Intenções Cruéis 2022 resenha crítica do filme Flixlândia

Luto, likes e loucura: vale a pena dar o play em ‘Intenções Cruéis?’

Foto: Divulgação
Compartilhe

Se você viu o título e pensou naquele clássico dos anos 90 com a Reese Witherspoon e o Ryan Phillippe, pode tirar o cavalinho da chuva. O filme que analisamos hoje é o suspense psicológico de 2022, originalmente chamado Jane, que chegou ao Brasil (com MUITO atraso) diretamente no Prime Video como Intenções Cruéis.

Dirigido por Sabrina Jaglom, o longa tenta surfar na onda de thrillers adolescentes focados em redes sociais e pressão acadêmica. Mas será que essa produção entrega o que promete ou é só mais um drama teen esquecível? Vamos descobrir.

➡️ Frete grátis e rápido na AMAZON! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

A trama gira em torno de Olivia (Madelaine Petsch), uma estudante do último ano extremamente ambiciosa e perfeccionista, cujo único objetivo na vida parece ser entrar na Universidade de Stanford. O problema é que o mundo dela começa a desmoronar: ela está lidando com o luto recente pelo suicídio de sua melhor amiga, Jane, e acaba de ter sua admissão na faculdade adiada.

Como desgraça pouca é bobagem, uma nova aluna chamada Camille chega para ameaçar o posto de Olivia na equipe de debates. Sentindo-se encurralada, Olivia se reconecta com uma antiga amiga, Izzy (Chloe Bailey), e as duas começam a usar a conta de rede social da falecida Jane para “desenterrar podres” e destruir a reputação de quem estiver no caminho. O que começa como uma vingança digital logo se transforma em um surto psicótico, onde Olivia passa a ter visões da amiga morta e perde a noção dos limites.

➡️ Quer saber mais sobre filmesséries e streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo INSTAGRAMXTIKTOKYOUTUBEWHATSAPP, e GOOGLE NOTÍCIAS, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Resenha crítica do filme Intenções Cruéis (2022)

A força de Madelaine Petsch em um roteiro instável

Não dá para falar desse filme sem destacar a atuação de Madelaine Petsch. Conhecida por Riverdale, aqui ela entrega uma performance visceral, conseguindo transitar entre a vulnerabilidade de uma jovem em luto e a frieza de alguém disposta a tudo por controle. Ela carrega o filme nas costas, com olhares calculados e explosões emocionais que dão vida a uma protagonista complexa e, muitas vezes, difícil de engolir.

A química entre Petsch e Chloe Bailey (Izzy) também funciona muito bem, criando uma dinâmica de “amigas e rivais” que sustenta boa parte da narrativa. No entanto, o talento do elenco às vezes parece lutar contra um roteiro que não aprofunda todas as camadas que propõe, deixando a sensação de que as atrizes poderiam entregar ainda mais se tivessem um material melhor.

Intenções Cruéis 2022 resenha crítica do filme Prime Video Flixlândia
Foto: Divulgação

Redes sociais: espelho ou armadilha?

Um ponto alto é como o filme aborda a tecnologia. Intenções Cruéis não usa as redes sociais apenas como cenário, mas como um agente ativo na deterioração mental de Olivia. O filme acerta ao mostrar que o problema não é só a ferramenta, mas a necessidade desesperada de validação e controle que ela alimenta.

A trama explora como o luto feminino pode ser espetacularizado ou invalidado na era digital, transformando a dor em uma performance pública. É uma crítica interessante a uma geração que muitas vezes confunde identidade com a imagem projetada online, criando um suspense que se constrói na linha tênue entre o que é real e o que é virtual.

Ritmo, privilégio e um final controverso

Com apenas 83 minutos, o filme ganha pontos por não enrolar, mantendo uma estética limpa e uma atmosfera claustrofóbica. Porém, é difícil sentir empatia pelas personagens. Estamos falando de garotas extremamente privilegiadas, cujos maiores problemas envolvem festas que parecem hotéis cinco estrelas e a obsessão por uma faculdade de elite.

Além disso, o terceiro ato é onde a coisa desanda. O final divide opiniões: para alguns, é apressado e “idiota”; para outros, entrega um fechamento coerente com a proposta psicológica, mesmo que não seja surpreendente. A ambiguidade sobre as visões de Olivia — se são sobrenaturais ou apenas fruto de sua mente perturbada — pode frustrar quem esperava respostas mais claras ou um filme de terror mais tradicional.

Conclusão

Intenções Cruéis (2022) é um suspense psicológico imperfeito, mas que provoca reflexões válidas sobre ambição e saúde mental. Não espere um terror cheio de sustos; a proposta aqui é o incômodo causado pelo comportamento tóxico e autodestrutivo das personagens.

Se você curte filmes com protagonistas femininas moralmente duvidosas, estilo Meninas Malvadas misturado com Garota Exemplar (mas com orçamento menor), vale a pena conferir pela atuação de Madelaine Petsch. A nota justa seria um 3,5 de 5: bom para passar o tempo e discutir sobre as neuras da internet, mas longe de ser um clássico instantâneo.

Onde assistir ao filme Intenções Cruéis?

Trailer de Intenções Cruéis (2022)

YouTube player

Elenco do filme Intenções Cruéis

  • Madelaine Petsch
  • Melissa Leo
  • Kerri Medders
  • Chloe Bailey
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Dinheiro Suspeito resenha crítica do filme Netflix 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Dinheiro Suspeito’ e o retorno dos ‘parças’ em um thriller de suar as mãos

Quem diria que ver dois “cinquentões” berrando jargões policiais um com o...

Sentença de Morte 2025 resenha crítica do filme Prime Video Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Sentença de Morte’: carisma do elenco salva roteiro genérico

Sabe aquele filme que você olha o elenco e pensa: “Isso tem...

Hamnet A Vida Antes de Hamlet 2026 resenha crítica do filme Flixlândia 2025
Críticas

[CRÍTICA] ‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’ e o exorcismo emocional de William Shakespeare

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet é o novo longa-metragem dirigido pela...

Extermínio 4 O Templo dos Ossos resenha crítica do filme 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Extermínio: O Templo dos Ossos’: Ralph Fiennes e a arte de salvar o fim do mundo

Olá, caro leitor. Bem-vindo! Qualquer roteiro que siga a receita de doenças...

Ato Noturno 2026 resenha crítica do filme brasileiro Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Ato Noturno’ é uma obra provocativa e um ótimo exemplo do cinema de arte

Ato Noturno é um suspense erótico brasileiro dirigido pela dupla Filipe Matzembacher...

Confiança resenha crítica do filme 2025 Paramount Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Confiança’ traz um roteiro ilógico com personagens irracionais

Sabe aquele filme que você começa a assistir torcendo para que a...

O Palhaço no Milharal resenha crítica do filme 2025 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘O Palhaço no Milharal’: terror despretensioso diverte ao abraçar o próprio exagero

Todo ano surgem filmes de terror que prometem reinventar o gênero, discutir...