Matéria Escura crítica da série Apple TV Plus 2024

‘Matéria Escura’ tropeça na falta de dinamismo emocional

Foto: Apple TV+ / Divulgação
Compartilhe

A série “Matéria Escura” (Dark Matter), a mais recente adaptação da obra de Blake Crouch para a Apple TV+, promete uma imersão em um mundo de realidades alternativas e decisões que poderiam ter mudado a vida de seu protagonista, Jason Dessen. A série começa com uma premissa intrigante, mas será que ela consegue manter o interesse do espectador ou vai cair no esquecimento? É o que vamos descobrir a partir de agora.

Leia também:

Sinopse da série Matéria Escura (2024)

“Matéria Escura” é uma história sobre o caminho não percorrido. A série seguirá Jason Dessen (Joel Edgerton), um físico, professor e pai de família que – uma noite enquanto caminhava para casa nas ruas de Chicago – é sequestrado para uma versão alternativa de sua vida.

A maravilha rapidamente se transforma em pesadelo quando ele tenta retornar à sua realidade em meio à paisagem alucinante de vidas que ele poderia ter vivido. Neste labirinto de realidades, ele embarca em uma jornada angustiante para retornar à sua verdadeira família e salvá-la do inimigo mais terrível e imbatível que se possa imaginar: ele mesmo.

Leia mais críticas de séries da Apple TV+

Matéria Escura crítica da série Apple TV+ 2024
Cena da série “Matéria Escura” (Foto: Apple TV+ / Divulgação)

Crítica de Matéria Escura, da Apple TV+

Os dois primeiros episódios de “Matéria Escura” apresentam uma mistura de ficção científica e drama que tenta, mas nem sempre consegue, capturar a atenção do espectador. Joel Edgerton entrega uma atuação sóbria, interpretando duas versões de Jason com nuances mínimas que, embora intencionais, às vezes confundem mais do que esclarecem. A série tenta aprofundar um multiverso complexo onde cada escolha leva a uma nova realidade, mas frequentemente se perde em explicações técnicas e detalhes que retardam o ritmo.

A fotografia e o tom sombrio são eficazes em criar uma atmosfera de suspense, mas a falta de variação tonal torna a experiência algo monótona. A direção de Jakob Verbruggen nos primeiros episódios opta por uma abordagem estilística que, embora visualmente impressionante, muitas vezes deixa a narrativa em segundo plano.

Além disso, a série sofre com o desenvolvimento de personagens coadjuvantes e subtramas que parecem desconectadas ou não totalmente realizadas, dificultando a imersão total na história. Jennifer Connelly e Alice Braga, apesar de talentosas, recebem pouco material com o qual trabalhar, deixando suas personagens um tanto unidimensionais.

Leia críticas de filmes da Apple TV+

Conclusão

“Matéria Escura” é uma série ambiciosa que tenta entrelaçar conceitos de física quântica com dilemas humanos e éticos. No entanto, os primeiros episódios tropeçam em sua própria complexidade e falta de dinamismo emocional.

Apesar de alguns momentos visualmente impressionantes e ideias promissoras sobre identidade e escolhas, a produção da Apple TV+ luta para manter uma narrativa coerente e envolvente. Resta esperar que os episódios subsequentes possam resolver essas questões e explorar melhor o potencial de sua premissa intrigante.

  • Vai comprar na Amazon? Então ajude o Flixlândia adquirindo seus produtos pelo nosso link: https://amzn.to/41fnLbN

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Onde assistir à série Matéria Escura (2024)?

“Matéria Escura” está disponível para assinantes da Apple TV+.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Trailer de Matéria Escura, da Apple TV+

YouTube player

Elenco da série Matéria Escura

  • Joel Edgerton
  • Jennifer Connelly
  • Oakes Fegley
  • Alice Braga
  • Jimmi Simpson
  • Dayo Okeniyi
  • Marquita Brooks
  • Amanda Brugel

Ficha técnica de Matéria Escura (2024)

  • Título original da série: Dark Matter
  • Criação: Blake Crouch
  • Direção: Jakob Verbruggen, Roxann Dawson, Logan George, Celine Held, Alik Sakharov
  • Roteiro: Blake Crouch, Megan McDonnell, Jacquelyn Ben-Zekry, Jacquelyn Ben-Zekry, Ihuoma Ofordire
  • Gênero: ficção científica, suspense, drama
  • País: Estados Unidos
  • Ano: 2024
  • Temporada: 1
  • Episódios: 9 (apenas dois episódios estão disponíveis)
  • Duração: de 46 a 53 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados
Estado de Fúria 2 temporada
Críticas

‘Estado de Fúria’ volta afiada para a 2ª temporada

Quando Estado de Fúria (intitulada originalmente Furia) desembarcou no catálogo da HBO...

100 Dias de Mentiras série dorama 2026 Netflix (1)
Críticas

‘100 Dias de Mentiras’ subverte o drama de época com tiros e identidades falsas

O ano é 1932 e a cidade atende pelo nome de Gyeongseong...

Amor da Minha Vida 2 temporada
Críticas

Segunda temporada de ‘Amor da Minha Vida’ destrói a ilusão do amor perfeito

A ficção romântica tradicional sempre foi cúmplice de uma promessa reconfortante: dois...

Doctor X A Máfia do Jaleco Branco série de 2026 da Netflix
Críticas

O bisturi contra a farsa em ‘Doctor X: A Máfia do Jaleco Branco’

Há uma fronteira tênue e perversa entre a vocação hipocrática e a...

Um Choque de Amor série dorama Netflix 2026
Críticas

‘Um Choque de Amor’ conquista pelo absurdo

Há algo de profundamente comovente na impossibilidade do toque. Em uma época...

Pequenos Profetas série do Apple TV de 2026
Críticas

‘Pequenos Profetas’ transforma dor, esterco e alquimia em pura poesia

Há feridas que não cicatrizam porque o tempo, em sua marcha indiferente,...

Dentro do Círculo série mexicana de 2026 da Netflix crítica final explicado elenco
Críticas

‘Dentro do Círculo’ vai fazer você desconfiar dos seus melhores amigos

A amizade de infância costuma ser tratada na ficção como um santuário...

Profundezas série de 2026 da Netflix crítica final explicado elenco
Críticas

‘Profundezas’: série é mais trágica e real do que parece

O mar sempre foi um cemitério paciente. Nas margens escarpadas do Atlântico...