Confira a crítica da série "Uma Família Inusitada", novo dorama sul-coreano disponível para assinantes da Netflix.

‘Uma Família Inusitada’ explora os desafios da vida moderna de maneira bastante criativa

Foto: Netflix / Divulgação
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“Uma Família Inusitada” (The Atypical Family / Hi-eo-ro-neun A-nib-ni-da-man) é o mais novo dorama sul-coreano da Netflix que mistura elementos de fantasia e realidade de uma maneira divertida. Com uma premissa inovadora e um elenco talentoso, a série promete explorar os desafios da vida moderna através do prisma das habilidades sobrenaturais de uma família peculiar.

Sinopse de Uma Família Inusitada, da Netflix

A série começa com a matriarca da família Bok, uma idosa capaz de prever o futuro, tentando convencer sua família a pular de um penhasco para recuperar seus poderes perdidos. No entanto, a vida moderna trouxe doenças como obesidade, insônia e depressão, que interferem em suas habilidades.

A trama se complica quando o filho, Gwi-ju, tenta se suicidar e é salvo por uma misteriosa mulher, Do Da-hae, que possui seus próprios segredos. A partir daí, a matriarca tenta unir Gwi-ju e Da-hae, acreditando que ela pode ser a chave para a felicidade e a restauração dos poderes da família.

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Crítica do dorama Uma Família Inusitada (2024)

Os dois primeiros episódios de “Uma Família Inusitada” disponíveis na Netflix apresentam uma abordagem interessante ao explorar como as dificuldades da vida moderna afetam uma família com superpoderes. Em vez de se concentrar nas habilidades extraordinárias, a série foca nos desafios cotidianos, tornando a narrativa mais acessível e envolvente.

A atuação de Jang Ki-yong como Bok Gwi-ju é um dos pontos altos. Seu retrato de um viúvo alcoólatra que luta contra a depressão é comovente e autêntico. A maneira como sua batalha pessoal afeta sua habilidade de viajar no tempo é uma metáfora poderosa para os demônios internos que todos enfrentamos.

Chun Woo-hee, interpretando Do Da-hae, traz uma complexidade intrigante ao seu papel. Inicialmente vista como uma salvadora, a personagem revela-se uma personagem multifacetada, com intenções e segredos que adicionam camadas de profundidade à trama. A química entre Chun Woo-hee e Jang Ki-yong contribui significativamente para o desenvolvimento do enredo romântico, oferecendo um equilíbrio emocional aos temas mais sombrios da série.

Visualmente, a série é um deleite. A escolha de cores vibrantes e contrastantes não só agrada aos olhos, mas também simboliza os estados emocionais dos personagens. Essa abordagem visual reforça a narrativa e enriquece a experiência do espectador.

No entanto, o dorama enfrenta alguns problemas significativos em termos de desenvolvimento de personagens. A personagem de Dong-hee, irmã de Gwi-ju, é retratada de maneira estereotipada e insensível em relação à obesidade. A utilização de um figurino exagerado e comentários depreciativos sobre seu peso são desnecessários e desrespeitosos, prejudicando a percepção geral da série.

Conclusão

Apesar de algumas falhas no tratamento de certos temas, “Uma Família Inusitada” se destaca por sua premissa original e fortes atuações. O dorama aborda de maneira sensível e realista as dificuldades modernas, tornando-se relevante para muitos espectadores. A química entre os protagonistas e a profundidade emocional da narrativa fazem com que a série mereça uma chance ao menos nesses dois primeiros episódios. Estamos ansiosos pelo que vem pela frente.

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Onde assistir à série Uma Família Inusitada?

A série está disponível para assinantes da Netflix.

Trailer do dorama Uma Família Inusitada, da Netflix

YouTube player

Elenco de Uma Família Inusitada (2024)

  • Jang Ki-yong
  • Chun Woo-hee
  • Goh Doo-shim
  • Claudia Kim
  • Park So-i
  • Oh Man-seok

Ficha técnica da série Uma Família Inusitada

  • Título original: Hi-eo-ro-neun A-nib-ni-da-man
  • Criação: Jo Hyun-tack, Ju Hwa-mi, Kang Eun-kyung
  • Gênero: ação, drama, fantasia
  • País: Coreia do Sul
  • Temporada: 1
  • Episódios: 12 (apenas dois estão disponíveis)
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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