Confira a crítica do filme "Autoconfiança", comédia de 2023 com Anna Kendrick disponível para assistir na Netflix

‘Autoconfiança’ é um filme ambicioso, mas peca pelo roteiro

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

Estrear como diretor não é tarefa fácil, principalmente para quem já é conhecido como ator. Jake Johnson, famoso por suas atuações em “New Girl” e “Minx”, decidiu dar seu primeiro passo atrás das câmeras com o filme “Autoconfiança” (Self Reliance), uma comédia de humor absurdo misturada a thriller.

Mas será que ele consegue superar as expectativas e trazer algo original para o público? Infelizmente, o filme parece se perder na tentativa de encontrar seu próprio tom e entregar uma mensagem clara, resultando em uma obra que, embora ambiciosa, se mostra inconsistente.

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse do filme Autoconfiança (2023)

Em “Autoconfiança”, Jake Johnson vive Tommy, um homem comum que, preso na rotina após um término doloroso, vê sua vida virar de cabeça para baixo quando recebe uma proposta inesperada. Ele é abordado por Andy Samberg (interpretando a si mesmo) e convidado a participar de um perigoso reality show do submundo, transmitido na dark web.

A missão? Sobreviver por 30 dias enquanto caçadores tentam matá-lo, com uma regra peculiar: ele estará seguro desde que esteja acompanhado de alguém. O que começa como uma ideia absurda acaba se transformando em uma reflexão sobre isolamento e a busca por conexão humana, temas que ressoam em tempos de pandemia.

Você também pode gostar disso:

+ ‘Entrevista com o Demônio’ brinca com os limites da TV ao vivo

+ ‘O Caso dos Irmãos Menendez’: entre a verdade e a controvérsia

+ O que está no ar? O terror psicológico de ‘Prenda a Respiração’

Crítica de Autoconfiança, da Netflix

“Autoconfiança” é, sem dúvida, um filme ambicioso. Ele tenta misturar comédia, thriller e drama, enquanto faz uma crítica à solidão e à necessidade de companhia, questões tão presentes em nossa sociedade moderna. No entanto, o resultado final é inconsistente.

A narrativa se perde em cenas que parecem prolongar-se sem propósito, enquanto o humor baseado em diálogos improvisados acaba por deixar muitas piadas sem graça e sem impacto. Isso cria uma sensação de desconforto, como se os próprios atores estivessem tentando entender onde estava a graça.

A química entre Jake Johnson e Biff Wiff, que interpreta James, um morador de rua contratado por Tommy para acompanhá-lo e mantê-lo seguro, é um dos pontos altos do filme. As cenas entre os dois trazem um frescor cômico que parece genuíno, e há momentos de verdadeira conexão que nos fazem torcer para que essa relação seja mais explorada.

Contudo, todavia…

No entanto, essa dinâmica acaba sendo deixada de lado em prol de um romance forçado entre Tommy e Maddy (Anna Kendrick), que, apesar de tentativas de cenas divertidas, não consegue convencer ou cativar o espectador.

Jake Johnson, ao assumir os papéis de ator, roteirista e diretor, parece ter se colocado em uma posição complicada. O conceito de um reality show em que alguém precisa sobreviver enquanto é caçado soa promissor, mas a execução deixa a desejar.

As regras do jogo são explicadas de forma confusa e a exposição é frequentemente longa e desajeitada, o que enfraquece a narrativa ao invés de torná-la envolvente. Além disso, o tom do filme oscila constantemente entre o humor absurdo e o drama introspectivo, criando uma sensação de que a história não sabe exatamente o que quer ser.

Os momentos de tensão e perigo, que deveriam trazer emoção ao enredo, são poucos e mal desenvolvidos. Falta uma ameaça real que nos faça sentir que Tommy está verdadeiramente em risco. Em vez disso, o filme parece se apoiar mais em gags e cenas que tentam simular naturalidade, mas acabam parecendo apenas diálogos sem direção, sem um ponto de chegada claro. A tentativa de reproduzir um estilo de diálogo realista, com pausas e desconfortos, acaba falhando em trazer autenticidade, tornando muitas cenas arrastadas e sem graça.

Vale o elogio

Ainda assim, há algo a ser apreciado em “Autoconfiança”. A ideia central de um homem comum forçado a buscar companhia para salvar sua própria vida é interessante, e a atuação de Jake Johnson como Tommy é genuinamente cativante em alguns momentos.

Johnson tem carisma e sabe como interpretar o “perdedor adorável” que o público já conhece, mas seu trabalho como diretor e roteirista precisa de mais refinamento para que ele possa realmente alcançar o potencial mostrado em algumas cenas pontuais do filme.

Acompanhe o Flixlândia no Google Notícias e fique por dentro do mundo dos filmes e séries do streaming

Conclusão

“Autoconfiança” é uma estreia corajosa de Jake Johnson como diretor, mas marcada por tropeços que impedem o filme de ser verdadeiramente marcante. Apesar de momentos de brilho e um conceito interessante, o roteiro desajeitado e a falta de um tom consistente deixam a desejar.

Johnson claramente tem ideias e talento, mas talvez precise de um colaborador mais experiente para ajudá-lo a canalizar essas ideias de forma mais coesa e impactante. Ainda assim, é um começo, e há potencial para que ele cresça como cineasta em projetos futuros.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Instagram
Twitter
TikTok
YouTube

Onde assistir ao filme Autoconfiança?

O filme está disponível para assinantes da Netflix.

Trailer de Autoconfiança (2023)

YouTube player

Elenco de Autoconfiança, da Netflix

  • Jake Johnson
  • Anna Kendrick
  • Natalie Morales
  • Andy Samberg
  • Christopher Lloyd
  • Mary Holland
  • Emily Hampshire
  • Nancy Lenehan
  • Daryl J. Johnson

Ficha técnica do filme Autoconfiança

  • Título original: Late Night with the Devil
  • Direção: Cameron Cairnes, Colin Cairnes
  • Roteiro: Cameron Cairnes, Colin Cairnes
  • Gênero: terror
  • País: Austrália, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos
  • Duração: 86 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Giselle Costa Rosa

Navegando nas águas do marketing digital, na gestão de mídias pagas e de conteúdo. Já escrevi críticas de filmes, séries, shows, peças de teatro para o sites Blah Cultural e Ultraverso. Agora, estou aqui em um novo projeto no site Flixlândia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Devoradores de Estrelas critica do filme 2026
Críticas

‘Devoradores de Estrelas’: Astrofagia com A maiúsculo

Olá, meus caros “Devoradores de Telonas”! Sejam bem-vindos! Com Devoradores de Estrelas...

Mulher Proibida crítica do filme 2024 Prime Video - Flixlândia (1)
Críticas

A regra é não tocar: o que deu certo (e muito errado) em ‘Mulher Proibida’

O Prime Video fisgou muita gente recentemente com “Mulher Proibida” (título original...

Made in Korea crítica do filme indiano da Netflix 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Made in Korea’: um choque cultural com muito coração, mas pouco tempero

Se você é fã da onda hallyu (a febre da cultura sul-coreana)...

Matar Vingar Repetir crítica do filme 2025 HBO Max - Flixlândia (1)
Críticas

Muito além da Marvel: o multiverso sombrio e realista de ‘Matar, Vingar, Repetir’

Sabe aquela sensação de que o cinema já esgotou completamente a fórmula...

Caçadores do Fim do Mundo crítica do filme 2025 - Flixlândia
Críticas

‘Caçadores do Fim do Mundo’ é uma grande colcha de retalhos sem originalidade

Lançado em 2025, Caçadores do Fim do Mundo (Afterburn) é aquele típico...

Depois do Fogo crítica do filme 2026 - Flixlândia
Críticas

‘Depois do Fogo’ é uma experiência sensível sobre o despertar da esperança em tempos difíceis

Dirigido por Max Walker-Silverman (Uma Noite no Lago), Depois do Fogo se...

POV Presença Oculta crítica do filme 2026 - Flixlândia
Críticas

‘POV: Presença Oculta’: quando o terror veste farda e a câmera nunca desliga

POV: Presença Oculta, filme que estreia nesta quinta-feira (12) nos cinemas brasileiros,...

Hora do Recreio crítica do documentário de Lucia Murat Créditos_ Taiga Filmes
Críticas

‘Hora do Recreio’: documentário de Lucia Murat mostra realidade que persiste em não mudar

O Rio de Janeiro além dos pontos turísticos é fonte de diversas...