Confira a crítica do filme "Alien: Romulus", ficção científica de 2024 disponível para assistir no Disney+

‘Alien: Romulus’ honra a essência da franquia e introduz novos elementos

Foto: Disney+ / Divulgação
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Após anos de altos e baixos, “Alien: Romulus” marca uma virada decisiva para a franquia que redefiniu o terror e a ficção científica no cinema. Sob a direção habilidosa de Fede Álvarez, conhecido por A Morte do Demônio e O Homem nas Trevas, o novo capítulo resgata o horror claustrofóbico do filme original e a ação frenética de sua sequência, Aliens: O Resgate.

Mas o que torna “Alien: Romulus” um marco é sua habilidade de equilibrar nostalgia e inovação, trazendo discussões contemporâneas sobre tecnologia e humanidade.

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Sinopse do filme Alien: Romulus (2024)

Ambientado entre Alien, o 8° Passageiro (1979) e Aliens: O Resgate (1986), “Alien: Romulus” segue um grupo de jovens colonizadores espaciais vivendo em condições precárias sob o domínio da megacorporação Weyland-Yutani.

Liderados pela engenhosa Rain (Cailee Spaeny) e acompanhados pelo androide Andy (David Jonsson), eles decidem invadir uma estação espacial abandonada em busca de criopods que possam levá-los para um futuro melhor. Contudo, ao explorarem o local, descobrem formas de vida alienígena aterrorizantes que transformarão sua missão de roubo em uma luta desesperada por sobrevivência.

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Crítica de Alien: Romulus, do Disney+

Fede Álvarez demonstra profundo respeito pela herança de Alien, mas não se contenta em apenas revisitar o passado. Sua direção combina tensão crescente e momentos de puro terror, honrando o legado de Ridley Scott e James Cameron enquanto imprime sua própria marca.

A escolha de uma narrativa linear, quase gamificada, amplifica a sensação de perigo iminente, com cada passo do grupo sendo um mergulho mais profundo no desconhecido.

O roteiro, escrito por Álvarez e Rodo Sayagues, é eficiente em apresentar personagens cativantes e bem definidos. Rain, interpretada brilhantemente por Cailee Spaeny, se destaca como uma protagonista resiliente e emocionalmente complexa.

Sua relação com Andy, o androide interpretado por David Jonsson, confere ao filme um núcleo emocional forte, contrapondo empatia e tecnologia de maneira impactante.

Espetáculo visual

Visualmente, “Alien: Romulus” é um espetáculo. A fotografia de Galo Olivares e os impecáveis efeitos práticos recriam a atmosfera claustrofóbica que é marca registrada da franquia.

As criaturas, especialmente os Facehuggers e Xenomorfos, são apresentadas de forma ainda mais assustadora, com cenas de horror corporal que remetem ao estilo visceral de A Morte do Demônio. Além disso, as referências ao design icônico de H.R. Giger são cuidadosamente integradas, homenageando o passado sem cair no mero fan service.

Contudo, algumas conexões com capítulos anteriores da franquia podem parecer forçadas, e o uso de efeitos digitais em momentos específicos pode desagradar os mais puristas. Apesar disso, essas escolhas não comprometem o impacto geral da trama, que permanece coesa e envolvente.

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Conclusão

“Alien: Romulus” é um triunfo que revitaliza a franquia, equilibrando reverência ao passado com ideias frescas e ousadas. Fede Álvarez entrega um filme que honra a essência do horror espacial, ao mesmo tempo em que introduz elementos contemporâneos que ressoam com o público atual.

É uma experiência imersiva, tensa e, acima de tudo, uma lembrança de que o universo de Alien ainda tem muito a oferecer. Para fãs de longa data e novos espectadores, “Romulus” é um convite irresistível ao horror no espaço.

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Onde assistir ao filme Alien: Romulus?

O filme está disponível para assistir no Disney+.

Trailer de Alien: Romulus (2024)

YouTube player

Elenco de Alien: Romulus, do Disney+

  • Cailee Spaeny
  • David Jonsson
  • Archie Renaux
  • Isabela Merced
  • Spike Fearn
  • Aileen Wu
  • Rosie Ede
  • Soma Simon

Ficha técnica do filme Alien: Romulus

  • Título original: Alien: Romulus
  • Direção: Fede Alvarez
  • Roteiro: Fede Alvarez, Rodo Sayagues
  • Gênero: ficção científica, terror, suspense
  • País: Reino Unido, Estados Unidos, Hungria, Austrália, Nova Zelândia, Canadá
  • Duração: 120 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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