Pro Bono resenha crítica dorama série Netflix 2025 Flixlândia

[CRÍTICA] Nem todo herói usa capa (alguns usam chantagem): a estreia promissora de ‘Pro Bono’ na Netflix

Foto: Divulgação / Netflix
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Se tem uma coisa que os fãs de doramas sabem, é que Jung Kyung-ho tem um talento especial para interpretar personagens que conseguem ser arrogantes e amáveis ao mesmo tempo. E é exatamente isso que a estreia de Pro Bono entrega. Os dois primeiros episódios chegam à Netflix com uma mistura muito bem equilibrada de comédia, drama jurídico e aquele toque de mistério que nos faz querer maratonar tudo de uma vez.

A série não perde tempo em construir e desconstruir a imagem do seu protagonista, jogando o espectador em uma montanha-russa que vai do prestígio da Suprema Corte ao caos de um escritório apertado num porão, onde os clientes… bem, às vezes latem.

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Sinopse

A trama gira em torno de Kang Da-wit, um magistrado conhecido como o “Juiz do Povo”. Após condenar o poderoso CEO Jang a 10 anos de prisão, sua popularidade vai às alturas. No entanto, por trás da fachada de integridade e dos momentos “gente como a gente” (dançando K-pop ou lendo mangás), Da-wit é extremamente calculista e ambiciona uma cadeira na Suprema Corte.

Tudo desmorona quando ele cai em uma armadilha armada por um suposto amigo de infância, que na verdade é o golpista Yoo Jae-beom. Após acordar com o carro cheio de dinheiro e ser filmado em uma situação comprometedora, Da-wit é banido da profissão.

Sua salvação vem na forma de Oh Jung-in, uma antiga colega (e talvez ex-crush), que o contrata para o escritório de seu pai. O problema? Ele não vai para o topo, mas sim para a equipe de “Pro Bono”, trabalhando em um porão sem janelas e lidando com casos que ele considera irrelevantes, como a disputa de guarda de um cachorro.

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Resenha crítica de Pro Bono

O início de Pro Bono é revigorante porque foge do estereótipo do advogado puramente bonzinho ou do vilão sem escrúpulos. A série aposta em áreas cinzentas e, logo de cara, nos apresenta um protagonista cheio de falhas, o que torna tudo mais interessante.

O “mocinho” questionável e carismático

O ponto alto desses primeiros episódios é, sem dúvida, a construção de Kang Da-wit. Ele é introduzido como um ícone da justiça, alguém que come damascos azedos em memória da mãe falecida — uma mulher trabalhadora que morreu de exaustão e cujo último desejo era ver o filho ter sucesso. Porém, a série é rápida em mostrar que essa “bondade” é uma ferramenta. Ele ajuda uma funcionária sobrecarregada, mas a trata mal assim que descobre que ela não tem poder de voto para ajudá-lo em sua promoção.

Essa dualidade é fascinante. Da-wit não é mau, mas é movido por uma vaidade imensa e pelo desejo de não ser menosprezado, trauma herdado da vida sofrida da mãe. Jung Kyung-ho entrega essa nuance com perfeição, fazendo com que a gente torça por ele mesmo quando ele está sendo um completo egoísta.

Pro Bono resenha crítica série dorama Netflix 2025 Flixlândia
Foto: Divulgação / Netflix

A dinâmica do “fundo do poço”

A transição da vida de luxo para o escritório de advocacia pro bono no porão é o motor cômico da série. A equipe desajustada e o ambiente claustrofóbico contrastam com a postura de “diva” de Da-wit. A química dele com Oh Jung-in também promete, especialmente com a aposta ousada que fazem: se ele elevar a taxa de sucesso da equipe para 70%, ela deve garantir sua nomeação para a Suprema Corte.

O caso do segundo episódio, envolvendo a disputa pela cadela Byeol (ou Chloe), serve como um microcosmo perfeito da série. O que parecia um caso bobo de custódia animal revela a ineficiência das leis de proteção e expõe traumas profundos. É aqui que vemos a genialidade torta de Da-wit em ação.

Malandragem como ferramenta de justiça

O que diferencia Pro Bono de outros dramas jurídicos “fofos” tipo Uma Advogada Extraordinária é o método. Da-wit não ganha o caso do cachorro apenas com discursos emocionados; ele vence na base da manipulação e chantagem.

Ao descobrir que a cadela sofria abusos (graças a uma coleira de choque), ele não apela apenas para a lei. Ele usa a influência política do pai da agressora como alavanca, forçando-a a desistir do recurso para não arruinar a carreira do pai. Ele é impiedoso e eficaz. Isso mostra que, embora ele esteja no “time dos bonzinhos” agora, seus métodos ainda são os de alguém que joga para vencer a qualquer custo, o que traz uma camada de complexidade muito bem-vinda ao enredo.

Conclusão

Os episódios 1 e 2 de Pro Bono estabelecem uma base sólida para o que promete ser um dos melhores dramas jurídicos do ano. A série consegue ser engraçada sem ser boba e dramática sem ser pesada. O final do segundo episódio, com a revelação de que Oh Jung-in conhece o golpista que arruinou a vida de Da-wit, deixa um gancho perfeito para nos manter presos à tela.

Com atuações estelares, especialmente de Jung Kyung-ho, e um roteiro que sabe brincar com as expectativas do público, Pro Bono é uma pedida obrigatória para quem busca entretenimento de qualidade com um toque de cinismo e muito coração. Se Da-wit vai conseguir voltar ao topo ou se vai descobrir um novo propósito no porão, só os próximos episódios dirão, mas a jornada até lá com certeza será divertida.

Onde assistir ao dorama Pro Bono?

Trailer da série Pro Bono (2025)

YouTube player

Elenco de Pro Bono, da Netflix

  • Jung Kyung-ho
  • So Ju-yeon
  • Lee You-young
  • Yoon Na-moo
  • Seo Hye-won
  • Kang Hyung-suk
  • Choi Dae-hoon
  • Kim Gap-soo
Escrito por
Juliana Cunha

Editora na ESPN Brasil e fã de cultura pop, Juliana se classifica como uma nerd saudosa dos grandes feitos da Marvel.

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