Depois do luto e do impacto avassalador que foi o sacrifício de Gambit em Genosha na temporada passada, os fãs sabiam que o retorno do “Cajun” era apenas uma questão de tempo, especialmente após as pistas deixadas nas cenas pós-créditos recentes.
O episódio 8 da temporada 2 de X-Men ’97 finalmente traz de volta um dos personagens mais queridos do público, mas não da forma brilhante ou puramente heroica que muitos esperavam. O resultado é um capítulo tenso, sombrio, que prepara o terreno para uma final de temporada apocalíptica, embora tropece em alguns velhos problemas de ritmo.
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Sinopse
O episódio começa com um pesadelo doloroso de Vampira revivendo seus momentos finais com seu amor. Na realidade, os X-Men tentam relaxar em uma partida de cartas no XC Corp Tower — uma bela homenagem à série Star Trek: The Next Generation —, mas a calmaria dura pouco. Cable e a X-Force chegam com notícias perturbadoras: eles encontraram uma carta de baralho carbonizada ao lado do que parece ser o cadáver ressecado de Apocalipse.
Com a ajuda de Cerebra, a equipe descobre que Gambit foi reanimado como o Cavaleiro da Morte. Ele retornou às suas origens em Nova Orleans, onde corrompeu a Guilda dos Assassinos e partiu em busca de um antigo amuleto pertencente à X-Ternal Candra, uma antiga amante de Apocalipse. O confronto que se segue une os X-Men e a X-Force em uma batalha desesperada para salvar a alma de Remy.
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Crítica do episódio 8 da temporada 2 de X-Men ’97
O ritmo frenético que atropela a emoção
Se há um problema crônico que X-Men ’97 carrega desde sua estreia, é a velocidade insana com que decide queimar cartuchos e resolver tramas. Aqui, o retorno de Gambit como Morte — algo que deveria carregar um peso dramático colossal — acaba parecendo um pouco burocrático e corrido.
Não temos tempo sequer para processar o reencontro há muito esperado de Jubileu com o restante dos X-Men após passar meses com a X-Force. Tudo é resolvido em diálogos rápidos porque a série precisa correr para a grande batalha final da temporada. O mesmo acontece com a rica história de fundo entre Apocalipse e Candra. A revelação de que eles foram amantes e que ela roubou parte de seu poder celestial é jogada em um flashback tão curto que perde quase todo o impacto dramático que poderia ter.
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O drama da família Summers rouba a cena
Por mais irônico que pareça, o coração emocional do episódio não bateu mais forte no casal principal, mas sim no núcleo da família Summers. A breve trégua e aliança entre os X-Men e o grupo de Cable rendeu momentos de introspecção raros e brilhantes.
Ver o brutamontes e calejado Nathan Summers tendo que lidar com o constrangimento e o carinho tardio de seus pais biológicos, Ciclope e Jean Grey (que são tecnicamente mais jovens do que o próprio filho no presente), é de uma bizarrice maravilhosa que só os quadrinhos conseguem proporcionar. A forma como a série nos faz importar com essa árvore genealógica completamente confusa é digna de aplausos. Além disso, ver Cable finalmente liberar todo o seu poder telecinético bruto para ajudar a salvar a equipe foi um deleite visual fantástico.
Noturno apela e o plano astral vira uma viagem psicodélica
No departamento de ação, o episódio entrega momentos espetaculares. O grande destaque físico vai para Noturno, que foi temporariamente transformado em um lacaio de Gambit. Ver o elfo azul, que normalmente é a bússola moral e pacífica do grupo, lutar sem filtros e nocautear vários X-Men sozinho usando teletransportes consecutivos é de cair o queixo. A animação caprichou ao mudar a aura tradicional de seus saltos de roxo para um tom vermelho sinistro.
Do outro lado, a batalha psíquica no plano astral entre o Professor Xavier e Gambit (com direito a cartas de energia explodindo e o Professor conjurando sua clássica armadura de combate mental) é uma viagem visual psicodélica incrível. Ela ilustra perfeitamente o maior orçamento e o refinamento técnico que essa nova versão da animação possui em relação à série original de 1992.
A tentação sombria e o horror oculto
O reencontro entre Vampira e Gambit brilha quando foca na tragédia do toque. Pela primeira vez, os poderes de absorção de Vampira não surtem efeito nele porque as mudanças feitas por Apocalipse são mais do que superficiais. Isso gera uma dinâmica perversa e sedutora com uma forte vibração de “Clube do Inferno”: o fato dele não ser afetado significa que, finalmente, ela poderia tocá-lo e abraçá-lo sem medo.
No entanto, o preço é alto demais. O grande plot twist do episódio revela que Apocalipse não estava morto, mas sim escondido dentro da própria mente de Remy no plano astral. A conexão pura de amor de Vampira consegue resgatar a consciência do Cajun no último segundo, mas o estrago já está feito. Com Gambit em estado grave e a revelação de que a ameaça de Apocalipse ainda espreita seu corpo, a tensão explode.
Conclusão
O episódio 8 da temporada 2 de X-Men ’97 pode não ter a mesma força emocional devastadora que a morte de Gambit teve no ano passado, muito por conta da pressa narrativa de resolver mistérios complexos em apenas 30 minutos.
No entanto, o episódio brilha ao entregar ótimas sequências de combate, diálogos familiares afiados e uma reviravolta sombria que redefine o tabuleiro. Com a X-Force decidindo se aliar ao X-Factor contra os próprios X-Men devido ao perigo que Remy ainda representa, o terreno está perfeitamente preparado para uma final de temporada que promete ser caótica, destrutiva e inesquecível.
Onde assistir à série X-Men ’97?
- Disney+
Trailer da temporada 2 de X-Men ’97
Elenco de X-Men ’97, do Disney+
- Ray Chase (Ciclope)
- Jennifer Hale (Jean Grey)
- Alison Sealy-Smith (Tempestade)
- Cal Dodd (Wolverine)
- Ross Marquand (Apocalipse / Professor X)
- Matthew Waterson (Magneto)
- Lawrence Bayne (Cable)
Ficha técnica
- Título do Episódio: “The Dead Man’s Hand” (Temporada 2, Episódio 8)
- Série: X-Men ’97
- Distribuição: Disney+
- Direção de voz e elenco principal: A.J. LoCascio (Gambit / Morte), Lenore Zann (Rogue), Ross Marquand (Apocalypse / Professor Charles Xavier), Chris Potter (Cable), Adrian Hough (Nightcrawler)
- Trilha Sonora: The Newton Brothers















