Confira a crítica do filme "Monster", suspense indonésio de 2024 que está disponível para assinantes da Netflix.

‘Monster’ se perde na sua própria ambição

Foto: Netflix / Divulgação
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“Monster”, o mais recente thriller de sequestro do cineasta indonésio Rako Prijanto, apresenta uma premissa intrigante: os personagens não falam durante a maior parte do filme. Esta abordagem estilística, já utilizada com sucesso em filmes como “Hush: A Morte Ouve” (2016), de Mike Flanagan, e “Um Lugar Silencioso” (2018), de John Krasinski, busca intensificar a tensão ao restringir a comunicação verbal. No entanto, aqui, essa escolha narrativa se mostra mais prejudicial do que eficaz.

Sinopse de Monster (2024)

Alana (Anantya Kirana), uma garota de 13 anos, e seu amigo Rabin (Sulthan Hamonangan) são sequestrados na saída da escola e levados para uma casa isolada na floresta. Enquanto Rabin é acorrentado em um quarto no andar de cima, Alana consegue escapar momentaneamente do sequestrador, Jack (Alex Abbad), e descobre o horror que a casa esconde.

Uma câmera no quarto sugere abusos terríveis, e o corpo de outra criança é encontrado debaixo da cama. A situação se complica ainda mais com a chegada da parceira de Jack, interpretada por Marsha Timothy, armada com um machado.

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Cena do filme “Monster” (Foto: Netflix / Divulgação)

Crítica do filme Monster, da Netflix

A ideia de limitar o diálogo em “Monster” poderia ter sido uma estratégia eficaz para intensificar a tensão, mas o filme falha em executar essa premissa de maneira coerente. A ausência de comunicação verbal frequentemente resulta em situações forçadas e pouco plausíveis, onde um simples grito ou palavra poderia fazer a diferença entre a vida e a morte. Essa escolha narrativa, ao invés de adicionar suspense, muitas vezes quebra a imersão e deixa o público frustrado com a falta de lógica em muitas cenas.

A atuação de Anantya Kirana como Alana é, sem dúvida, o ponto alto do filme. Sua performance é convincente e emotiva, capturando a vulnerabilidade e a coragem da personagem. No entanto, mesmo com uma interpretação tão forte, o longa-metragem não consegue superar os problemas do roteiro. Alex Abbad, como o sequestrador Jack, oferece uma performance ameaçadora, mas sua personagem é mal explorada e carece de profundidade.

A direção de Rako Prijanto, por sua vez, tenta incorporar elementos visuais e estilísticos de clássicos do terror, como “O Iluminado” (1980), de Stanley Kubrick, mas essas referências acabam parecendo forçadas e deslocadas. O filme se perde em suas próprias ambições, tentando ser mais inovador do que a narrativa permite.

Conclusão

“Monster” é um filme que tinha todos os ingredientes para ser um thriller de sequestro impactante, mas é prejudicado por uma escolha estilística que mais atrapalha do que ajuda. A falta de diálogo, que poderia ter intensificado a tensão, acaba criando situações absurdas e frustrantes.

A atuação de Anantya Kirana é um destaque positivo, mas não suficiente para redimir uma obra que se perde em suas próprias pretensões. Disponível na Netflix, “Monster” é uma tentativa ousada que infelizmente não atinge seu potencial.

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Onde assistir Monster?

O filme está disponível para assinantes da Netflix.

Trailer do filme Monster

YouTube player

Elenco de Monster, da Netflix

  • Marsha Timothy
  • Alex Abbad
  • Anantya Kirana
  • Sulthan Hamonangan

Ficha técnica de Monster (2024)

  • Título original: Monster
  • Direção: Rako Prijanto
  • Roteiro: David Charbonier, Justin Powell, Alim Sudio
  • Gênero: terror, suspense
  • País: Indonésia
  • Duração: 84 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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