Confira a crítica do filme "DJ à Paisana", comédia francesa de 2025 com Vincent Cassel disponível para assistir na Netflix

‘DJ à Paisana’ traz batidas fracas em uma comédia que não deslancha

Foto: Netflix / Divulgação
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Quando se ouve o nome de Vincent Cassel, o que vem à mente são papéis intensos, dramáticos, muitas vezes violentos. No filme “DJ à Paisana”, no entanto, o ator mergulha em um território menos comum: a comédia satírica, ambientada no universo frenético da música eletrônica francesa.

Dirigido por So-Me (Bertrand de Langeron), nome conhecido na cena eletrônica por seu trabalho visual com o selo Ed Banger Records, o longa tenta transformar o glamour e os excessos dos bastidores das pistas em um thriller cômico com ritmo de rave. A proposta é ousada: unir DJing, espionagem e humor em uma narrativa acelerada. Mas será que essa mistura resulta em um verdadeiro banger ou em um remix mal acabado?

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Sinopse do filme DJ à Paisana (2025)

“DJ à Paisana” acompanha Luis, mais conhecido como Scorpex (Vincent Cassel), um DJ francês que vive à sombra do único hit que lançou há 15 anos. Quase esquecido pela cena eletrônica e prestes a perder seu apartamento por dívidas fiscais, ele recebe uma proposta inusitada: colaborar com os serviços de inteligência franceses para se infiltrar na entourage de Vestax (Mister V), uma estrela da música eletrônica envolvida com uma rede internacional de tráfico.

Quem o recruta é Rose (Laura Felpin), uma agente que conhece bem o mundo dos clubes e aposta todas as fichas na improvável missão de transformar Scorpex em agente secreto. Entre batidas eletrônicas, rivalidades no backstage e algumas situações absurdas, o filme tenta equilibrar espionagem, comédia e crítica à indústria musical.

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Crítica de DJ à Paisana, da Netflix

Dirigido por Bertrand de Langeron, o So-Me — veterano do design visual do selo Ed Banger Records —, “DJ à Paisana” surge como um projeto que parecia ter tudo para funcionar: um protagonista carismático, uma premissa absurda e a oportunidade de mergulhar com humor e crítica na cena eletrônica francesa. No entanto, o que se vê na tela é um filme que flerta com muitas ideias, mas não desenvolve nenhuma com profundidade.

Apesar da tentativa de criar algo na linha de Isto é Spinal Tap (1984), mas sem o formato de mockumentary, o roteiro não sustenta o humor nem a espionagem. As piadas variam entre o bizarro gratuito — como homens nus jogando sinuca — e o lugar-comum, e os momentos mais satíricos da trama acabam soando como esquetes isoladas que nunca se conectam de fato.

Vincent Cassel: o (único) maestro da narrativa

O grande trunfo de “DJ à Paisana” é, sem dúvida, a presença de Vincent Cassel. É curioso vê-lo se aventurando na comédia como o decadente Scorpex, tentando provar que ainda tem “aquele som” dentro de si. O ator entrega carisma, tem bom timing cômico e segura as pontas mesmo quando o roteiro falha — o que acontece com frequência. Sua dinâmica com Laura Felpin, que interpreta a pragmática e ácida Rose, rende alguns dos poucos momentos realmente engraçados do longa.

Ainda assim, nem mesmo a força de Cassel consegue salvar um roteiro que parece feito por amigos rindo de piadas internas. O restante do elenco, que inclui nomes conhecidos da comédia francesa como Paul Mirabel e Panayotis Pascot, aparece em participações que mais distraem do que somam.

Um DJ movie sem batida marcante

Se a proposta era trazer uma visão irreverente sobre o universo da música eletrônica, “DJ à Paisana” tropeça no próprio BPM. A trilha assinada pelos belgas 2manydjs é pouco aproveitada, e as cenas de bastidores da produção musical são escassas. A única sequência realmente criativa nesse sentido — em que Scorpex transforma o som de uma sirene em um beat — deixa um gostinho de “por que não mais disso?”.

O filme promete energia e ritmo, mas oferece uma montagem sem coesão, com cenas que se arrastam e outras que passam rápido demais. O clímax, quando enfim tenta abraçar o absurdo de vez, chega tarde demais para reanimar o espectador que já se distraiu com o celular.

Relações desperdiçadas e ideias mal desenvolvidas

A tentativa de explorar a relação pai e filha entre Scorpex e sua filha aspirante a DJ (Nina Zem) se perde em meio ao caos do enredo. Essa subtrama tinha potencial para dar alguma profundidade emocional ao protagonista, mas é relegada ao segundo plano, como um remix mal feito de dramas paternos que outras obras vêm abordando melhor nos últimos anos.

O arco da rivalidade entre Scorpex e Vestax, que poderia sustentar a espinha dorsal do filme, também se mostra raso. Mister V até tenta, mas seu personagem não tem o carisma necessário para fazer frente a Cassel. A trama de espionagem, por sua vez, se desenvolve de forma previsível e sem tensão.

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Conclusão

“DJ à Paisana” tenta ser muitas coisas: sátira musical, comédia de ação, drama de redenção. Mas, no fim das contas, é um filme que soa como uma faixa mal mixada — cheia de boas ideias que se atropelam e não formam uma melodia coesa. Cassel é o grande destaque, e alguns momentos pontuais podem arrancar um sorriso, mas o restante parece um videoclipe estendido demais, que perdeu o timing e a originalidade no meio do caminho.

Se há algo que vale realmente a pena, são os créditos finais — curiosamente, o momento mais criativo e envolvente do filme. Para um longa que se chama “DJ à Paisana”, ironicamente, falta o impacto sonoro e narrativo que seu nome promete.

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Onde assistir ao filme DJ à Paisana?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de DJ à Paisana (2025)

YouTube player

Elenco de DJ à Paisana, da Netflix

  • Vincent Cassel
  • Laura Felpin
  • Mister V
  • Alexis Manenti
  • Nina Zem
  • Déborah Lukumuena
  • Nicolas Maury
  • Philippe Katerine
  • Paul Mirabel
  • Tom Dingler

Ficha técnica do filme DJ à Paisana

  • Título original: Banger
  • Direção: So-Me
  • Gênero: comédia
  • País: França
  • Duração: 90 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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