Confira a crítica do episódio 3 da temporada 2 de "The Last of Us", série de ficção científica de 2025 disponível para assistir na Max.

‘The Last of Us’ (2×03): episódio desacelera para preparar terreno para a tragédia

Foto: Max / Divulgação
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Após o abalo sísmico provocado pela morte brutal de Joel, “The Last of Us” o episódio 3 da temporada 2 mais do que movimenta a trama: ele se propõe a examinar as cicatrizes emocionais deixadas pela tragédia.

“O Caminho” desacelera o ritmo para mergulhar no luto, na fúria contida e nas escolhas que moldarão o destino de Ellie. Ainda que nem sempre consiga equilibrar emoção e narrativa, o episódio marca o verdadeiro ponto de partida para a nova jornada da série.

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Sinopse do episódio 3 da temporada 2 de The Last of Us (2025)

O episódio começa nos momentos posteriores ao ataque a Jackson e ao assassinato de Joel (Pedro Pascal). Tommy (Gabriel Luna) se despede silenciosamente do irmão enquanto Ellie (Bella Ramsey) luta contra a dor física e emocional no hospital. Após um salto de três meses, a jovem tenta, sem sucesso, convencer a terapeuta Gail (Catherine O’Hara) de que superou sua perda.

É a chegada de Dina (Isabela Merced) com informações sobre os assassinos de Joel que reacende o desejo de vingança em Ellie. Após a decisão da comunidade de não apoiar uma expedição punitiva, Ellie e Dina decidem partir sozinhas rumo a Seattle, enfrentando não apenas os perigos do novo mundo, mas também os fantasmas que carregam dentro de si.

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Crítica do episódio 3 de The Last of Us (temporada 2), da Max

“The Last of Us” opta por retratar o luto de Ellie de forma sutil, porém nem sempre eficaz. A sequência inicial no hospital, marcada por desespero e sedação forçada, promete uma exploração emocional intensa. No entanto, o salto de três meses e a condução fria da terapia com Gail diluem a potência da dor que deveria reverberar ao longo do episódio.

Bella Ramsey, ainda que se esforce para transmitir a complexidade do luto, nem sempre consegue dar o peso necessário às cenas mais introspectivas, deixando algumas passagens menos impactantes do que deveriam.

As decisões da narrativa e suas consequências

Craig Mazin e Peter Hoar apostam em expandir o universo da série, mas pecam no ritmo e na condução de certos eventos. A decisão de resolver a dor comunitária através de um conselho que debate entre justiça e vingança soa superficial.

As discussões, que poderiam trazer densidade moral ao episódio, se resumem a argumentos esquemáticos e pouco provocativos. O roteiro desperdiça a chance de problematizar a diferença entre sobrevivência e civilidade em um mundo arruinado.

Além disso, a travessia quase instantânea entre Jackson e Seattle, retratada como uma viagem turística por campos floridos e montanhas nevadas, compromete a tensão e ignora a constante ameaça dos infectados, que, até aqui, eram um pilar do suspense da série.

Ellie e Dina: uma parceria que promete

O grande alívio dramático do episódio reside na dinâmica entre Ellie e Dina. Isabela Merced injeta carisma e leveza em cena, funcionando como contrapeso à espiral de ódio em que Ellie está mergulhada. A cumplicidade entre as duas é construída com pequenos gestos, como o ato de Dina levar cookies e o apoio silencioso no plano de vingança.

Ainda que a série hesite em explorar com profundidade a tensão amorosa entre elas, as interações deixam claro que Dina será fundamental para manter Ellie ancorada em algo além da sede de sangue.

Um futuro de violência e desencanto

Ao introduzir brevemente os Serafitas — um culto religioso rival dos Wolves —, o episódio sinaliza que a segunda temporada caminhará para territórios ainda mais sombrios. A matança de inocentes, mostrada com brutalidade, evidencia que a busca de Ellie por justiça acontecerá em um terreno moral cada vez mais nebuloso.

A chegada a Seattle, com seus arranha-céus em ruínas e um exército inimigo bem armado, promete confrontos intensos, mas também levanta o risco de a série se perder em sua própria grandiosidade, como já se percebe nos primeiros tropeços de ritmo.

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Conclusão

O episódio 3 da temporada 2 de “The Last of Us” tenta ser um tratado sobre o luto e a raiva, mas acaba entregando mais promessas do que realizações. Se por um lado estabelece o ponto de partida para a jornada de vingança de Ellie, por outro expõe dificuldades em equilibrar emoção e construção de mundo.

Ainda assim, o episódio reforça que a verdadeira força da série reside nos seus personagens e nos vínculos frágeis que eles tentam preservar num cenário de devastação. Agora, com Ellie e Dina a caminho de Seattle, resta torcer para que a série retome o fôlego e a brutalidade emocional que a consagraram.

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Onde assistir à série The Last of Us?

A série está disponível para assistir na Max.

Trailer da temporada 2 de The Last of Us (2025) [LEGENDADO]

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Trailer da temporada 2 de The Last of Us (2025) [DUBLADO]

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Elenco de The Last of Us, da Max

  • Pedro Pascal
  • Bella Ramsey
  • Kaitlyn Dever
  • Brendan Rozario
  • Anna Torv
  • Gabriel Luna
  • Samuel Hoeksema
  • Catherine O’Hara

Ficha técnica da série The Last of Us

  • Título original: The Last of Us
  • Criação: Craig Mazin, Neil Druckmann
  • Gênero: ficção científica, ação, aventura, terror, suspense, drama
  • País: Canadá, Estados Unidos
  • Temporada: 2
  • Episódios: 7
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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