Bem-vindo, caro leitor! Hoje falaremos sobre um novo lançamento da diretora e atriz Djin Sganzerla, com roteiro desenvolvido em colaboração com a dramaturga Vana Medeiros.
Em uma história de suspense muito bem construída, o filme aborda um assunto delicado e atual: o papel da mulher diante da masculinidade tóxica que, embora aparente estar melhorando, continua viva e presente de maneiras cada vez mais imprevisíveis no mundo tecnológico contemporâneo.
Sinopse
Cléo (Djin Sganzerla, de Capitu e o Capítulo) é uma astrônoma que vive em São Paulo. Casada com o advogado Tony (Sergio Guizé, de Êta Mundo Melhor!), aparentemente leva uma vida tranquila ao lado de um marido carinhoso e atencioso, especialmente agora que está grávida.
Em determinado momento, Cléo recebe a visita de sua meia-irmã Nalu (Lian Gaia, de Vai na Fé), com quem não tinha contato há muitos anos. Nalu traz notícias nada agradáveis, mas uma amizade se reestabelece entre elas. Logo, Nalu se tornará peça essencial no que está por acontecer na vida de Cléo, revelando a realidade agressiva que emerge em torno de seu casamento.
Crítica do filme brasileiro Eclipse (2026)
Nalu trabalha como administradora financeira em uma fazenda e é constantemente assediada por Felipe (Pedro Goifman, de Coisa de Menino), filho do proprietário Roberto (Luis Melo, de O Auto da Compadecida), que tenta convencê-la a se relacionar com o rapaz.
Na noite do aniversário de 18 anos de Felipe, Nalu é convidada para a festa. Ao chegar ao galpão, porém, encontra apenas o jovem, que tenta violentá-la. Ela se defende, deixando-o gravemente ferido, e se vê obrigada a fugir.
É então que vai a São Paulo procurar Cléo para contar sobre o pai de ambas — revelando o verdadeiro motivo da morte da mãe e os abusos que sofria dele, explicando por que Nalu havia saído de casa anos antes.

Cléo sofre seu primeiro revés ao ter que confrontar a verdadeira natureza do pai que tanto admirava. Em seguida, ela começa a desconfiar das atitudes suspeitas de Tony, quando este se propõe a viajar ao interior para acompanhar o tratamento da mãe, supostamente doente.
Com a ajuda de Nalu, Cléo rastreia os caminhos de Tony e descobre um site que ele frequenta — um portal que oficialmente não existe, mas que no mundo real possui diversos similares — onde homens com perfis doentios combinam e executam relatos de abusos de todos os tipos, representando a face mais sombria da masculinidade tóxica.
Por fim, a trama culmina no resultado da colaboração entre Cléo e Nalu, enquanto esta ainda precisa fugir dos capangas de Roberto.
Conclusão
Vivemos tempos em que a violência contra a mulher é cada vez mais exposta: as redes sociais mostram homens que não aceitam “não” como resposta, a televisão continua denunciando a agressividade desses chamados “homens tradicionais”, e a internet — desde seu início, com a deep web — oferece refúgio para quem busca saciar vícios doentios relacionados à sexualidade e agressividade, enganando suas famílias e criando novos caminhos destrutivos.
Este filme reflete aquilo a que qualquer pessoa deveria estar atenta no dia a dia — seja com filhos, amigos, maridos ou companheiros —, denunciando situações que possam afetar mulheres, independentemente de sua idade.
O roteiro é muito bem construído, com ótimas interpretações, áudio de excelente qualidade (sem ser encoberto pela trilha sonora) e cenas de terror psicológico muito bem dirigidas por Djin. Além disso, traz uma linda referência mítica sobre o eclipse na visão indígena e o papel da onça-pintada em nossa natureza — cenas belíssimas que funcionam como quadros enquanto a história se desenrola.
Vale ir ao cinema para assistir e estar atento a tudo que nos rodeia. Masculinidade e feminilidade devem coexistir pelo amor, respeito e continuidade da raça humana — mas sem toxicidade!
Um balde de pipoca e um guaraná zero gelado. Bom filme!
Onde assistir ao filme brasileiro Eclipse?
O filme estreia nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros.
Trailer de Eclipse, filme brasileiro de 2026
Eclipse: conheça o elenco do filme brasileiro
- Djin Sganzerla
- Sergio Guizé
- Lian Gaia
- Selma Egrei
- Helena Ignez
- Luís Melo
- Clarisse Abujamra
- Gilda Nomacce
- Pedro Goifman
- Julia Katharine


















