O Jogo do Predador crítica do filme Netflix 2026 - Flixlândia (1)

Crítica | ‘O Jogo do Predador’ é um suspense eletrizante que esbarra nos clichês

Foto: Netflix / Divulgação
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Sabe aquele filme que tem todos os ingredientes para ser o maior sucesso da temporada, mas acaba dividindo o público e a crítica? Pois é exatamente isso que acontece com O Jogo do Predador (Apex), que chegou ao catálogo da Netflix nesta sexta-feira (24).

Com a direção do islandês Baltasar Kormákur, já conhecido por filmes de sobrevivência como Evereste e A Fera, o longa prometeu entregar uma experiência de tirar o fôlego. Com atuações de peso e visuais incríveis, o filme realmente prende a atenção, mas acaba escorregando em problemas estruturais que não o deixam ser a obra-prima que poderia ser.

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Sinopse

A história acompanha Sasha (Charlize Theron), uma mulher viciada em adrenalina e escalada, que vê sua vida desmoronar após uma tragédia durante uma subida perigosa na Muralha dos Trolls, na Noruega, acompanhada de seu marido Tommy (Eric Bana). Cinco meses depois, tentando superar o luto extremo, ela embarca em uma aventura solitária de caiaque e trilha no deserto australiano de Wandarra.

Buscando isolamento, Sasha acaba conhecendo Ben (Taron Egerton), um cara que de início parece super simpático e prestativo, ajudando-a a se livrar de uns caras inconvenientes. O problema? Logo descobrimos que Ben é, na verdade, um serial killer implacável (e canibal!) que gosta de caçar humanos por esporte. A partir daí, a viagem de cura da protagonista se transforma em um jogo mortal e desesperador de gato e rato pela selva.

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Crítica do filme O Jogo do Predador

O suspense funciona, mas esbarra no “quase”

Vamos ser justos: o filme constrói muito bem a tensão inicial. A cena de abertura na montanha norueguesa é de dar vertigem e já te deixa grudado na cadeira. No entanto, conforme a história avança para a perseguição na Austrália, o ritmo fica um pouco inconstante.

O filme promete muito e acaba ficando no “quase”: quase um ótimo terror de serial killer, quase um drama profundo sobre o luto, mas não se aprofunda em nenhum dos dois. O roteiro de Jeremy Robbins até entrega boas sequências de fuga, mas muitas vezes perde força narrativa ao recorrer a clichês e se tornar previsível, tirando o impacto da segunda metade da trama.

O Jogo do Predador 2026 crítica do filme Netflix - Flixlândia
Foto: Netflix / Divulgação

A força de Theron e a loucura de Egerton

Se o roteiro dá umas derrapadas, o elenco segura a onda com maestria. Charlize Theron já provou dezenas de vezes que nasceu para papéis físicos de ação (basta lembrar de Mad Max e Atômica), e aqui ela entrega uma protagonista durona e extremamente capacitada, mas que ainda carrega as cicatrizes do próprio trauma.

A grande surpresa, no entanto, é Taron Egerton. Ele se despe completamente da pose de herói e mergulha de cabeça na pele de um lunático sádico. O fato de o personagem fazer carne seca de suas vítimas (a bizarra “Jenno’s Jerky”, batizada em homenagem à sua mãe e primeira vítima) adiciona uma camada extra de humor bizarro e crueldade ao filme. Ele grunhe, uiva feito bicho na floresta e transmite uma ameaça real, provando que é um dos atores mais versáteis de sua geração. O embate físico e psicológico entre os dois é definitivamente o que salva o filme.

Beleza visual que mascara roteiro genérico

Outro ponto que merece palmas é a fotografia, assinada por Lawrence Sher (de Coringa). O filme funciona quase como um comercial lindíssimo de turismo radical — as tomadas dos penhascos, rios revoltos e florestas fechadas na Austrália (gravadas principalmente em New South Wales) são de cair o queixo.

Kormákur sabe como filmar a natureza de forma que ela pareça opressora e viva. É uma pena, porém, que tamanha exuberância visual seja usada para embalar uma perseguição com desenvolvimentos tão burocráticos no terceiro ato.

Conclusão

O Jogo do Predador é o típico blockbuster feito para um domingo à tarde no sofá. Ele não vai mudar a sua vida, tem um roteiro com furos e caminhos óbvios, mas também não deixa de ser um entretenimento eletrizante.

As excelentes performances de Theron e Egerton, misturadas a um visual maravilhoso e à brutalidade da ação, garantem que o longa seja tenso o suficiente para justificar o play. Pegue a pipoca, ignore algumas conveniências narrativas e apenas aproveite a viagem alucinante.

Onde assistir ao filme O Jogo do Predador?

Trailer de O Jogo do Predador (2026)

YouTube player

Elenco de O Jogo do Predador, da Netflix

  • Charlize Theron
  • Taron Egerton
  • Eric Bana
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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