Confira a crítica do episódio 5 da temporada 6 de "O Conto da Aia" (The Handmaid’s Tale), disponível para assistir no Paramount+.

‘O Conto da Aia’ (6×05): Janine assume o protagonismo em um episódio de alianças frágeis e decisões brutais

Foto: Paramount+ / Divulgação
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No episódio 5 da temporada 6 de “O Conto da Aia” (The Handmaid’s Tale), intitulado “Janine”, o caos planejado colide com a realidade cruel de Gilead. A narrativa foca em um retorno arriscado ao coração do sistema — o bordel Jezebel’s — com ares de missão suicida.

Mas o que se desenrola é muito mais do que um plano de guerra: é um mergulho em traumas compartilhados, alianças frágeis e a complexa noção de redenção. Nesse ponto da série, o que separa o bem do mal é cada vez mais turvo — e é justamente aí que o episódio brilha.

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Sinopse do episódio 5 da temporada 6 da série O Conto da Aia / The Handmaid’s Tale (2025)

June (Elisabeth Moss) e Moira (Samira Wiley) se infiltram em Jezebel’s, disfarçadas de Marthas, para alertar Janine (Madeline Brewer) sobre um ataque planejado pelo grupo Mayday. A ideia é simples: entrar, avisar, sair. Mas, como tudo em The Handmaid’s Tale, nada sai conforme o previsto.

A visita surpresa dos comandantes, a relutância de Janine em abandonar suas “meninas” e um assassinato acidental mudam completamente o rumo da missão.

Enquanto isso, o episódio também acompanha os dilemas morais de Nick (Max Minghella), o despertar político de Commander Lawrence (Bradley Whitford) e o surpreendente pedido de casamento feito a Serena Joy (Yvonne Strahovski) por um dos homens mais poderosos de Gilead.

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Crítica da temporada 6 (episódio 5) de O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale), do Paramount+

O episódio coloca frente a frente duas mulheres marcadas por traumas distintos, mas igualmente profundos. A discussão intensa entre June e Moira, em que ressentimentos acumulados finalmente explodem, é um dos momentos mais sinceros da temporada.

Moira, cansada de viver à sombra da dor de June, reivindica o próprio espaço de sofrimento — e acerta em cheio ao dizer que se continuarem competindo por quem sofreu mais, estarão apenas perpetuando o sistema de opressão.

Essa cena é uma aula sobre como “The Handmaid’s Tale” explora não só a dor feminina, mas também os conflitos entre mulheres dentro de um sistema que as desumaniza.

Jezebel’s: o epicentro da podridão e da resistência

Voltar a Jezebel’s não é apenas uma jogada estratégica, mas um acerto de contas emocional. É nesse espaço simbólico da hipocrisia de Gilead que Janine, finalmente, ganha o protagonismo que merece. Ao se recusar a fugir sem suas companheiras, Janine mostra a força silenciosa que sempre teve — agora transformada em liderança.

A morte do guardião nas mãos de June e Moira é brutal, mas inevitável. A sequência da queima do corpo no incinerador é um lembrete sombrio de que, em Gilead, mesmo as boas intenções exigem atos extremos. É nessa tensão entre o horror e a esperança que o episódio se equilibra com maestria.

Lawrence: vilão, aliado ou apenas um sobrevivente?

O comandante Lawrence é talvez o personagem mais ambíguo da série. Ele ajudou a construir Gilead, mas agora parece ver com clareza o monstro que criou. O episódio o coloca diante de sua impotência política, enquanto ouve os outros comandantes tramarem sua queda. Quando ele decide ajudar June e Moira, não é exatamente um gesto heroico, mas talvez o primeiro passo de uma traição bem calculada.

Janine, ao dizer “você não é um bom homem”, sintetiza o dilema: Lawrence não é confiável, mas ainda é melhor que os outros. A série insiste nessa moral cinzenta — e o faz de forma cada vez mais convincente.

Nick e Serena: decisões que comprometem o futuro

Nick enfrenta um dilema ético ao visitar o guarda que tentou matar e está prestes a se recuperar. Sabemos o que acontece quando portas se fecham em “O Conto da Aia”, e o silêncio sombrio do hospital diz mais do que mil palavras.

Já Serena, ao aceitar o pedido de casamento de Wharton, dá um passo controverso. Seria uma jogada estratégica ou apenas mais uma ilusão revestida de poder? A proposta do comandante, vendida como uma parceria entre iguais, ecoa as falsas promessas de Fred Waterford. A série sugere que, em Gilead, até os gestos mais românticos escondem pactos de submissão.

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Conclusão

O episódio 5 da temporada 6 de “O Conto da Aia” é um dos mais densos e emocionalmente carregados de toda a série. A tensão está em cada escolha, cada olhar, cada passo em falso. Mais do que avançar a narrativa, ele questiona a própria essência do que é ser “bom” ou “mau” em um mundo distorcido pela ideologia.

Ao dar destaque a personagens femininas que resistem mesmo quando tudo parece perdido, “The Handmaid’s Tale” reforça seu lugar como uma das séries mais impactantes da década. Se o futuro é incerto, ao menos fica claro que ele será decidido por mulheres que, mesmo feridas, continuam lutando.

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Onde assistir à série O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale)?

A série está disponível para assistir no Paramount+.

Trailer da temporada 6 de O Conto da Aia / The Handmaid’s Tale (2025)

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Elenco de O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale), do Paramount+

  • Elisabeth Moss
  • Yvonne Strahovski
  • Ann Dowd
  • O-T Fagbenle
  • Madeline Brewer
  • Max Minghella
  • Samira Wiley
  • Amanda Brugel

Ficha técnica da série O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale)

  • Título original: The Handmaid’s Tale
  • Criação: Bruce Miller
  • Gênero: drama, suspense
  • País: Estados Unidos
  • Temporada: 6
  • Episódios: 10
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Giselle Costa Rosa

Navegando nas águas do marketing digital, na gestão de mídias pagas e de conteúdo. Já escrevi críticas de filmes, séries, shows, peças de teatro para o sites Blah Cultural e Ultraverso. Agora, estou aqui em um novo projeto no site Flixlândia.

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