Confira a crítica do filme "Não Posso Viver Sem Você", comédia espanhola de 2024 disponível para assistir na Netflix.
Críticas

‘Não Posso Viver Sem Você’ é quase um vídeo de gatinho no Instagram

Compartilhe

O filme “Não Posso Viver Sem Você” (No Puedo Vivir Sin Ti), que chegou ao catálogo da Netflix, é uma comédia dramática espanhola dirigida por Santiago Requejo, que explora um tema muito atual: a dependência do telefone celular.

Protagonizado por Adrián Suar e Paz Vega, o filme aborda de forma leve e acessível os conflitos que surgem quando a tecnologia começa a dominar todos os aspectos da vida, afetando relacionamentos e a saúde mental. Embora a premissa seja promissora, a execução deixa a desejar, resultando em uma obra previsível e superficial.

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse do filme Não Posso Viver Sem Você (2024)

Carlos (Adrián Suar) é um executivo de sucesso, à beira de se tornar sócio em sua empresa, mas que tem uma grande fraqueza: ele é completamente viciado em seu telefone celular. Sua obsessão pelo dispositivo começa a afetar gravemente seu relacionamento com sua esposa Adela (Paz Vega) e seus filhos, culminando em um grande evento familiar em que Carlos falha miseravelmente devido à sua incapacidade de se desconectar.

Após um ultimato de Adela, Carlos decide buscar ajuda em uma terapia de grupo para viciados em tecnologia, onde tenta recuperar sua vida e salvar seu casamento.

Você também pode gostar disso:

+ Mesmo com o carisma de Mark Wahlberg e Halle Berry, ‘A Liga’ é só mais um filme de ação
+ ‘Dentro da Mente de um Cachorro’: uma imersão no mundo canino
‘Kissufim’, um lembrete poderoso da fragilidade da paz

Crítica de Não Posso Viver Sem Você, da Netflix

“Não Posso Viver Sem Você” tenta capturar o espírito da era digital, onde a dependência dos smartphones se tornou um problema global. No entanto, a abordagem do filme é rasa e não consegue explorar profundamente as complexidades desse tema. O roteiro segue uma trajetória linear e previsível, sem trazer inovações ou surpresas. A narrativa se apoia em clichês típicos de comédias românticas, tornando a história repetitiva e, por vezes, tediosa.

Adrián Suar, conhecido por papéis cômicos, entrega uma performance que equilibra bem o humor e a seriedade, mas é limitado por um roteiro que não lhe permite explorar novas nuances.

Paz Vega, apesar de seu talento, é subaproveitada em um papel que não lhe oferece muito espaço para brilhar. Os personagens secundários, embora bem interpretados, são pouco desenvolvidos, contribuindo pouco para a evolução da trama.

A comédia, que deveria ser o ponto forte do filme, acaba por se tornar uma fraqueza. As piadas são repetitivas e muitas vezes forçadas, não conseguindo arrancar risadas genuínas do público. A crítica à dependência tecnológica, que poderia ter sido uma oportunidade para uma sátira inteligente, é tratada de forma superficial, sem oferecer novas perspectivas ou insights sobre o tema.

Conclusão

“Não Posso Viver Sem Você” é uma comédia que, apesar de abordar um tema relevante, não consegue escapar das armadilhas do clichê e da previsibilidade. O filme pode até entreter por sua leveza e familiaridade, mas dificilmente marcará qualquer espectador. No final, se assemelha a um “vídeo de gatinho” no Instagram: divertido no momento, mas rapidamente esquecido.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Instagram
Twitter
TikTok
YouTube

Onde assistir ao filme Não Posso Viver Sem Você?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Não Posso Viver Sem Você (2024)

Elenco de Não Posso Viver Sem Você, da Netflix

  • Adrián Suar
  • Paz Vega
  • Ramón Barea
  • Eva Santolaria

Ficha técnica do filme Não Posso Viver Sem Você

  • Título original: No puedo vivir sin ti
  • Direção: Santiago Requejo
  • Roteiro: Santiago Requejo, José Gabriel Lorenzo
  • Gênero: comédia
  • País: Espanha
  • Duração: 98 minutos
  • Classificação: 12 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas

Artigos relacionados
Leia a crítica do filme One Hit Wonder, da Netflix (2025) - Flixlândia
Críticas

‘One Hit Wonder’ é uma melodia nostálgica que não toca o coração

O cinema, assim como a música, tem a capacidade de nos transportar...

Críticas

‘Bambi: Uma Aventura na Floresta’ revisita o clássico sem CGI

‘Bambi: Uma Aventura na Floresta’ chega aos cinemas como uma adaptação em...

Leia a crítica do filme Os Roses (2025) - Flixlândia
Críticas

‘Os Roses’: remake de clássico oitentista aposta no humor britânico da dupla principal

Com os constantes flops de filmes de “hominho” no cinema, Hollywood parece...

Crítica do filme Planeta dos Solteiros - Aventura na Grécia, da Netflix (2025) - Flixlândia
Críticas

‘Planeta dos Solteiros: Aventura na Grécia’ ou férias sob o sol da paranoia

A franquia polonesa de comédia romântica “Planeta dos Solteiros”, um fenômeno de...

Críticas

Rosario: quando o terror assusta pelo estereótipo batido

Estreando no cinema de longas-metragens, o diretor Felipe Vargas propõe em ‘Rosário’...

Crítica do filme A Seita, com Eric Bana, da HBO Max (2025) - Flixlândia (1)
Críticas

‘A Seita’ é um ritual sem sentido

Em meio a uma enxurrada de thrillers psicológicos que buscam explorar as...

Crítica do filme A Mãe e a Maldição, da Netflix (2025) - Flixlândia
Críticas

‘A Mãe e a Maldição’ tenta ser muitas coisas, mas não consegue nenhuma delas

O cinema de horror indiano tem experimentado um renascimento fascinante nos últimos...

‘O Último Azul’ filme com Rodrigo Santoro é aplaudido durante estreia no Festival de Berlim 2025
Críticas

‘O Último Azul’: drama brasileiro discute etarismo e muito mais

São tantas camadas a serem discutidas em “O Último Azul” que uma...