Confira a crítica da temporada 3 de "Match Imperfeito", série de 2024 disponível para assistir no catálogo da Netflix

‘Match Imperfeito 3’ encanta em partes, mas falta coesão

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

A temporada 3 de “Match Imperfeito” (Mismatched), série indiana da Netflix baseada no romance homônimo de Sandhya Menon, retorna com a promessa de explorar o impacto da tecnologia nas relações modernas.

Desde sua estreia, a série encantou o público com uma mistura de romance jovem, debates sobre identidade e o charme de uma comédia leve. No entanto, nesta temporada, o equilíbrio entre os temas ambiciosos e o coração emocional da trama parece mais desafiador do que nunca.

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse da temporada 3 da série Match Imperfeito (2024)

Com um salto temporal de três anos, a nova temporada encontra Rishi (Rohit Saraf) e Dimple (Prajakta Koli) em uma relação à distância. Enquanto Rishi brilha no prestigioso NNIT em Hyderabad, liderando o desenvolvimento de um ambicioso projeto de realidade virtual, Dimple encara a rejeição ao mesmo instituto, optando por estudar na LLIT.

Apesar das aspirações tecnológicas e do crescimento individual, o relacionamento do casal enfrenta desafios intensos, desde inseguranças pessoais até a desconexão emocional. Paralelamente, personagens como Anmol (Taaruk Raina), Vinny (Ahsaas Channa) e a nova adição Rith (Lauren Robinson) ganham destaque, abordando questões como superação pessoal, identidade de gênero e autoaceitação.

Você também pode gostar disso:

+ ‘Dexter: Pecado Original’ se apoia em excesso na nostalgia

+ ‘A Melhor Pior Funcionária’, quando as parcerias mais improváveis podem ser as mais eficazes – e engraçadas

+ ‘Família de Ferro’, um dorama que promete conquistar corações

Crítica da 3ª temporada de Match Imperfeito, da Netflix

A temporada 3 de “Match Imperfeito” tenta expandir seu universo com temas como inteligência artificial e a dualidade entre o mundo virtual e o real. Embora o conceito do “Betterverse” tenha potencial para aprofundar discussões relevantes, ele acaba sendo mais um cenário estético do que um catalisador narrativo.

A série toca de leve em temas complexos — como disforia de gênero, traumas de infância e autoimagem — mas muitas vezes prefere resolver os conflitos de forma superficial, optando por soluções rápidas e pouco impactantes.

Previsível e repetitiva

A relação de Rishi e Dimple, que era o centro emocional da história, torna-se previsível e repetitiva. Os ciclos de brigas e reconciliações cansam e refletem uma falta de evolução nas personalidades dos protagonistas. Por outro lado, personagens como Rith trazem frescor à trama.

A jornada de autoaceitação de Rith, um homem trans que encontra no “Betterverse” a chance de se ver como realmente é, é tocante e bem-intencionada, mas merecia mais profundidade.

No quesito atuações, Prajakta Koli e Rohit Saraf continuam encantando com sua química natural, mas são Taaruk Raina e Lauren Robinson que roubam a cena. Raina, especialmente, dá vida ao conflito interno de Anmol com uma vulnerabilidade que o torna um dos personagens mais interessantes desta temporada.

Excesso de didatismo

A escrita da série, apesar de charmosa e envolvente em momentos, ainda peca pelo excesso de didatismo. O roteiro, com frequência, opta por diálogos expositivos, onde os personagens verbalizam sentimentos em vez de vivenciá-los. Além disso, a estrutura narrativa com múltiplos arcos se mostra desorganizada, com episódios que ora se arrastam, ora correm sem dar espaço para o desenvolvimento adequado dos conflitos.

Conclusão

A temporada 3 de “Match Imperfeito” é um mix de momentos nostálgicos, temas relevantes e ambições narrativas que nem sempre se concretizam. A tentativa de equilibrar romance, tecnologia e questões sociais resulta em um produto instável, que, apesar de encantador em partes, perde a força por sua falta de coesão.

Para os fãs da série, ainda há razões para se envolver, mas o desgaste da fórmula e a ausência de uma evolução significativa podem deixar um gosto agridoce. Ainda assim, o charme dos personagens e a abordagem esperançosa continuam sendo a alma da produção, proporcionando uma experiência leve e agradável para quem busca conforto em histórias sobre os altos e baixos do amor jovem.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Instagram
Twitter
TikTok
YouTube

Onde assistir à série Match Imperfeito?

A série está disponível para assistir na Netflix.

Trailer da temporada 3 de Match Imperfeito (2024)

YouTube player

Elenco de Match Imperfeito, da Netflix

  • Prajakta Koli
  • Rohit Saraf
  • Taaruk Raina
  • Muskkaan Jaferi
  • Rannvijay Singha
  • Vidya Malavade
  • Ahsaas Channa
  • Abhinav Sharma
  • Lauren Robinson
  • Vihaan Samat

Ficha técnica da série Match Imperfeito

  • Título original: Mismatched
  • Gênero: comédia, romance
  • País: Índia
  • Temporada: 3
  • Episódios: 8
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Fallout Temporada 2 Episódio 8 final último resenha crítica da série Prime Video 2026 Flixlândia
Críticas

‘Fallout’ (2×08): série encerra a segunda temporada olhando para o futuro

Se você passou a temporada inteira esperando ver New Vegas em toda...

The Pitt temporada 2 episódio 4 resenha crítica da série HBO Max 2026 Flixlândia
Críticas

‘The Pitt’ (2×04): Síndrome de Julho, erros de principiante e um final de arrepiar

Depois da carga emocional pesadíssima do episódio anterior, que focou na conexão...

O Cavaleiro dos Sete Reinos episódio 3 resenha crítica da série HBO Max 2026 Flixlândia (1)
Críticas

‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’ (1×03): marionetes, profecias e um chute na cara

Chegamos oficialmente à metade da primeira temporada de O Cavaleiro dos Sete...

The Beauty Lindos de Morrer 4 episódio resenha crítica da série Disney+ 2026 Flixlândia (1)
Críticas

‘The Beauty: Lindos de Morrer’ (1×04): o ponto de virada sombrio da série

O quarto episódio marca um ponto de virada narrativo para The Beauty:...

Bridgerton temporada 4 parte 1 resenha crítica da série Netflix 2026 Flixlândia
Críticas

Cinderela realista e Violet apaixonada salvam a Parte 1 da 4ª temporada de ‘Bridgerton’?

Depois de quase dois anos de espera, a família mais fofoqueira e...

Sequestro temporada 2 episódio 3 resenha crítica da série Apple TV 2026 Flixlândia
Críticas

‘Sequestro’ (2×03): a verdade sobre Sam Nelson vem à tona

Depois de um início de temporada que deixou muita gente coçando a...