Se você perdeu a passagem de O Testamento de Ann Lee pelos cinemas brasileiros, temos uma ótima notícia: o aclamado drama histórico finalmente encontrou o seu espaço no streaming. O longa, que arrancou longos aplausos no Festival de Veneza, entrega uma das atuações mais intensas e elogiadas da carreira de Amanda Seyfried e mistura musical, história e fé em uma narrativa de tirar o fôlego.
Abaixo, separamos tudo o que você precisa saber sobre o lançamento online do filme, quem está no elenco e a fascinante história real que inspirou o roteiro.
Onde assistir ao filme O Testamento de Ann Lee no Brasil?
Se você está buscando em qual plataforma online o longa vai ficar disponível, a resposta é o Disney+. O filme entra oficialmente no catálogo do streaming no dia 20 de maio de 2026 (uma quarta-feira), sem nenhum custo adicional para os assinantes.
Originalmente, o projeto da Searchlight Pictures chegou aos cinemas dos Estados Unidos em dezembro de 2025, fazendo sua estreia no circuito comercial brasileiro no dia 12 de março de 2026. Após uma passagem relativamente discreta pelas telonas do Brasil, o filme ganha agora uma segunda vida no digital.
Qual é a história de O Testamento de Ann Lee?
O Testamento de Ann Lee é um drama biográfico e musical que nos leva de volta ao século XVIII para contar a história real da lenda que fundou o movimento religioso conhecido como “Shakers” (ou a Sociedade Unida dos Crentes na Segunda Aparição de Cristo).
A trama acompanha a jornada de Ann Lee (Amanda Seyfried), uma operária de Manchester, na Inglaterra, nascida em 1736. Após sofrer a terrível tragédia de perder quatro filhos ainda bebês, Lee teve visões espirituais e passou a defender o celibato estrito como forma de alcançar a pureza. Com o tempo, ela se tornou líder de uma comunidade que pregava valores radicalmente progressistas para a época, como o pacifismo, a igualdade social e a igualdade absoluta de gênero.
A devoção de seus seguidores era tão grande que muitos enxergavam Ann Lee como a encarnação feminina de Jesus Cristo. Fugindo da perseguição ferrenha da Igreja Anglicana e das autoridades, ela e um pequeno grupo imigraram para os Estados Unidos em 1774, estabelecendo uma comunidade autossustentável.

Por que o filme é um musical?
Uma das grandes surpresas da obra é a sua linguagem musical. Segundo a diretora do projeto, essa escolha não foi por acaso: a música e as danças intensas, quase extáticas, eram a principal forma de culto dos Shakers (cujo próprio apelido vem do inglês to shake, ou “tremer”, por conta de seus movimentos frenéticos). A trilha sonora incorpora hinos reais do século XVIII reimaginados pelo compositor Daniel Blumberg (vencedor do Oscar), com sequências de dança teatralmente coreografadas por Celia Rowlson-Hall.
Elenco e direção: quem está por trás das câmeras?
O filme foi comandado e escrito por Mona Fastvold (diretora de Um Fascinante Novo Mundo), em parceria com o roteirista e diretor Brady Corbet. Vale lembrar que a dupla possui um histórico de sucesso e assinou em conjunto outro grande aclamado recente, O Brutalista.
Filmado em Budapeste com a textura visual impecável da película de 35 mm, a produção também traz um elenco de peso para apoiar o protagonismo de Seyfried. Entre os principais nomes estão:
- Lewis Pullman (Thunderbolts*)
- Thomasin McKenzie (Jojo Rabbit)
- Christopher Abbott (Ao Cair da Noite)
- Stacy Martin (Ninfomaníaca)
- Tim Blake Nelson (A Balada de Buster Scruggs)
- Matthew Beard (O Jogo da Imitação)
Atores como Scott Handy, Viola Prettejohn, Jamie Bogyo e David Cale também compõem o brilhante núcleo de apoio da produção.
O esnobe no Oscar: por que o filme causou polêmica na premiação?
Apesar do sucesso estrondoso durante a sua exibição no Festival de Veneza — onde O Testamento de Ann Lee foi aplaudido de pé por cerca de 15 minutos —, o longa acabou chamando a atenção durante a temporada de premiações pelos motivos errados: foi totalmente ignorado no Oscar.
Muitos críticos e entusiastas do cinema consideraram uma grande surpresa o fato de Amanda Seyfried não estar entre as cinco indicadas a Melhor Atriz na 98ª cerimônia. Ela entregou a clássica “atuação de uma vida”: canta, dança e conduz a densidade dramática do roteiro de forma magistral.
Além disso, o filme também foi esquecido nas categorias técnicas, como Fotografia, Figurino, Roteiro Original e Canção Original. A ironia é que a dupla criativa, Fastvold e Corbet, estava em alta na Academia com o premiado O Brutalista, o que deixou o silêncio ao redor de O Testamento de Ann Lee ainda mais ruidoso na indústria. E de pensar que inicialmente a produção encarou “zero interesse” de financiamento por tratar de uma figura religiosa feminina, conseguindo finalmente ver a luz do dia graças à insistência da diretora!
Prepare a pipoca: agora você mesmo poderá tirar suas conclusões quando acessar o Disney+.

















