Confira a crítica completa do filme "Joy", drama de 2024 com Thomasin McKenzie disponível para assistir na Netflix

‘Joy’ é um tributo às pioneiras da ciência e ao sonho de ser mãe

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

“Joy” é um filme que transcende sua narrativa histórica para tocar em questões profundamente humanas, como o desejo de formar uma família, as barreiras impostas pelo conservadorismo e o papel das mulheres na ciência.

Com direção de Ben Taylor, o longa aborda o nascimento da fertilização in vitro (FIV), uma das maiores conquistas científicas do século XX. No entanto, seu maior mérito está em trazer à tona a figura de Jean Purdy, uma heroína cujas contribuições foram por muito tempo subestimadas.

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse do filme Joy (2024)

A trama acompanha o trabalho árduo de Robert Edwards (James Norton), Patrick Steptoe (Bill Nighy) e Jean Purdy (Thomasin McKenzie), o trio responsável por tornar a FIV uma realidade.

Enfrentando ceticismo da comunidade científica, críticas religiosas e ataques da mídia, os três cientistas dedicam anos de suas vidas a um objetivo comum: ajudar casais inférteis a realizarem o sonho de ter filhos.

O filme se passa principalmente entre Cambridge e Oldham, locais emblemáticos para o desenvolvimento dessa técnica pioneira, culminando no nascimento histórico de Louise Brown, o primeiro “bebê de proveta”, em 1978.

Você também pode gostar disso:

+ Apesar dos clichês, ‘Troca de Bebês 2’ conquista com elenco carismático e momentos genuínos de emoção

+ ‘Alien: Romulus’ honra a essência da franquia e introduz novos elementos

+ Roteiro clichê desperdiça elenco talentoso de ‘O Candidato Independente’

Crítica de Joy, da Netflix

“Joy” se destaca por sua abordagem sensível e equilibrada, oferecendo um retrato honesto das dificuldades enfrentadas pelos pesquisadores. Thomasin McKenzie brilha como Jean Purdy, conferindo à personagem uma mistura de determinação e vulnerabilidade que captura a essência de sua jornada pessoal e profissional.

Apesar da pouca idade, McKenzie consegue transmitir a maturidade exigida por uma história que atravessa mais de uma década. Ao seu lado, Bill Nighy, com sua habitual elegância cínica, dá vida ao cirurgião Patrick Steptoe, enquanto James Norton interpreta o idealista Robert Edwards com paixão convincente.

O roteiro equilibra momentos de humor, dor e superação, mas tropeça ao incorporar elementos dramatizados, como o conflito religioso entre Purdy e sua mãe. Embora esses detalhes ampliem a dimensão pessoal da narrativa, eles podem soar forçados para quem conhece os fatos históricos. Ainda assim, o filme oferece uma reflexão relevante sobre o papel das mulheres na ciência, destacando como as contribuições de Purdy foram ignoradas por décadas.

A atmosfera dos anos 1970 é capturada com precisão, desde as cores desbotadas da fotografia até as tensões sociais e morais que permeiam a trama. No entanto, o foco limitado nas pacientes que participaram dos testes da FIV deixa um vazio emocional. Enquanto os dilemas científicos e éticos são explorados em profundidade, a ausência de uma conexão mais significativa com essas mulheres impede que o filme alcance todo o seu potencial emotivo.

Outro ponto forte é a química entre os protagonistas. O trio transmite uma sensação genuína de parceria, especialmente nos momentos de frustração e celebração. As cenas em que eles compartilham refeições simples em restaurantes de beira de estrada ou discutem os próximos passos do projeto refletem a humanidade por trás do avanço científico.

Acompanhe o Flixlândia no Google Notícias e fique por dentro do mundo dos filmes e séries do streaming

Conclusão

“Joy” é um filme que celebra a persistência e o trabalho coletivo, destacando o impacto duradouro de uma descoberta que mudou milhões de vidas. Embora peque em alguns aspectos narrativos, sua força reside nas performances dos atores e na homenagem tardia, mas merecida, à cientista Jean Purdy. É um lembrete de que, por trás de cada marco científico, há histórias de sacrifício, resiliência e luta por reconhecimento.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Instagram
Twitter
TikTok
YouTube

Onde assistir ao filme Joy?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Joy (2024)

YouTube player

Elenco de Joy, da Netflix

  • Thomasin McKenzie
  • James Norton
  • Bill Nighy
  • Joanna Scanlan
  • Tanya Moodie
  • Rish Shah
  • Charlie Murphy
  • Ella Bruccoleri
  • Louisa Harland
  • Jemima Rooper

Ficha técnica do filme Joy

  • Título original: Joy
  • Direção: Ben Taylor
  • Roteiro: Jack Thorne, Rachel Mason, Emma Gordon
  • Gênero: drama
  • País: Reino Unido
  • Duração: 115 minutos
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Dinheiro Suspeito resenha crítica do filme Netflix 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Dinheiro Suspeito’ e o retorno dos ‘parças’ em um thriller de suar as mãos

Quem diria que ver dois “cinquentões” berrando jargões policiais um com o...

Sentença de Morte 2025 resenha crítica do filme Prime Video Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Sentença de Morte’: carisma do elenco salva roteiro genérico

Sabe aquele filme que você olha o elenco e pensa: “Isso tem...

Hamnet A Vida Antes de Hamlet 2026 resenha crítica do filme Flixlândia 2025
Críticas

[CRÍTICA] ‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’ e o exorcismo emocional de William Shakespeare

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet é o novo longa-metragem dirigido pela...

Extermínio 4 O Templo dos Ossos resenha crítica do filme 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Extermínio: O Templo dos Ossos’: Ralph Fiennes e a arte de salvar o fim do mundo

Olá, caro leitor. Bem-vindo! Qualquer roteiro que siga a receita de doenças...

Ato Noturno 2026 resenha crítica do filme brasileiro Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Ato Noturno’ é uma obra provocativa e um ótimo exemplo do cinema de arte

Ato Noturno é um suspense erótico brasileiro dirigido pela dupla Filipe Matzembacher...

Confiança resenha crítica do filme 2025 Paramount Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Confiança’ traz um roteiro ilógico com personagens irracionais

Sabe aquele filme que você começa a assistir torcendo para que a...

O Palhaço no Milharal resenha crítica do filme 2025 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘O Palhaço no Milharal’: terror despretensioso diverte ao abraçar o próprio exagero

Todo ano surgem filmes de terror que prometem reinventar o gênero, discutir...