Confira a crítica do filme "Máquina do Tempo", ficção científica de 2022 que estreia em 13 de março de 2025 nos cinemas brasileiros

O efeito dominó de ‘Máquina do Tempo’: como brincar com o futuro pode ser perigoso

Foto: Pandora Filmes / Divulgação
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Chegando com um atraso significativo aos cinemas brasileiros, o filme “Máquina do Tempo” é uma produção irlandesa que combina o formato de found footage com um enredo centrado em viagem no tempo.

O longa de Andrew Legge traz uma abordagem visual engenhosa e uma narrativa que explora as consequências de mexer com a linha temporal. Embora o subgênero esteja desgastado e a trama flerte com conceitos já explorados por clássicos como Efeito Borboleta (2004), “Máquina do Tempo” encontra sua força no tratamento estético e no impacto emocional de sua história.

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Sinopse do filme Máquina do Tempo

Na Inglaterra da Segunda Guerra Mundial, as irmãs Thomasina (Thom, interpretada por Emma Appleton) e Martha (Mars, interpretada por Stefanie Martini) vivem isoladas em uma mansão decadente. Juntas, elas criam uma máquina capaz de interceptar transmissões do futuro, batizada de Lola em homenagem à mãe falecida.

Inicialmente, as duas usam a invenção para entretenimento e lucro, ouvindo músicas que ainda não foram lançadas e apostando em corridas de cavalos. No entanto, ao perceberem o potencial de Lola para salvar vidas durante o conflito, passam a enviar informações estratégicas ao exército britânico. A intervenção, contudo, leva a uma realidade alternativa devastadora, onde a Grã-Bretanha cai sob influência do regime nazista.

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Crítica de Máquina do Tempo (2022)

Um dos grandes trunfos de “Máquina do Tempo” é sua autenticidade visual. Legge não apenas emula o estilo documental da década de 1940, mas também utiliza equipamentos da época, como uma câmera 16mm Bolex, para criar imagens granuladas e cheias de imperfeições. A combinação entre filmagens encenadas e noticiários reais da Segunda Guerra dá ao filme uma sensação genuína de arquivo histórico, elevando o realismo da narrativa.

O uso da música também merece destaque: o compositor Neil Hannon não só contribui com uma trilha sonora atmosférica, como também cria canções dentro da realidade alternativa em que o fascismo reina, reforçando o impacto da distopia criada pelas protagonistas.

A armadilha da viagem no tempo e suas consequências

Emma Appleton e Stefanie Martini entregam atuações cativantes como as irmãs cientistas. Enquanto Thom é mais pragmática e determinada, Mars traz um lado mais emocional e questionador, criando um contraste essencial para o desenvolvimento da trama. O relacionamento entre elas é o coração do filme, e à medida que as consequências de suas ações se tornam cada vez mais sombrias, a separação entre as duas reforça o peso emocional da história.

O conceito de interferência temporal é um dos mais explorados na ficção científica, mas “Máquina do Tempo” consegue utilizá-lo de maneira instigante ao mostrar como pequenas alterações podem resultar em um efeito dominó catastrófico.

A decisão das irmãs de ajudar os aliados na guerra parece nobre a princípio, mas os desdobramentos levam a uma versão distópica da história, onde a Grã-Bretanha se rende ao fascismo. Essa abordagem lembra filmes como A Pista (1962) e Primer (2004), que tratam a viagem no tempo como algo inevitavelmente perigoso e paradoxal.

Forças e fraquezas da narrativa

Apesar da criatividade, o filme tem algumas inconsistências. O formato found footage funciona bem na primeira metade, mas, conforme a história se expande, a necessidade de registros visuais para tudo o que acontece soa um tanto forçada.

Além disso, a transição da trama de um tom mais leve para um desfecho sombrio é abrupta, deixando alguns eventos menos impactantes do que poderiam ser. Mesmo assim, a inteligência do roteiro e o comprometimento com a imersão fazem de “Máquina do Tempo” uma experiência cinematográfica intrigante.

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Conclusão

“Máquina do Tempo” é um experimento fascinante dentro do cinema independente, combinando um conceito criativo a uma execução visual meticulosa. Embora não reinvente o gênero de ficção científica nem o found footage, ele demonstra uma compreensão profunda do impacto da intervenção no tempo e da relação entre passado, presente e futuro.

Para os fãs de histórias sobre viagem no tempo e realidades alternativas, “Máquina do Tempo” oferece uma reflexão envolvente sobre as consequências imprevistas de mexer com a história.

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Onde assistir ao filme Máquina do Tempo?

O filme estreia no dia 13 de março de 2025 nos cinemas brasileiros.

Trailer de Máquina do Tempo (2022)

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Elenco do filme Máquina do Tempo

  • Emma Appleton
  • Stefanie Martini
  • Theodora Brabazon Legge
  • Francesca Brabazon Legge
  • Eva O’Brien
  • Rory Fleck Byrne
  • Aaron Monaghan
  • Cha Cha Seigne
  • Shaun Boylan
  • Neil Hannon

Ficha técnica de Máquina do Tempo (2022)

  • Título original: Lola
  • Direção: Andrew Legge
  • Roteiro: Andrew Legge, Angeli Macfarlane
  • Gênero: ficção científica
  • País: Inglaterra, Irlanda
  • Duração: 79 minutos
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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