca pelo ouro antigo do povo Ainu, acompanhado eventualmente por uma mulher Ainu chamada Asirpa (Anna Yamada).

Eles encontram um homem com um mapa codificado tatuado em seu corpo; muitos prisioneiros fugitivos como ele têm tatuagens semelhantes, indicando a localização do ouro. Saichi quer o ouro, e Asirpa quer vingança pela morte de seu pai, um minerador que foi traído enquanto recuperava o famoso ouro Ainu. Asirpa decide se juntar a Saichi em sua busca, contanto que ele não mate ninguém.

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Crítica do filme Golden Kamuy, da Netflix

“Golden Kamuy” surpreende logo nos primeiros minutos, onde a produção demonstra um grande cuidado e respeito pela história original. A abertura é intensa, mostrando a natureza aparentemente imortal de Saichi em meio à guerra, que serve como catalisador para todos os eventos subsequentes. O filme ilustra a luta entre soldados e as consequências da guerra, um tema valioso que corre em paralelo com a busca pelo ouro.

O lançamento da Netflix, que rapidamente se tornou o filme número um do Japão em seu fim de semana de estreia, mostra uma química cativante entre os personagens, especialmente entre Saichi e Asirpa. Suas interações são recheadas de piadas e momentos emocionantes, mostrando a necessidade mútua que têm um do outro, o que se desenvolve ao longo do filme. A atuação de Kento Yamazaki como Saichi Sugimoto é admirável, combinando estoicismo e loucura desenfreada com um amor desenfreado pela comida. Anna Yamada exala sinceridade e gentileza como Asirpa, enquanto Hiroshi Tamaki rouba a cena com sua atuação perturbadora como o oficial Tokushiro Tsurumi.

“Golden Kamuy” também não se furta a mostrar momentos de escuridão e violência. Embora seja leve em alguns aspectos, contém elementos sombrios e violentos, sem ultrapassar limites. O diretor Shigeaki Kubo leva a adaptação a sério, refletindo o Japão do início do século 20 de maneira verossímil e até relativamente pesadas. Com cenas de ação bem elaboradas e belos planos de câmera, o filme encontra um novo fôlego no terceiro ato. A equipe por trás do filme equilibrou cada ato com respeito, garantindo que a narrativa se mantenha envolvente ao longo das duas horas de duração.

Conclusão

“Golden Kamuy” é um filme épico, que certamente vai conquistar novos fãs ao longo do caminho. Com efeitos visuais e CGI impressionantes, o longa-metragem transporta o espectador para o Japão dos anos 1900 de maneira imersiva. A adaptação é um testemunho de como a arte e o entretenimento podem ser usados para centrar o discurso em questões importantes, motivando o público a ser melhor do que o mundo espera.

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Onde assistir ao live-action de Golden Kamuy?

O filme está disponível para assinantes da Netflix.

Trailer do filme Golden Kamuy

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Elenco do live-action de Golden Kamuy

  • Kento Yamazaki
  • Anna Yamada
  • Gordon Maeda
  • Asuka Kudo
  • Shuntaro Yanagi
  • Yuki Izumisawa
  • Yuma Yamoto
  • Ryohei Otani
  • Katsuya
  • Mitsuki Takahata

Ficha técnica de Golden Kamuy, da Netflix

  • Título original: Golden Kamuy
  • Direção: Shigeaki Kubo
  • Roteiro: Tsutomu Kuroiwa, Satoru Noda
  • Gênero: ação, aventura
  • País: Japão
  • Duração: 129 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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