crítica da série Oasis da Netflix de 2026

‘Oasis’: mistério teen em resort de luxo peca no final, mas promete viciar na Netflix

Foto: Netflix / Divulgação
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Se você é fã daquelas séries que misturam jovens ricos, segredos obscuros e cenários de tirar o fôlego, a Netflix acaba de lançar o seu mais novo prato cheio: Oasis.

Gravada na bela ilha de Tenerife, na Espanha, a produção vem sendo chamada de “a resposta espanhola para The White Lotus“, mas carregando muito daquele DNA adolescente e instigante que conhecemos tão bem em Elite.

Mas será que essa mistura entrega tudo o que promete ou acaba se perdendo na própria ambição? Vem comigo que eu te conto tudo nessa crítica, sem enrolação.

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Sinopse

A história se desenrola no exclusivíssimo resort Oasis Infinity, o ponto de encontro anual para as férias da alta classe europeia. Tudo parece ser um verdadeiro paraíso, com praias privativas e segurança de ponta, até que as férias perfeitas viram um pesadelo: a jovem Celia (Victoria Kantch), filha do gerente do resort, é misteriosamente sequestrada. A partir desse momento, a polícia local entra em ação, isola a área e ninguém mais pode entrar ou sair.

Com isso, o luxuoso complexo se transforma em uma espécie de prisão dourada, onde hóspedes milionários e funcionários acabam se tornando grandes suspeitos. No meio desse caos todo, o novato Dani (Tomy Aguilera) e a melhor amiga da vítima, Helena (Ana Garcés), decidem bancar os detetives por conta própria para tentar encontrar Celia.

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Crítica da série Oasis, da Netflix

Um visual de cair o queixo, mas…

Não dá para negar que o nível de produção de Oasis é impecável. A série aproveita muito bem a paisagem ensolarada de Tenerife, criando um contraste bacana entre a beleza deslumbrante do ambiente e a atmosfera de tensão e claustrofobia gerada pelo sequestro.

No entanto, a trama tenta explorar o eterno conflito de classes entre a galera cheia da grana e os funcionários do hotel, só que faz isso de um jeito super “na sua cara”. Faltam as sutilezas e aquele comentário social ácido e perspicaz que faz The White Lotus brilhar.

Em Oasis, ricos e pobres já caem na porrada fisicamente logo no primeiro episódio, deixando a discussão social um pouco rasa e diluída, sem coragem de ir muito além da superfície.

Oasis crítica da série da Netflix de 2026
Foto: Netflix / Divulgação

Muito hormônio, clichês e clima de “Elite”

Apesar de se vender primariamente como um thriller misterioso, a série acaba pesando bastante a mão no drama adolescente. Se você não tem muita paciência para jovens privilegiados enchendo a cara na praia, usando drogas, brincando de “Verdade ou Desafio” e reclamando da vida, talvez a produção teste a sua resistência.

O enredo abraça sem medo os maiores clichês do gênero – temos até a clássica (e batida) cena de um adolescente copiando dados confidenciais do computador da polícia para um pen drive, enquanto a barrinha de 100% carrega lentamente na tela.

Em meio à investigação urgente, ainda sobra muito espaço para romance e pegação. Um triângulo amoroso entre Dani, Celia e Helena ganha um destaque enorme. Além disso, acompanhamos as intrigas de outros jovens, como as manipulações de Oliver e a dinâmica entre Sofia e Maca, o que em alguns momentos faz a série parecer mais uma novela teen do que um suspense policial.

Uma resolução apressada que deixa a desejar

O grande problema de Oasis é que ela constrói a aura de mistério muito bem, te deixando com aquela vontade absurda de maratonar logo os 8 episódios para descobrir a verdade. Porém, quando a recompensa finalmente chega, ela deixa um gosto amargo.

A revelação de que a Inspetora Ortega é a mente por trás do crime tinha muito potencial e poderia ter levado a história para um caminho bem mais sombrio. Infelizmente, a série escolhe jogar seguro e tudo se resolve de maneira muito rápida e pouco convincente no último episódio.

Fica aquela sensação nítida de que os roteiristas quiseram empacotar tudo às pressas para fechar o ciclo. E só pra constar: os monólogos genéricos do personagem Dani abrindo e fechando todos os episódios dão um pouquinho de vergonha alheia.

Oasis, da Netflix, é bom?

No fim das contas, a expressão perfeita para definir Oasis é que ela tenta morder mais do que realmente consegue mastigar. A premissa é fantástica e a série tem um ritmo bom e acelerado o suficiente para te manter acordado e no sofá. É um passatempo legal, jovem e totalmente despretensioso para o fim de semana.

Mas, se você estiver esperando um roteiro brilhante, reviravoltas inesquecíveis ou um final maduro e bem trabalhado, é melhor alinhar as expectativas. A nova aposta espanhola da Netflix cumpre o seu papel básico de entretenimento, mas definitivamente não alcança todo o seu potencial.

Onde assistir à série Oasis?

  • Netflix

Trailer de Oasis (2026)

YouTube player

Elenco de Oasis, da Netflix

  • Ana Garcés (Helena)
  • Tomy Aguilera (Dani)
  • Victoria Kantch (Celia)
  • Manel Duarte (Pablo)
  • Berta Castañé (Maca)
  • Ada Molina (Sofia)
  • Paco Tous
  • Verónica Sánchez

Ficha Técnica

  • Título: Oasis
  • Criadores e Roteiristas: Ramón Campos, Jon de la Cuesta Olaizola, Javier Chacártegui Horrach, David Orea Arribas e Ricardo Jornet Gallego
  • Produção Executiva: Gema R. Neira (Bambú Producciones)
  • Episódios: 8
  • Duração: 40 a 50 minutos por episódio
Escrito por
Juliana Cunha

Editora na ESPN Brasil e fã de cultura pop, Juliana se classifica como uma nerd saudosa dos grandes feitos da Marvel.

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