Confira a crítica do filme "Kin", ficção científica de 2018 com Myles Truitt disponível para assistir na Netflix.

Ainda que com muitas falhas, ‘Kin’ consegue entreter

Foto: Netflix / Divulgação
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“Kin”, filme lançado em 2018 que chegou recentemente ao catálogo da Netflix, mescla elementos de ação, ficção científica e drama familiar. Dirigido pelos irmãos Jonathan e Josh Baker, o longa é estrelado por Myles Truitt, Jack Reynor, Dennis Quaid e Zoë Kravitz.

A proposta de combinar gêneros distintos em uma narrativa única é, sem dúvida, ambiciosa. Mas será que a produção consegue atingir o objetivo de se tornar algo marcante? É o que vamos descobrir a partir de agora.

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Sinopse do filme Kin (2018)

A trama acompanha Eli Solinski (Myles Truitt), um adolescente adotado que, durante uma de suas explorações em busca de sucata, encontra uma arma futurista de origem desconhecida.

Paralelamente, seu irmão mais velho, Jimmy (Jack Reynor), recém-saído da prisão, retorna para casa com uma dívida perigosa com o criminoso Taylor Balik (James Franco). As circunstâncias forçam os irmãos a fugirem, levando consigo a misteriosa arma, enquanto são perseguidos por Balik, agentes federais e enigmáticos soldados de outro mundo.

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Crítica de Kin, da Netflix

“Kin” inicia-se com uma promessa intrigante, explorando a dinâmica familiar entre Eli, um jovem negro adotado por uma família branca, e seu pai adotivo, Hal (Dennis Quaid). A relação é marcada por tensões e desafios, especialmente com o retorno de Jimmy, cujo passado criminoso adiciona camadas de complexidade à narrativa.

A descoberta da arma futurista por Eli serve como catalisador para a trama, introduzindo elementos de ficção científica que contrastam com o ambiente urbano decadente de Detroit. No entanto, o filme enfrenta dificuldades em equilibrar seus múltiplos gêneros.

Enquanto o drama familiar busca profundidade emocional, as sequências de ação e os aspectos sci-fi nem sempre se integram de maneira coesa, resultando em uma narrativa por vezes fragmentada.

Atuações

As atuações são competentes, com destaque para Myles Truitt, que traz vulnerabilidade e determinação ao jovem Eli. Jack Reynor interpreta Jimmy com a dose certa de carisma e imprudência, embora o roteiro não ofereça profundidade suficiente para seu arco de redenção.

Zoë Kravitz, como Milly, adiciona charme à história, mas sua personagem carece de desenvolvimento significativo. James Franco, no papel do antagonista Taylor Balik, entrega uma performance que, embora eficaz, recorre a estereótipos já vistos em sua filmografia.

Visualmente, “Kin” apresenta uma cinematografia estilizada, com uso eficaz de tons azulados e lilases que evocam a atmosfera de ficção científica. As cenas de ação são bem coreografadas, embora não inovadoras. A trilha sonora complementa o tom do filme, mas não se destaca a ponto de se tornar algo marcante.

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Conclusão

“Kin” é uma tentativa ambiciosa de fundir drama familiar com elementos de ficção científica e ação. Embora apresente momentos de interesse e atuações sólidas, o filme tropeça em sua execução, resultando em uma experiência que, apesar de entreter, não alcança todo o seu potencial.

Para aqueles que apreciam narrativas híbridas e estão dispostos a perdoar suas falhas, “Kin” oferece uma perspectiva intrigante, ainda que imperfeita, sobre família, responsabilidade e os mistérios do desconhecido.

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Onde assistir ao filme Kin?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Kin (2018)

YouTube player

Elenco de Kin, da Netflix

  • Myles Truitt
  • Jack Reynor
  • Dennis Quaid
  • Zoë Kravitz
  • James Franco
  • Carrie Coon
  • Ian Matthews
  • Mark O’Brien
  • Romano Orzari

Ficha técnica do filme Kin

  • Título original: Kin
  • Direção: Jonathan Baker, Josh Baker
  • Roteiro: Jonathan Baker, Josh Baker, Daniel Casey
  • Gênero: ação, ficção científica, suspense, drama
  • País: Estados Unidos, Canadá
  • Duração: 102 minutos
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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