A banda britânica de rock Muse passou por uma mudança marcante em suas redes sociais após o lançamento do novo produto de inteligência artificial da Meta. Liderado por Matt Bellamy, o grupo contava com mais de 2,7 milhões de seguidores no Instagram e utilizava o identificador @muse há anos em suas plataformas oficiais.
Com a apresentação da nova assistente virtual de IA da empresa de Mark Zuckerberg, batizada também de Muse, a conta oficial com o nome simples passou a ser usada pelo produto de tecnologia. Para ceder espaço, a banda de rock migrou seus perfis para @museband no Instagram e @musetheband no X (antigo Twitter).
O Acordo de Marca entre Matt Bellamy e Mark Zuckerberg
Após especulações sobre a perda do nome de usuário, o vocalista Matt Bellamy esclareceu publicamente como a transição ocorreu. Durante a passagem pelo tapete vermelho do iHeartRadio Music Festival, em Las Vegas, o músico revelou que Mark Zuckerberg entrou em contato diretamente com ele antes da transferência do nome.
De acordo com Bellamy, o fundador da Meta enviou o acesso à versão beta do aplicativo de IA e o convidou para uma conversa pessoal sobre os direitos de marca registrada (trademark) do nome “Muse”.
Em tom bem-humorado, o vocalista do Muse detalhou os termos descontraídos do acordo estabelecido entre os dois:
“Tivemos que conversar e, sim, é uma questão de marca registrada. Eu disse a ele: ‘Não toque na música. Não toque no merchandising, para que eu possa vender camisetas do Muse AI. Mas eu não posso criar uma IA do Muse. Essa é a regra'”.
O Que É a IA Muse Criada pela Meta?
A nova ferramenta da Meta, apresentada oficialmente em setembro, foi desenvolvida para atuar como um agente pessoal de inteligência artificial. Diferente de assistentes tradicionais que apenas respondem a perguntas, o sistema foi projetado para realizar tarefas digitais autônomas e de múltiplos passos em nome do usuário.
Entre as funções do Muse AI, estão:
- Gerenciamento de e-mails e organização de calendários;
- Agendamento de compromissos e reservas de voos ou viagens;
- Execução de compras digitais e acompanhamento de metas pessoais;
- Integração direta com aplicativos como WhatsApp, Instagram e Facebook.
Fãs Apontam Ironia com as Letras Distópicas do Muse
A transferência do nome de usuário para uma ferramenta de IA gerou grande repercussão entre os admiradores do grupo. Muitos fãs destacaram a ironia da situação, visto que o Muse construiu boa parte de sua identidade musical com composições que alertam sobre o domínio das máquinas, o controle de algoritmos e os perigos da tecnologia.
Músicas como “Algorithm”, do álbum Simulation Theory (2018), e faixas do disco Drones (2015) abordam justamente cenários distópicos em que sistemas digitais substituem a autonomia humana. A coincidência entre o repertório de críticas da banda e o acordo com a megacorporação de tecnologia virou um dos assuntos mais comentados nas redes.

















