Olá, caro leitor! Bem-vindo novamente. Hoje vamos falar sobre “O Velho Fusca”, a nova produção dirigida por Emiliano Ruschel (Segredos). Jovem ator e diretor, ele aposta aqui em um roteiro bem definido e entrega um filme vivido por três gerações de uma família carioca — algo que pode soar como surpresa para alguns e nada de novo para outros.
Com um elenco de rostos conhecidos em papéis secundários (Danton Mello como Maurício e Cleo Pires como Elaine), a trama se sustenta nas relações dessa típica família de classe média, com lições a serem ensinadas — e aprendidas — por todos.
Sinopse
Júnior (Caio Manhente, de Vai na Fé), prestes a sair de casa para a faculdade, é filho de Maurício e Elaine. Durante o verão no Rio, trabalha como lavador de pratos em um restaurante e está sempre acompanhado do amigo Rico (Isaías Silva).
O gerente do local é o rigoroso Jeff (Christian Malheiros), responsável pelas “chicotadas” na equipe — aquele tipo de autoridade que representa bem a sensação, tão comum, de dar poder à pessoa errada.
Invejando os carrões que passam pela praia — e vendo como os rapazes parecem conquistar meninas com facilidade — Júnior comenta com Rico sobre o carro antigo do avô, encostado na garagem há anos. Esse é o Velho Fusca da nossa história.
Crítica do filme O Velho Fusca (2026)
Júnior decide começar a frequentar a casa do avô, interessado no Fusca, mesmo sabendo que Batista não fala com seu pai e com seu tio Beto (Rodrigo Ternevoy) há muitos anos.
Sem se importar, a princípio, com o que causou esse rompimento, Júnior é desafiado pelo avô Batista (Tonico Pereira, em interpretação excelente e hilária) a organizar a casa, abandonada há muito tempo. Em troca, ele ganha permissão para consertar o Fusca e, finalmente, sair com o carro.

Sem que os pais saibam, Júnior passa as manhãs na casa do avô e, de lá, vai direto ao trabalho. Ele descobre então que sua colega da pizzaria, a linda Laila (Giovanna Paes), mora ao lado de Batista. Aos poucos, os dois começam a ir juntos: ele de bicicleta, ela a pé.
Mas a rotina se complica: o tempo consumido na casa do avô atrapalha os horários, e Jeff passa a cobrar cada vez mais de Júnior — chegando ao ponto de ameaçá-lo para que não se aproxime de Laila.
Com o tempo, Júnior descobre, por meio do tio, o verdadeiro motivo da dissensão familiar. Ainda assim, decide seguir adiante e passa a cuidar de Batista não apenas pelo interesse no carro, mas pelo afeto genuíno que cresce entre os dois.
Conclusão
O Velho Fusca tem um roteiro bem amarrado, sem ser mirabolante. As atuações são, em geral, discretas, mas Tonico Pereira se destaca com momentos de humor, leveza e surpresa. O vô Batista tem falas que hoje já não são aceitas socialmente, mas o filme contextualiza isso dentro de sua idade avançada e de preconceitos arraigados — explicando sua origem, infância difícil e a forma como construiu a família ao retornar da guerra.
No fim, o que fala mais alto é o humano: o renascimento do vínculo entre as três gerações vira o clímax dessa história simples e sincera. Emiliano Ruschel acerta no roteiro e no elenco, com uma produção competente o bastante para colocar O Velho Fusca nas telonas.
Uma pipoca média vale este filme.
Elenco do filme brasileiro O Velho Fusca (2026)
- Caio Manhente
- Tonico Pereira
- Cleo Pires
- Danton Mello
- Giovanna Chaves
- Isaías Silva
- Christian Malheiros
- Yuri Marçal
- Rodrigo Ternevoy
- Leandro Lucca
- Priscila Vaz
- Emiliano Ruschel















