Crítica do filme 'Chefes de Estado', do Prime Video (2025) - Flixlândia

‘Chefes de Estado’ tem ação insana, química explosiva e risadas garantidas

Foto: Prime Video / Divulgação
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“Chefes de Estado”, novo lançamento do Amazon Prime Video, chega com a missão clara de entreter — sem pretensão de reinventar a roda. Dirigido por Ilya Naishuller e protagonizado por John Cena e Idris Elba, o filme mistura ação desenfreada, comédia pastelão e uma pitada de sátira geopolítica. A produção se insere no filão dos buddy movies contemporâneos, resgatando fórmulas dos anos 1980, mas com roupagem moderna e efeitos de última geração.

O longa aposta na dinâmica de opostos que se atraem — ou, neste caso, que se toleram —, usando a improvável parceria entre o presidente dos EUA e o primeiro-ministro britânico como motor narrativo. Não há aqui espaço para sutilezas políticas nem reflexões profundas. A proposta é clara: colocar duas figuras de autoridade em situações ridículas e deixá-las se virar, entre piadas, explosões e perseguições internacionais.

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Qual a história de Chefes de Estado?

Após o Força Aérea Um ser atacado por um grupo terrorista russo, o presidente dos Estados Unidos, Will Derringer (Cena), e o primeiro-ministro britânico, Sam Clarke (Elba), são obrigados a trabalhar juntos para chegar à reunião da OTAN na Itália e impedir uma crise global. Apesar das diferenças gritantes — um é impulsivo e performático, o outro metódico e reservado —, os dois precisam sobreviver em território hostil, sendo caçados por Viktor Gradov (Paddy Considine), um ex-militar envolvido no tráfico de armas.

A dupla recebe ajuda da agente do MI6, Noel Bisset (Priyanka Chopra), enquanto enfrentam tiroteios, perseguições por terra, mar e ar, e trocas de farpas hilárias. A missão? Salvar o mundo — ou pelo menos fingir que estão tentando, enquanto mantêm a pose diante das câmeras.

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Crítica de Chefes de Estado, do Prime Video

A maior força de “Chefes de Estado” está na interação entre Cena e Elba. Cena, como um ex-astro de ação que virou presidente, é caricato na medida certa. Sua interpretação autoconsciente brinca com os clichês do herói americano, enquanto Elba oferece o equilíbrio necessário, interpretando um líder britânico centrado, pragmático e com humor seco. O contraste entre os dois gera os melhores momentos do filme — e é justamente esse desequilíbrio que sustenta a narrativa com carisma.

As trocas de insultos e as tentativas fracassadas de cooperação evoluem ao longo da trama, construindo uma parceria tão absurda quanto cativante. Não há dúvida de que a química entre os atores salva os momentos em que o roteiro tropeça.

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cena do filme 'Chefes de Estado', do Prime Video (2025) - Flixlândia
“Chefes de Estado” tem um elenco estelar (Foto: Prime Video / Divulgação)

Humor escrachado, mas eficiente

Embora o humor seja, por vezes, previsível, o filme acerta ao não se levar a sério. Piadas sobre estereótipos, rivalidades entre nações e situações absurdas — como uma fuga de trem para helicóptero — são entregues com tempo cômico preciso. A sátira política é leve, quase infantil, mas eficiente dentro da proposta: fazer rir, mesmo que seja de clichês desgastados.

A quebra da quarta parede, as piadas visuais e a constante autorreferência indicam um roteiro que sabe exatamente onde está pisando. O filme não quer ser original — quer ser divertido, e consegue.

Ação estilizada com toque retrô

Naishuller, conhecido por “Hardcore Henry”, traz seu estilo acelerado para “Chefes de Estado”. As cenas de ação são coreografadas com competência e fazem bom uso de efeitos práticos aliados a CGI de qualidade razoável. O ataque ao Força Aérea Um, por exemplo, é um espetáculo visual que não esconde o uso digital, mas também não compromete a diversão.

Carros, trens, barcos, helicópteros e até um caminhão de bombeiros entram no arsenal de veículos usados na jornada, em um verdadeiro desfile de cenas exageradas que lembram os tempos áureos de “True Lies” e “Máquina Mortífera”. É ação pelo puro prazer do espetáculo, sem culpa ou pretensão.

Priyanka Chopra: charme e ação em equilíbrio

Priyanka Chopra surge como um reforço elegante e letal à dupla principal. Sua personagem, Noel Bisset, é mais do que um mero apoio narrativo — ela tem cenas próprias de ação e protagonismo, equilibrando charme, técnica e presença. Embora não roube completamente a cena, Chopra adiciona dinamismo e representa bem a tendência atual de colocar mulheres em papéis de liderança sem precisar reforçar isso com diálogos expositivos.

Roteiro reciclado, mas funcional

Sim, a trama é previsível. O vilão pode ser identificado logo nos primeiros minutos e as reviravoltas não surpreendem nem o espectador mais desatento. Ainda assim, o roteiro de Josh Appelbaum, André Nemec e Harrison Query tem ritmo, sabe onde quer chegar e constrói uma jornada com início, meio e fim — além de uma cena pós-créditos que sinaliza possíveis sequências.

O texto flerta com o ridículo em alguns momentos, mas sempre encontra amparo na leveza da proposta. Trata-se de um filme que entende seu lugar no mercado: um passatempo visual, ideal para uma noite de diversão descompromissada.

Conclusão

“Chefes de Estado” é exatamente aquilo que promete: uma comédia de ação leve, explosiva e despretensiosa, ancorada na química entre dois astros carismáticos e dirigida com energia por Ilya Naishuller. Não é um filme memorável, nem tenta ser. Sua força está em reconhecer os próprios clichês e transformá-los em combustível para o entretenimento.

Entre cenas de ação absurdas, piadas oportunas e um roteiro funcional, o filme oferece 1h50 de pura escapada da realidade. Se “G20” tentou ser sério e falhou, “Chefes de Estado” acerta ao rir de si mesmo — e nos convida a rir junto. Com um bom balde de pipoca, é diversão garantida.

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Onde assistir ao filme Chefes de Estado?

O filme está disponível para assistir no Prime Video.

Assista ao trailer de Chefes de Estado (2025)

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Elenco de Chefes de Estado, do Prime Video

  • John Cena
  • Idris Elba
  • Priyanka Chopra Jonas
  • Carla Gugino
  • Jack Quaid
  • Paddy Considine
  • Stephen Root
  • Sarah Niles
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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