Se você frequenta salas de cinema no século XXI, já desenvolveu um reflexo condicionado quase automático: assim que a tela escurece e os primeiros nomes dos créditos começam a subir, ninguém levanta da poltrona. Afinal, fomos ensinados pelas grandes franquias de super-heróis e blockbusters de ação que ir embora antes das luzes acenderem significa correr o risco de perder uma piada interna, um gancho para uma sequência ou a revelação de um novo personagem.
Com a estreia de A Morte de Robin Hood (The Death of Robin Hood, 2026), novo filme da A24 estrelado por Hugh Jackman e dirigido por Michael Sarnoski, a dúvida volta a atormentar o público. Será que a lendária figura do herói de Sherwood esconde alguma surpresa final escondida entre os créditos? Se você está planejando sua ida ao cinema ou acabou de sair da sessão e está lendo isto pelo celular no escuro da sala, nós fomos atrás da resposta para poupar sua bexiga.
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‘A Morte de Robin Hood’ tem cena pós-créditos?
Não, ‘A Morte de Robin Hood’ não tem nenhuma cena pós-créditos ou conteúdo extra durante ou após os créditos finais.
Assim que a emocionante cena final se encerra e o título do filme aparece na tela, a história está oficialmente concluída de maneira definitiva e solene. Você pode recolher seus pertences e deixar a sala de exibição sem medo de perder qualquer detalhe sobre o destino dos personagens.
Como brincou o crítico de cinema Rob Williams, do canal de análise A Constantly Racing Mind, em sua resenha do longa-metragem:
“Aliás, não há cenas pós-créditos. A cena pós-créditos é apenas o seu amigo se virando para você no cinema e dizendo: ‘Espera, acabou mesmo?'”
O aplicativo especializado RunPee, famoso por mapear os melhores momentos para ir ao banheiro durante as exibições cinematográficas e monitorar cenas pós-créditos, também confirmou de forma categórica que “não há nada extra durante ou após os créditos finais de A Morte de Robin Hood.”
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Por que a ausência de ganchos faz todo o sentido para a proposta da A24?
A decisão do diretor e roteirista Michael Sarnoski de não incluir nenhum tipo de material extra nos créditos faz absoluto sentido artístico com a proposta do projeto. A Morte de Robin Hood não foi concebido para ser o pontapé inicial de uma nova franquia de ação ou um universo cinematográfico medieval.
Em vez de focar nas aventuras românticas e coloridas que o cinema explorou em versões clássicas de Kevin Costner ou Russell Crowe, a A24 produziu uma desconstrução sombria, brutal e realista da lenda. O Robin Hood de Hugh Jackman é um fora da lei envelhecido, assombrado pelo fantasma das pessoas inocentes que matou e pelos “débitos de sangue” acumulados em uma vida de crimes.
O filme se inspira livremente na balada folclórica anônima do século XVII intitulada Robin Hood’s Death (A Morte de Robin Hood), cujo foco principal é justamente o falecimento calmo e íntimo do icônico personagem em um quarto de igreja. Adicionar uma cena pós-créditos que sugerisse uma continuação ou introduzisse um novo “vilão” baratearia o peso emocional e o sacrifício moral que o protagonista escolhe fazer nos momentos finais da trama.
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O que dizem o diretor Michael Sarnoski e Hugh Jackman sobre o fim da jornada?
Em entrevista exclusiva cedida a portais internacionais, o cineasta Michael Sarnoski revelou que seu objetivo sempre foi honrar a beleza simples e humana da balada folclórica original, sem espaço para ganchos espalhafatosos:
“Toda a ideia por trás do filme era, primeiro, que a história original sempre me fascinou porque havia algo sobre esse homem de ação morrendo em um quarto de igreja silencioso e ensolarado. Isso sempre falou comigo.” “Eu gostei da ideia de que no final começa como uma execução por vingança e depois se transforma em uma morte misericordiosa, um suicídio assistido, e se torna como se a morte em si fosse algo que os dois descobrem juntos. O que esse falecimento silencioso em um quarto de igreja ensolarado entre essas duas pessoas parece?”
O próprio astro Hugh Jackman, que se despiu de vaidades para viver esse herói em ruínas, enfatizou a melancolia definitiva do encerramento e o motivo de não haver necessidade de continuar a história:
“Acho que há uma melancolia real no final que me tocou como ser humano, como artista, como ator, de alguém que finalmente quer viver, tem um motivo para viver, mas abre mão disso pelo bem de outra pessoa.” “Ele conta uma mentira completa sobre quem ele é e quem ele foi para essa jovem garota [Margaret], para dar a ela uma história com a qual ela possa viver e que a faça se sentir bem e seguir em frente… Então ele se torna heroico.”
‘A Morte de Robin Hood’ vai ter uma continuação?
É altamente improvável que o filme receba uma sequência. A narrativa de A Morte de Robin Hood possui um desfecho fechado e terminal para o personagem de Hugh Jackman, tratando-se de uma obra autoral única de Michael Sarnoski com a A24, que historicamente prioriza produções dramáticas e artísticas sem ganchos comerciais para sequências diretas.
Onde o filme foi gravado?
A produção escolheu como cenário as paisagens frias e deslumbrantes da Irlanda do Norte, utilizando locações reais e efeitos práticos para criar um visual medieval rústico e naturalista.
Qual é a música que toca no final do filme?
A belíssima trilha instrumental que acompanha os momentos derradeiros e os créditos do longa-metragem foi composta pelo renomado músico de folk britânico Jim Ghedi. A faixa final que encerra a trilha do álbum oficial da A24 chama-se precisamente “Robin’s Death”.
Ficha técnica
- Título Nacional: A Morte de Robin Hood
- Título Original: The Death of Robin Hood
- Direção: Michael Sarnoski
- Roteiro: Michael Sarnoski
- Elenco Principal: Hugh Jackman (Robin Hood), Jodie Comer (Irmã Brigid), Bill Skarsgård (João Pequeno), Murray Bartlett (O Leproso), Noah Jupe (Arthur/Godwyn), Faith Delaney (Pequena Margaret)
- Direção de Fotografia: Pat Scola
- Trilha Sonora Original: Jim Ghedi
- Gênero: Drama / Thriller
- Duração: 122 minutos
- Ano de Lançamento: 2026
- Distribuição (Brasil): Imagem Filmes
- Produção: A24
















