crítica do filme Mantis da Netflix 2025 - Flixlândia

‘Mantis’ não consegue se sustentar sozinho

Filme é um spin-off de 'Kill Boksoon'

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

Em 2023, o filme sul-coreano Kill Boksoon apareceu como um sucesso surpreendente na Netflix, conquistando a crítica e o público com sua mistura de ação estilizada e um drama humano profundo. A história de Gil Bok-soon, uma assassina de elite em crise de consciência, ressoou com a audiência, explorando a complexa dualidade entre ser uma mãe e a “melhor faca” do mercado.

Agora, o diretor Byun Sung-hyun e o roteirista Lee Tae-sung retornam a este universo com Mantis, um spin-off que se propõe a explorar as consequências do final explosivo de seu predecessor. O filme nos joga de volta a um submundo de assassinos em completo caos, onde a ordem imposta pela lendária M.K. Ent. desmoronou.

➡️ Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

O filme Mantis retoma a narrativa imediatamente após os eventos de Kill Boksoon. Com a queda de Cha Min-kyu e sua irmã, a poderosa M.K. Ent. entra em colapso, deixando um enorme vácuo de poder na indústria de matadores de aluguel.

É nesse cenário de anarquia que Lee Han-ul (Yim Si-wan), o Mantis do título e um agente habilidoso, porém arrogante, retorna de férias. Ele se junta à sua colega de treinamento Jae-yi (Park Gyu-young) e busca a orientação de seu mentor Dok-go (Jo Woo-jin), um ex-assassino lendário.

Juntos, eles se lançam em uma disputa caótica para preencher o vazio deixado pela M.K. e dominar o jogo dos assassinos de aluguel. A trama se desenrola em meio a novas alianças, traições e a luta pela sobrevivência em um mundo sem regras.

➡️ Siga o Flixlândia no WhatsApp e fique por dentro das novidades de filmes, séries e streamings

Crítica

Enquanto Kill Boksoon se destacava por sua narrativa focada e rica em construção de personagens, Mantis perde essa qualidade crucial. O filme original era, acima de tudo, uma jornada pessoal de uma assassina, explorando a crise de identidade dela e a relação complexa com sua filha. Os elementos do submundo e as regras da M.K. Ent. serviam como pano de fundo para aprofundar o dilema moral de Boksoon, adicionando mistério e estrutura à sua história.

Em Mantis, esses elementos, que antes eram coadjuvantes, se tornam o foco principal. O filme se dedica a um emaranhado de diálogos sobre estruturas de poder, desemprego entre os assassinos e a criação de novas empresas, mas falha em usar isso para desenvolver seus protagonistas. O resultado é uma trama que parece ter a ambição de ser uma epopeia do submundo, mas que carece da mesma profundidade emocional que fez o primeiro filme um sucesso.

➡️ Acompanhe o Flixlândia no Google Notícias e fique por dentro do mundo dos filmes e séries do streaming

Protagonistas que lutam para se conectar

A escolha de Mantis como protagonista já era questionável. O personagem, embora talentoso, foi apenas uma menção passageira no filme anterior. E, ironicamente, ele não consegue carregar o peso da trama. Lee Han-ul, o Mantis, começa como um arrogante prodígio, mas essa personalidade desaparece rapidamente, dando lugar a um personagem cuja única motivação parece ser satisfazer as necessidades de sua amiga Jae-yi. O filme falha em justificar suas ações e sacrifícios, deixando o espectador com a sensação de que ele é um protagonista passivo, meramente arrastado pelos eventos.

A personagem de Jae-yi, por sua vez, é muito mais interessante. Ela tem uma motivação clara e uma história de redenção que ecoa a do mentor Dok-go. Sua raiva reprimida e a necessidade de provar seu valor brilham nas cenas de ação e em suas interações. Em muitos momentos, o filme parece ser sobre ela, e seria muito mais envolvente se tivesse seguido sua jornada como líder. A química entre os atores Yim Si-wan e Park Gyu-young é inegável, mas a dinâmica “será que eles ficam juntos?” é superficial e prejudica o desenvolvimento de ambos os personagens.

➡️ ‘Kygo: Back at the Bowl’: show de DJ impressiona pela qualidade técnica, mas é morno e previsível
➡️ ‘Zoopocalipse’ é uma introdução perfeita para o terror infantil, com muito neon e carisma
➡️ ‘Os Estranhos – Capítulo 2’ melhora o primeiro, mas piora a franquia

Ação e estilo visuais

No que diz respeito à estética e às sequências de luta, Mantis mantém o nível. As cenas de combate são bem coreografadas e estilizadas, capturando a brutalidade e a fluidez do estilo de luta com lâminas. O diretor Lee Tae-sung demonstra um olhar apurado para a estética, com uma cinematografia vibrante e close-ups que buscam expressar a emoção dos personagens.

No entanto, a ação carece da mesma faísca e intensidade do filme anterior. O estilo de luta da nova geração de assassinos, embora habilidoso, parece menos lendário e mais contido. O confronto final, que deveria ser o clímax da tensão, não atinge o mesmo patamar de intensidade do primeiro filme, que tinha sequências de luta impactantes e narrativamente justificadas.

➡️ Quer saber mais sobre filmes, séries e  streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo Instagram, X, TikTok e YouTube, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Conclusão

Mantis é um filme que, apesar de sua promessa, se esforça para se sustentar. Ele oferece entretenimento sólido com coreografias de luta impressionantes e boas atuações de seu elenco principal, especialmente de Park Gyu-young, que rouba a cena.

Contudo, a produção falha em sua tentativa de expandir o universo de Kill Boksoon de forma significativa. Ao trocar a profundidade emocional do original por um enredo previsível e um protagonista sem carisma, Mantis se torna uma história genérica sobre ambição e poder, que não adiciona nada de novo ao já batido gênero de guildas de assassinos.

O filme é uma extensão, ou talvez um epílogo, para os fãs que ficaram curiosos sobre o destino do submundo, mas não uma obra que se sustenta sozinha. Ele nos deixa com a impressão de que, em vez de se tornar um novo capítulo memorável, Mantis é apenas uma sombra de Kill Boksoon, lutando para encontrar seu lugar em um universo que já foi dominado por uma figura muito mais cativante. Se a ideia era iniciar um “universo cinematográfico”, Mantis deu o primeiro passo, mas com a perna errada.

Onde assistir ao filme Mantis?

O filme está disponível para assistir na Netfix.

Veja o trailer de Mantis (2025)

YouTube player

Quem está no elenco de Mantis, da Netflix?

  • Yim Si-wan
  • Park Gyu-young
  • Jo Woo-jin
  • Jeon Bae-soo
  • Bae Gang-hee
  • Hwang Seong-bin
  • Yu Su-bin
  • Choi Hyun-wook
  • Kim Jun-bae
  • Park Kang-sup
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
King Ivory Vício das ruas filme 2025
Críticas

Chega ao streaming ‘King Ivory’, o thriller que chocou festivais e expõe a epidemia de fentanil de forma crua

O cinema policial norte-americano frequentemente flerta com a espetacularização da violência, transformando...

Como Perder Sua Popularidade filme 2026 Netflix
Críticas

‘Como Perder Sua Popularidade’ é a pedida perfeita para o seu fim de semana

Toda idade carrega suas próprias urgências e batalhas dramáticas. Quando a juventude...

unabomber filme de 2026 da netflix história real crítica final explicado
Críticas

‘Unabomber’: Russell Crowe e Jacob Tremblay brilham em thriller psicológico divisivo

Disponível no catálogo da Netflix, o filme Unabomber (2026), dirigido pelo cineasta...

crédito Olhar Filmes VIRTUOSAS filme brasileiro 2026 crítica final explicado elenco (3)
Críticas

‘Virtuosas’: o retiro do terror e do conservadorismo em uma hipnótica sátira social

O cinema de horror brasileiro encontrou no extremismo político e na instrumentalização...

Marjorie Estiano e Alexandre Nero no filme brasileiro Precisamos Falar
Críticas

‘Precisamos Falar’ disseca a impunidade e os privilégios da elite em thriller sufocante

O filme brasileiro Precisamos Falar, thriller psicológico dirigido por Pedro Waddington e...

Coração Selvagem crítica do filme de 2026
Críticas

‘Coração Selvagem’ vai além das lágrimas em uma visceral jornada de sobrevivência

É um clichê quase inescapável dizer que produções estreladas por animais são...

A Hipótese do Amor filme de 2026 do Prime Video
Críticas

‘A Hipótese do Amor’: a química irresistível entre a ciência, o romance e a redenção da comédia romântica

Há algo de profundamente reconfortante no ritual da comédia romântica. Em uma...

Isto Não É Um Teste filme (2025)
Críticas

‘Isto Não É Um Teste’: filme de zumbi em escola fica de recuperação

Fazer um filme de zumbis em 2026 é algo, no mínimo, audacioso....