Cena do filme espanhol A Trégua de 2025

‘A Trégua’: drama espanhol foge dos clichês e desconstrói relações fragilizadas pelo tempo

Foto: Divulgação
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O cinema espanhol constantemente se destaca graças às obras que retratam fielmente as emoções humanas, e A Trégua (2025) segue essa mesma proposta. O longa traz intensidade, sensibilidade e drama, tudo isso através de uma narrativa intimista, marcada por reconciliação, conflitos emocionais e cenas em que o silêncio se torna ensurdecedor.

Com atuações expressivas de Miguel Herrán (La Casa de Papel) e Arón Piper (Elite), somadas a uma atmosfera melancólica, o filme nos conduz a uma reflexão sobre perda, amadurecimento e relações humanas.

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Sinopse

A trama segue os soldados Salgado e Reyes, que lutaram em lados opostos na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), e são levados a um campo de prisioneiros na União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Juntos enfrentam o frio extremo, a fome e os horrores da guerra e percebem que unir forças é a única forma de escapar com vida do território inimigo.

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Crítica do filme A Trégua (2025)

O filme nos apresenta personagens que enfrentam dores emocionais profundas enquanto lutam para retomar suas vidas à normalidade. Ao longo da narrativa, os protagonistas são “forçados” a lidar com relações fragilizadas pelo tempo — além de conflitos históricos de cunho separatista presentes na história da Espanha — e procuram encontrar, mesmo que temporariamente, uma “trégua” diante dos conflitos internos e pessoais.

Falando sobre o filme em si, A Trégua possui, como maior trunfo, a forma com que conduz e transmite as emoções dos personagens. A direção de Miguel Ángel Vivas (Seu Filho – 2018) evita grandes exageros dramáticos e aposta em cenas silenciosas, que “convidam” o telespectador a refletir sobre as emoções dos personagens através dos olhares, da fotografia e das ações mostradas em tela.

Cena do filme espanhol A Trégua de 2025 (1)
Foto: Divulgação

As atuações de Arón Piper e Miguel Herrán merecem grande destaque. Miguel entrega uma interpretação emocionalmente intensa e carregada, fazendo-nos mergulhar facilmente na dor e nos conflitos internos de seu personagem, tornando os momentos dramáticos ainda mais impactantes.

Arón nos apresenta uma atuação mais contida, mas que, de forma sutil, contribui — e muito — para a construção de um personagem complexo e que, na opinião deste que vos fala, mais se assemelha aos tons frios e fechados do filme. A química entre os dois atores fortalece a narrativa e facilita para que o espectador compreenda os conflitos apresentados.

Ritmo lento

Apesar da qualidade dramática apresentada, o filme possui um ritmo lento, feito de forma proposital para conseguir abordar diversos pontos propostos pelo diretor. Os momentos de monotonia e os diálogos agora alongados são usados para abordar temas que se assemelham ao nosso cotidiano, sejam eles conflitos familiares e emocionais, a necessidade de perdoar e buscar reconciliação com o próximo ou, talvez o mais tocante deles, o questionamento: “Mesmo estando cercados de pessoas, será que não nos sentimos sós?”

Tudo isso é apresentado em um contexto de pós-guerra, enriquecido por uma fotografia melancólica, ambientes fechados, tons cinzentos e uma trilha sonora que consegue nos aproximar ainda mais dos personagens, fazendo-nos mergulhar em todo o sentimento apresentado em tela.

Vale a pena ver A Trégua?

A Trégua é um drama profundamente sensível e humano, que brilha ao construir uma narrativa emocional, seja através das lentes de Miguel Ángel Vivas, seja através das excelentes atuações de Miguel Herrán e Arón Piper.

Ao apresentar temas densos como solidão, perdão e reconciliação, o filme nos oferece uma experiência reflexiva e marcante, mostrando a nós, espectadores, que muitas vezes as pausas da vida são momentos necessários para compreendermos nossos sentimentos e relações.

Onde assistir ao filme A Trégua?

  • Adrenalina Pura+

Trailer de A Trégua (2025)

YouTube player

Elenco do filme A Trégua

  • Miguel Herrán
  • Arón Piper
  • Arón Piper
  • Javier Pereira
  • Fernando Valdivielso
  • Alejandro Jato
  • Federico Pérez Rey
  • José Pastor
  • Manel Llunell
Escrito por
João Guilherme da Costa dos Santos

Formado em Gestão da Qualidade e atualmente cursando Análise de Dados, sou aficionado por filmes, séries e livros e, agora, estou aqui para compartilhar minhas perspectivas e ideias sobre o mundo das telinhas.

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