Lindas e Letais crítica do filme do Prime Video 2026 - Flixlândia (1)

Crítica | ‘Lindas e Letais’ é o puro suco da ação farofa no Prime Video

Foto: Prime Video / Divulgação
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Sabe aquele filme que promete uma loucura total e entrega o puro suco do cinema B de ação? Essa é a vibe de “Lindas e Letais” (Pretty Lethal), que estreou no festival SXSW e chegou ao catálogo do Prime Video.

Com a produtora 87North por trás — a mesma responsável por grandes sucessos de pancadaria como “John Wick” e “Trem-Bala” —, a expectativa era alta. E embora a premissa de juntar “bailarinas e assassinos” seja genuinamente incrível, o resultado final é uma mistura muito divertida, mas bastante bagunçada.

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Sinopse

A história acompanha cinco jovens bailarinas americanas de elite e sua instrutora, Ms. Thorna, a caminho de uma competição super importante em Budapeste. O problema começa quando o ônibus da equipe quebra no meio de uma floresta remota na Hungria. Procurando abrigo da chuva, elas vão parar no Teremok Inn, uma estalagem sinistra e decadente comandada por Devora (Uma Thurman), uma ex-bailarina com um passado sombrio.

O que parecia ser apenas uma noite de azar vira um pesadelo completo quando o filho arrogante de um mafioso local mata a professora delas a sangue frio. A partir daí, as garotas ficam reféns e precisam usar toda a brutalidade do treinamento de balé para lutar pela sobrevivência contra um bando de capangas armados.

Crítica do filme Lindas e Letais

Coreografias sangrentas e o tal do “Ballet-Fu”

Se tem uma coisa que o filme acerta em cheio é quando finalmente abraça a sua premissa absurda. A diretora Vicky Jewson tentou criar um estilo de luta apelidado nos bastidores de “ballet-fu”, onde os movimentos clássicos e graciosos da dança se transformam em golpes letais.

A sequência final é o grande destaque e a razão de o longa existir: as garotas entram em formação ao som de música clássica, usando piruetas, saltos e até lâminas de barbear escondidas nas sapatilhas de ponta para rasgar os mafiosos. É um momento visualmente incrível e brutal. O problema é que, fora desse clímax brilhante, a ação muitas vezes parece mal iluminada, genérica e confinada a cozinhas e porões que não saltam aos olhos.

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Crise de identidade no tom

Apesar de ter apenas rápidos 88 minutos de duração, o roteiro de Kate Freund sofre com uma grave crise de identidade. O filme simplesmente não consegue decidir se quer ser um suspense tenso focado na sobrevivência ou uma comédia escrachada.

Em um momento, temos cenas super violentas; no seguinte, a personagem Grace (Avantika) é drogada acidentalmente por um vilão e passa boa parte do tempo tendo alucinações e pregando fervorosamente a palavra de Deus.

Avantika tem um timing cômico perfeito e rouba a cena, mas a bizarrice da situação bate de frente com o tom de outras personagens que estão levando o perigo a sério, criando um choque que distrai quem está assistindo.

Um elenco que se joga, mas esbarra na superficialidade

As meninas dão o sangue (literalmente) e demonstram uma dinâmica bem legal, mesmo tendo que lidar com personagens que parecem arquétipos ambulantes. Maddie Ziegler entrega tudo como Bones, a líder durona e cheia de atitude que bate de frente com a riquinha esnobe Princess, interpretada de forma divertidíssima pela Lana Condor.

Já as irmãs Chloe e Zoe, vividas por Millicent Simmonds e Iris Apatow, deveriam trazer o coração da trama, mas a relação de superproteção entre elas surge meio do nada nos primeiros 20 minutos e é pouquíssimo explorada.

O desperdício imperdoável de Uma Thurman

O maior pecado de “Lindas e Letais”, no entanto, é o que fazem com a lenda da ação Uma Thurman. A nossa eterna Noiva de “Kill Bill” interpreta a dona da estalagem carregando um sotaque do leste europeu meio forçado, mas o roteiro não dá quase nada de útil para ela fazer além de andar pelos cantos e dar ordens.

Em vez de colocá-la direto na pancadaria que os fãs tanto queriam ver, o filme perde um tempo precioso tentando explicar a burocracia da máfia húngara e o passado trágico dela, algo que quebra totalmente o ritmo e que, sinceramente, não importa para a história.

Conclusão

No fim das contas, “Lindas e Letais” é um filme que vai te divertir bastante se você ajustar suas expectativas logo de cara. É uma farofa de ação rápida, curiosamente violenta em alguns trechos e que rende boas risadas, mesmo que o tom do filme tropece nas próprias pernas de vez em quando.

Se você ignorar as explicações chatas da máfia, os furos de desenvolvimento e focar apenas no prazer culposo de ver bailarinas descendo a porrada em capangas, é uma ótima pedida despretensiosa para relaxar o cérebro no fim de semana.

Elenco do filme Lindas e Letais, do Prime Video

  • Iris Apatow
  • Lana Condor
  • Millicent Simmonds
  • Avantika
  • Maddie Ziegler
  • Uma Thurman
Escrito por
Juliana Cunha

Editora na ESPN Brasil e fã de cultura pop, Juliana se classifica como uma nerd saudosa dos grandes feitos da Marvel.

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