O Amor Não Está Esgotado crítica da série dorama da Netflix 2026 - Flixlândia

Crítica | ‘O Amor Não Está Esgotado’: quando o elenco carrega um roteiro clichê nas costas

Foto: Netflix / Divulgação
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Se você é fã de doramas, provavelmente já ouviu falar da nova aposta da Netflix: O Amor Não Está Esgotado. Misturando o ambiente caótico de um canal de televendas com a calmaria de uma cidadezinha rural, a série chegou prometendo aquela clássica dinâmica de “opostos que se atraem”.

Mas será que os dois primeiros episódios entregam tudo o que prometem? A resposta curta é: sim e não. Com um elenco de peso formado por Ahn Hyo-seop, Chae Won-been e Kim Bum, o drama tem carisma de sobra para te prender, mesmo que a história dê umas belas derrapadas logo de cara.

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Sinopse

A trama acompanha Dam Ye-jin (Chae Won-been), uma das maiores e mais intensas apresentadoras de vendas da HIT, famosa por seus métodos pouco convencionais na hora de vender produtos ao vivo. Viciada em trabalho e lidando com um término recente, ela esconde um passado traumático envolvendo uma linha de cosméticos.

Para recuperar seu horário nobre na TV, Ye-jin precisa fechar um contrato de matérias-primas para o charmoso executivo Eric Seo (Kim Bum), o que a leva até a pacata Vila Deokpung. É lá que ela bate de frente com Matthew Lee (Ahn Hyo-seop), um fazendeiro de cogumelos meio ranzinza, conhecido como “Mechoori”, que vive fugindo do caos e detesta a ideia de fazer negócios com a moça.

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Crítica do dorama O Amor Não Está Esgotado

O contraste entre o caos e a calma

O primeiro episódio funciona quase como um manual de construção de mundos opostos. A direção acerta em cheio ao usar a edição (como o uso de telas divididas) para contrastar a vida acelerada e sem dormir de Ye-jin em Seul com a rotina pacífica e silenciosa de Matthew no campo. No entanto, esse início foca tanto no ambiente do canal de vendas que o episódio de mais de uma hora acaba demorando demais para fazer o casal principal se encontrar, deixando aquele “meet-cute” (o encontro fofo/embate clássico) para o primeiríssimo final do episódio, quando o Porsche de Ye-jin e o trator de Matthew ficam presos numa estradinha estreita.

É no episódio 2 que a dinâmica realmente engrena. Ver a Ye-jin lidando com um pé machucado, quebrando o retrovisor do carro e tendo que passar vergonha num ônibus do interior traz um tom de comédia muito bem-vindo, quebrando um pouco a tensão da vida corporativa.

O Amor Não Está Esgotado crítica dorama série da Netflix 2026 - Flixlândia (1)
Foto: Netflix / Divulgação

Um elenco carismático que salva a pátria

Vamos falar a verdade: se não fosse por esse trio de protagonistas, muita gente já teria largado a série. Há quem tenha achado a atuação inicial da Chae Won-been um pouco sem sal no primeiro episódio, mas no segundo ela dá a volta por cima, mostrando uma energia caótica e hilária enquanto bota para fora toda a vulnerabilidade e fragilidade de sua personagem. O trauma dela e a dependência de pílulas para dormir trazem uma profundidade super interessante à história.

Ahn Hyo-seop, por sua vez, está muito confortável no papel de Matthew. Ele fala pouco, vive com uma expressão fechada, mas os detalhes mostram que ele tem um coração de ouro e cuida dos moradores da vila. Mas o grande perigo do k-drama atende pelo nome de Kim Bum. Como Eric Seo, ele já chegou flertando e exalando tanto charme que a famosa “síndrome do protagonista secundário” (quando a gente torce para o cara que não vai ficar com a garota) foi ativada com sucesso já nos dois primeiros episódios.

Clichês, inconsistências e o peso do passado

Apesar do visual lindo e das boas atuações, o roteiro é o calcanhar de Aquiles dessa estreia. A série abusa das coincidências e toma algumas decisões sem muita lógica. Ye-jin é vendida para a gente como uma mulher de negócios super estratégica e inteligente, mas, de repente, toma atitudes completamente impulsivas só para a história poder avançar e gerar um conflito barato.

Por outro lado, os temas abordados compensam essas falhas. A série não esconde que os personagens estão lidando com a solidão, a culpa e a vergonha. O escândalo do cosmético do passado de Ye-jin e o mistério sobre o que exatamente Matthew está tentando esquecer no campo mostram que há muito o que ser curado ali.

Conclusão: O Amor Não Está Esgotado é bom?

No fim das contas, O Amor Não Está Esgotado fica num meio-termo: tem problemas visíveis de roteiro, tropeça em conveniências forçadas, mas ainda assim é o tipo de série que você quer continuar assistindo.

Vale muito a pena dar o play, especialmente se você conseguir desligar o senso crítico e apenas curtir a química dos atores, o carisma absurdo do Kim Bum e a transição gostosa entre as confusões da cidade e o aconchego do campo. O drama promete entregar uma boa comédia romântica com toques de mistério e cura emocional nos próximos episódios.

Onde assistir ao dorama O Amor Não Está Esgotado?

Trailer da série O Amor Não Está Esgotado (2026)

YouTube player

Elenco de O Amor Não Está Esgotado, da Netflix

  • Ahn Hyo-seop
  • Chae Won-been
  • Kim Bum
  • Goh Doo-shim
  • Yoon Byung-hee
  • Jo Bok-rae
  • Woo Hee-jin
  • Kim Young-jae
  • Shin Dong-mi
  • Park Ah-in
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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