Emily em Paris 5 temporada resenha crítica da série Netflix 2025 Flixlândia

[CRÍTICA] ‘Emily em Paris’: 5ª temporada traz o mesmo drama, agora com gelato e grifes

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

Sabe aquele conselho de “desligue o cérebro e se jogue”? Pois é, ele nunca fez tanto sentido quanto agora. A quinta temporada de Emily em Paris chegou bem a tempo de ser aquele fundo de tela perfeito para curar a ressaca das festas de fim de ano. Se você esperava profundidade, pode esquecer.

A série continua sendo aquele “prazer culposo” que a gente ama odiar, ou odeia amar. Dessa vez, nossa protagonista de franja impecável troca os croissants pelo gelato, levando toda a sua bagagem de drama, roupas extravagantes e falta de noção para a Itália. É escapismo puro, visualmente lindo e narrativamente… bom, é Emily em Paris.

➡️ Frete grátis e rápido na AMAZON! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

Cansada (ou nem tanto) da Cidade Luz, Emily Cooper (Lily Collins) aterrissa em Roma para liderar a nova filial da Agence Grateau. Mas, claro, não é só trabalho: ela continua misturando negócios e prazer, agora com Marcello (Eugenio Franceschini), o herdeiro de uma marca de cashmere.

A mudança de cenário não significa que ela se livrou do passado: Mindy (Ashley Park), após recusar um emprego na China, se junta à amiga na Itália, trazendo consigo figurinos ainda mais loucos e performances musicais — incluindo cantar “Espresso” dentro de uma taça gigante de martini.

Enquanto Emily tenta “conquistar” Roma com suas estratégias de marketing agressivas, velhos conhecidos como Alfie e um Gabriel arrependido (e meio perdido) também dão as caras, garantindo que o ciclo vicioso de triângulos amorosos continue girando, agora com o Coliseu ao fundo.

➡️ Quer saber mais sobre filmesséries e streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo INSTAGRAMXTIKTOKYOUTUBEWHATSAPP, e GOOGLE NOTÍCIAS, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Resenha crítica da temporada 5 de Emily em Paris

Um comercial de luxo de cinco horas

Vamos ser sinceros: assistir à essa temporada é como folhear uma revista de moda de luxo misturada com um catálogo de viagens. A série abraça de vez sua natureza de “fofa” utilitária. É uma sequência interminável de food porn, hotéis cinco estrelas e product placement.

A narrativa muitas vezes parece apenas uma desculpa para mostrar bolsas de grife e cenários romanos saturados. A série funciona quase como uma ode ao capitalismo tardio, onde tudo e todos — até os relacionamentos — são oportunidades de negócio. Emily, com seu sorriso inabalável, chega a ser comparada a um “Nosferatu de Jimmy Choo”, sugando a autenticidade local para transformá-la em conteúdo viral.

Emily em Paris temporada 5 resenha crítica da série Netflix 2025 Flixlândia
Foto: Netflix / Divulgação

Mudam-se as cidades, mantêm-se os erros

Se você esperava evolução da personagem, a notícia não é boa. Estamos na quinta temporada e Emily continua cometendo os mesmos erros imaturos, pulando de um homem para outro e criando desastres profissionais que se resolvem num passe de mágica (ou com um biquinho). A toxicidade dos relacionamentos, tanto dela quanto de Mindy, segue firme e forte.

É exaustivo ver mulheres adultas agindo como adolescentes, presas em loops de indecisão amorosa que poderiam ser resolvidos com uma única conversa honesta. A série tenta vender a ideia de empoderamento, mas na prática, mostra personagens que parecem incapazes de funcionar sem a validação masculina constante.

O brilho do elenco de apoio e o alívio cômico

Apesar de Emily ser, discutivelmente, a vilã da própria história com sua falta de noção, o elenco de apoio traz um frescor necessário. A grande estrela da vez é Minnie Driver, interpretando a Princesa Jane, uma socialite falida que vive de aparências e publis no Instagram. Ela traz uma autoconsciência e um tom exagerado que a série desesperadamente precisava.

Além disso, Sylvie (Philippine Leroy-Beaulieu) continua sendo a rainha da elegância e a personagem mais interessante de assistir, enquanto Luc entrega as melhores linhas cômicas, servindo como um alívio para o drama repetitivo dos protagonistas.

Estereótipos e caçadas a trufas de salto alto

A mudança para a Itália trouxe novos clichês. Se em Paris os franceses eram “maus”, em Roma os italianos são retratados como filhinhos da mamãe obcecados por comida e família, com a profundidade de um comercial de molho de tomate. A cena de Emily caçando trufas na floresta usando saltos impraticáveis resume bem o nível de realismo: zero.

A série não está interessada na cultura real, mas sim na versão “Epcot Center” da Europa. Mas, ei, as roupas da Mindy estão mais barulhentas do que nunca e a fotografia é linda, o que ajuda a manter os olhos na tela enquanto o cérebro descansa.

Conclusão

A temporada 5 de Emily em Paris não reinventa a roda — na verdade, ela apenas a pinta de outra cor e a coloca em uma Vespa. É uma narrativa superficial, cheia de furos e dramas infantis, mas que cumpre exatamente o que promete: entretenimento leve, visualmente deslumbrante e fácil de maratonar.

Se você conseguir ignorar a falta de crescimento da protagonista e o consumismo desenfreado, vai se divertir com o absurdo das situações e a moda extravagante. É a série perfeita para não levar a sério. Abra um vinho, prepare uma tábua de frios e aproveite a viagem, porque, no fim das contas, a gente reclama, mas assiste tudo num fim de semana.

Onde assistir à 5ª temporada de Emily em Paris?

Trailer da temporada 5 de Emily em Paris

YouTube player

Elenco da quinta temporada de Emily em Paris

  • Lily Collins
  • Philippine Leroy-Beaulieu
  • Ashley Park
  • Lucas Bravo
  • Samuel Arnold
  • Bruno Gouery
  • Minnie Driver
  • Eugenio Franceschini
  • Lucien Laviscount
  • Camille Razat
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
A Casa do Dragão 3 temporada 7 episódio
Críticas

‘A Casa do Dragão’ (3×07): caos, dragões sem controle e a virada do jogo político

O penúltimo capítulo de uma temporada da franquia Game of Thrones carrega...

Lioness 3 temporada 1 episódio da série do Paramount+
Críticas

‘Lioness’: 3ª temporada abandona a fórmula e muda de guerra

A espera acabou e o retorno do thriller militar idealizado por Taylor...

Além da Traição crítica do dorama série do Viki 2026
Críticas

O caos irresistível da estreia de ‘Além da Traição’

Se você estava procurando por um dorama que foge completamente dos clichês...

a justiceira a bona fide killer 2026 crítica do dorama série do viki
Críticas

‘A Justiceira’ estreia com mistura afiada de ação e comédia

O retorno de Gong Hyo-jin à emissora MBC após 15 anos não...

Batman Cruzado Encapuzado 2 temporada crítica da série animada do Prime Video de 2026
Críticas

‘Batman: Cruzado Encapuzado’: 2ª temporada entrega um dos Coringas mais sinistros da história da DC

A chegada da segunda temporada de Batman: Cruzado Encapuzado ao catálogo do...

Girls Just Wanna Have Deni_04 by @RodrigoGiannetto
Críticas

‘Girls Just Wanna Have’ e a liberdade de ser mulher

Afinal, o que realmente querem as mulheres? Desde 1983, com o lançamento...

Musafir Cafe série indiana da Netflix de 2026
Críticas

‘Musafir Cafe’ troca os clichês dramáticos pela beleza das escolhas reais

Em um catálogo de streaming frequentemente dominado por thrillers obscuros, histórias de...