Landman temporada 2 episódio 10 resenha crítica da série Paramount+ Flixlândia (1)

O fim da M-Tex e o renascimento dos Norris: crítica do final da 2ª temporada de ‘Landman’

Foto: Paramount+ / Divulgação
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Se você achou que a segunda temporada de Landman ia terminar com um simples gancho para o próximo ano, pensou errado. O episódio final, intitulado “Tragédia e Moscas”, não apenas fecha ciclos, mas praticamente demole a estrutura da série para reconstruí-la do zero.

Taylor Sheridan, o criador por trás desse universo bruto, prova mais uma vez por que é um dos nomes mais fortes da televisão atual, entregando um desfecho que mistura drama corporativo, tensão familiar e aquele toque de “velho oeste moderno” que a gente adora. Com uma audiência que cresceu absurdos 262% em relação à estreia da primeira temporada, a série solidificou seu lugar, e esse final explica o porquê.

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Sinopse

O episódio começa com Tommy Norris (Billy Bob Thornton) no fundo do poço — ou quase isso. Após ser demitido da M-Tex pela CEO Cami Miller (Demi Moore) por divergências sobre o futuro da empresa, Tommy se vê sem chão e questionando se ainda quer continuar nessa vida de “landman”. Enquanto isso, a situação do filho dele, Cooper, vai de mal a pior: o homem que ele agrediu para defender a noiva Ariana morre no hospital, e a polícia ameaça indiciá-lo por homicídio, já que as câmeras registraram 17 socos brutais.

No meio desse furacão, Tommy decide não baixar a cabeça. Ele recusa propostas de emprego na Chevron e faz uma jogada arriscada: busca financiamento com Gallino (Andy Garcia), um investidor com conexões duvidosas, para fundar sua própria companhia, a CTT Oil Exploration and Cattle. Ao mesmo tempo, Cami tenta promover Nate à presidência da M-Tex, mas ele, num gesto de lealdade e autopreservação, pede demissão, deixando a gigante do petróleo à deriva.

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Resenha crítica do episódio 10 da temporada 2 de Landman

Billy Bob Thornton: a alma do negócio

Não dá para falar desse final sem tirar o chapéu para Billy Bob Thornton. Ele carrega a série nas costas, entregando uma performance cheia de nuances,. A maneira como ele retrata o estresse de Tommy — engolindo antiácidos como se fossem balas — resume perfeitamente a pressão de um homem que precisa tomar decisões de vida ou morte a cada minuto.

A cena em que ele desafia Deus na estrada, pouco antes de escapar milagrosamente de um acidente de carro massivo, é um dos pontos altos, simbolizando que, apesar de tudo, ele ainda não “perdeu” o jogo para o destino.

A ascensão da família Norris (e a queda da M-Tex)

O roteiro acerta em cheio ao transformar a crise profissional de Tommy em uma oportunidade de união familiar. A criação da “CTT” (sigla para Cooper, Thomas e Tommy) não é apenas um negócio; é uma declaração de independência. Ver Tommy se aliar ao pai, interpretado pelo lendário Sam Elliott, traz uma camada extra de emoção, explorando uma relação pai e filho que é dura, mas magnética.

O interessante aqui é a inclusão curiosa de “Cattle” (Gado) no nome da empresa. Pode parecer estranho para uma petroleira, mas o episódio explica de forma bem pragmática: era o único nome disponível legalmente no registro. Esse tipo de detalhe técnico misturado com a grandiosidade dos eventos é a assinatura da série. Além disso, a jogada de Tommy ao pegar o dinheiro “sujo” de Gallino (62 milhões de dólares) cria uma tensão deliciosa para a terceira temporada, colocando a família Norris diretamente na mira de problemas muito maiores que simples poços de petróleo.

Landman 2 temporada 10 episódio resenha crítica da série Paramount+ Flixlândia
Foto: Paramount+ / Divulgação

Conveniências de roteiro x evolução de personagem

Se o episódio tem um defeito, é a resolução um tanto conveniente do arco do Cooper. A tensão construída sobre a acusação de homicídio foi imensa, com a advogada Rebecca Falcone (que roubou a cena, diga-se de passagem) pronta para a guerra. No entanto, descobrir que a “vítima” morreu de um ataque cardíaco e não pelos socos de Cooper soou como uma saída fácil para livrar o garoto da prisão sem grandes consequências legais.

Ainda assim, esse deslize é perdoável porque serviu ao propósito maior de amadurecer Cooper. Ele sai dessa experiência não apenas livre, mas como presidente da nova empresa da família, forçado a crescer na marra.

O simbolismo do coiote

O final traz de volta o simbolismo do coiote, algo que já vimos na primeira temporada. Desta vez, Tommy observa o animal ao pôr do sol não como uma ameaça de morte, mas como um sinal de sobrevivência. É um toque poético num show que geralmente é pura testosterona e graxa. Mostra que Tommy parou de tentar fugir do negócio do petróleo e decidiu reivindicá-lo em seus próprios termos.

Conclusão

O episódio 10 da temporada 2 de Landman funciona menos como uma conclusão e mais como uma evolução. Ao desmantelar a M-Tex e fundar a CTT, a série se reinventa, prometendo uma terceira temporada focada em consequências, lealdade e o perigo de se associar ao dinheiro do crime.

Apesar de algumas soluções de roteiro que facilitaram a vida dos protagonistas, o saldo é extremamente positivo. Tommy Norris sobreviveu à tempestade, e agora o “landman” é dono de sua própria terra. Que venha a próxima temporada.

Onde assistir à temporada 2 de Landman?

Trailer da 2ª temporada de Landman

YouTube player

Elenco da segunda temporada de Landman

  • Billy Bob Thornton
  • Demi Moore
  • Andy Garcia
  • Ali Larter
  • Michelle Randolph
  • Jacob Lofland
  • Jon Hamm
Escrito por
Juliana Cunha

Editora na ESPN Brasil e fã de cultura pop, Juliana se classifica como uma nerd saudosa dos grandes feitos da Marvel.

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