‘Bagagem de Risco’ entrega tensão e ação suficientes para prender o espectador
Wilson Spiler13/12/20243 Mins de Leitura356
Foto: Netflix / Divulgação
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O filme “Bagagem de Risco” (Carry-On), mais novo suspense da Netflix dirigido por Jaume Collet-Serra, promete capturar o público com uma trama cheia de tensão e dilemas morais.
Trazendo Taron Egerton no papel principal, o longa combina ação, emoção e um cenário único: o caos de um aeroporto durante a véspera de Natal. Mas será que o longa entrega tudo o que promete ou fica preso em sua própria premissa?
A história acompanha Ethan Kopek (Taron Egerton), um agente da TSA desiludido que, na manhã de Natal, vê sua rotina ser virada do avesso. Chantagens pessoais e ameaças à vida de sua namorada grávida (Sofia Carson) o forçam a permitir a passagem de um pacote perigoso em um voo.
O vilão (Jason Bateman), com sua equipe meticulosamente calculada, transforma Ethan em um peão em um jogo perigoso. No entanto, com o relógio correndo, Ethan precisa encontrar uma maneira de enganar seus opressores e salvar centenas de vidas.
“Bagagem de Risco” é um filme que brilha em alguns aspectos e tropeça em outros. A direção de Jaume Collet-Serra entrega cenas de ação bem coreografadas e sequências memoráveis, como uma fuga em alta velocidade conduzida por Elena Cole (Danielle Deadwyler). O roteiro de T.J. Fixman, embora funcional, carece de profundidade emocional, deixando os personagens menos interessantes do que poderiam ser.
Taron Egerton traz intensidade e carisma ao papel de Ethan, mas sua atuação é limitada por um roteiro que parece mais interessado na trama do que nos personagens. Jason Bateman surpreende como o vilão, entregando uma performance que combina frieza e carisma, mas sua motivação e plano acabam ficando aquém do esperado.
A comparação com “Duro de Matar” é inevitável, mas “Bagagem de Risco” não consegue atingir o mesmo nível de impacto emocional ou construção de personagem. A tensão é constante, mas o filme não aproveita o dilema moral central de Ethan: colocar a segurança pública em risco para proteger quem ama. Isso poderia ter sido um terreno fértil para explorar temas como ética e sacrifício, mas acaba sendo tratado de maneira superficial.
Apesar disso, o filme acerta em capturar a atmosfera caótica de um aeroporto na temporada de férias, humanizando os agentes da TSA com momentos que variam entre o humor e o desespero. A trilha sonora de Lorne Balfe, embora genérica, complementa bem as cenas de ação, mantendo o ritmo ágil.
“Bagagem de Risco” é um entretenimento sólido, mas não inesquecível. Ele entrega tensão e ação suficientes para prender o espectador, mas deixa a sensação de que poderia ter sido mais. Taron Egerton e Jason Bateman são os grandes destaques, sustentando o filme mesmo quando o roteiro não colabora.
Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.
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