Mia Hansen com muletas e óculos em cena no filme Ela Escolhe Perdoar de 2025 (1)

‘Ela Escolhe Perdoar’: o novo drama da Netflix que vai testar o seu coração

Foto: Divulgação
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Se você está procurando aquele drama perfeito para assistir no sofá de casa com um lencinho do lado, Ela Escolhe Perdoar (título original Forgiveness Girl) é a pedida ideal na Netflix. Dirigido por Rob Diamond, o filme lançado em 2025 aposta em uma narrativa carregada de peso emocional, voltada para debates sobre empatia, fé e a força da comunidade.

Mas será que a obra consegue se sustentar através da sua mensagem inspiradora ou acaba escorregando nas armadilhas comuns dos filmes religiosos? É o que vamos entender agora.

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Sinopse

A história nos apresenta Annie Timmons, uma jovem que vive com paralisia cerebral e enfrenta episódios diários de crueldade, exclusão e isolamento causados pelo bullying no ambiente escolar. A rotina densa da garota ganha um novo respiro quando ela cria uma amizade maravilhosa e inesperada com Jordan, a nova aluna do colégio.

Juntas, as duas constroem um laço genuíno que desafia as brincadeiras maldosas, porém novos dilemas (que envolvem desde a automutilação até diagnósticos graves) acabam colocando o relacionamento à prova, exigindo que Annie encontre na espiritualidade a coragem necessária para tomar uma decisão muito difícil: perdoar.

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Crítica do filme Ela Escolhe Perdoar

Atuações que seguram a barra do roteiro

O grande acerto de Ela Escolhe Perdoar é fugir de reviravoltas mirabolantes para focar 100% no desenvolvimento humano de sua protagonista. A dinâmica entre as atrizes Mia Hansen e Ryann Bailey é o coração da história, trazendo uma naturalidade muito bem-vinda para os conflitos que surgem na tela.

Embora grande parte dos personagens secundários — principalmente os opressores da escola — caiam no velho estereótipo raso do “valentão de colégio”, as protagonistas entregam interpretações sensíveis que te conectam com a dor delas. Ponto positivo também para a dublagem nacional, que soube adaptar as vozes com muita qualidade e ajuda na imersão.

Mia Hansen com óculos em cena do filme Ela Escolhe Perdoar de 2025 (1)
Foto: Divulgação

A abordagem da fé: do conforto ao clichê forçado

O modo como a espiritualidade movimenta a trama é, de longe, o ponto mais divisivo. Por um lado, a direção de Rob Diamond tenta construir o perdão não como uma mágica instantânea, mas sim como um processo doloroso e que exige maturidade. Para muitas famílias, a mensagem serve como um pilar de acolhimento excelente para jovens enfrentando ansiedade e a necessidade de aceitação. Por outro lado, o filme escorrega feio em momentos que soam excessivamente artificiais e quase panfletários.

A inserção, por exemplo, de um arco dramático de câncer jogado quase no fim da história causa estranheza, e a maneira como problemas gravíssimos — como a tentativa de suicídio — recebem contornos de discursos sobre “pecado” certamente vai incomodar quem busca uma abordagem menos moralista. Para os mais céticos, a narrativa passa a sensação irreal de que “basta ter fé para que todas as doenças sumam”, afastando a obra da realidade complexa e crua da vida.

Simplicidade técnica direta ao ponto

Na parte visual, Rob Diamond opta por jogar no seguro e fazer o básico bem feito. Você não vai encontrar grandes estripulias de câmera ou visuais estonteantes. Com uma fotografia que aposta em tons mais quentes e uma trilha sonora que sabe embalar as lágrimas na hora certa, a parte técnica do longa entende que está ali apenas como suporte. O brilho está na sinceridade da mensagem, mesmo quando a obra flerta descaradamente com a fórmula de bolo dos dramas inspiracionais.

Ela Escolhe Perdoar é bom?

No fim das contas, Ela Escolhe Perdoar é aquele típico filme para refletir e chorar sem grandes compromissos cinematográficos. Ele definitivamente não vai inovar a indústria e suas decisões criativas mais clichês no âmbito religioso podem gerar revirar de olhos.

Porém, se você decidir comprar a ideia, perdoar os tropeços do roteiro e focar na construção da amizade de Annie e Jordan, encontrará um relato muito digno sobre compaixão e sobre o peso devastador que nossas atitudes podem ter na vida de pessoas fragilizadas. É simples, mas toca onde precisa tocar.

Onde assistir ao filme Ela Escolhe Perdoar?

  • Netflix

Trailer de Ela Escolhe Perdoar (2025)

YouTube player

Elenco do filme Ela Escolhe Perdoar, Netflix

  • Scarlett Diamond
  • Mia Hansen
  • Ryann Bailey
  • Rosie Darling
  • Danny James
  • Melinda Yeaman
  • Walter Platz
  • John Fricke
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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