Jennifer Lopez e Brett Goldstein no filme Paixão de Escritório de 2026 da Netflix

‘Paixão de Escritório’: Jennifer Lopez e Brett Goldstein resgatam a era de ouro das comédias românticas

Foto: Divulgação / Netflix
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Sabe aquela comédia romântica adulta e bem produzida que praticamente sumiu das salas de cinema na última década? Pois é, parece que o streaming assumiu de vez o papel de nos entregar esse tipo de história. A Netflix acaba de lançar Paixão de Escritório (Office Romance), e o filme chega provando que uma fórmula clássica, quando executada com carisma e inteligência, ainda tem muita lenha para queimar.

Lançada estrategicamente em junho, mês dos namorados no Brasil, a produção aposta no talento e na química inegável de Jennifer Lopez e Brett Goldstein para nos fazer suspirar e rir na mesma medida.

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Sinopse

A trama acompanha Jackie Cruz (Jennifer Lopez), a supercompetente e workaholic CEO da companhia aérea Air Cruz, que não esconde de ninguém seu perfeccionismo e mantém uma rígida política de tolerância zero contra namoros no escritório. A vida da executiva, no entanto, sai dos trilhos com a chegada de Daniel Blanchflower (Brett Goldstein), um advogado britânico bastante reservado. Daniel se mudou para os Estados Unidos com o objetivo de ajudar sua irmã rebelde, Lizzy (Jodie Whittaker), que acabou indo parar na prisão.

Tudo muda quando o antigo chefe de Daniel (interpretado por Bradley Whitford) engasga com um burrito, forçando o advogado britânico a trabalhar lado a lado com a chefona da empresa. A partir daí, o que era para ser apenas uma relação estritamente profissional dá lugar a um romance escondido e irresistível, colocando à prova as próprias regras que Jackie criou.

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Crítica do filme Paixão de Escritório

Química explosiva em um clichê que funciona

A grande verdade é que Paixão de Escritório não tenta reinventar a roda. O longa se apoia nas tropas clássicas das comédias românticas, mas acerta em cheio ao desenvolver muito bem seus protagonistas antes de simplesmente jogá-los um nos braços do outro. Tanto Jackie quanto Daniel têm seus motivos para evitar a mistura entre vida pessoal e trabalho, o que torna o envolvimento deles muito mais natural e cativante.

Além disso, a química entre os protagonistas é fantástica. Goldstein, que também escreveu o roteiro ao lado de Joe Kelly (seu parceiro em Ted Lasso), criou o papel de Jackie especificamente para Jennifer Lopez, e essa dedicação transparece na tela. O filme não economiza nas cenas quentes, entregando momentos bem “NSFW” (não seguros para o ambiente de trabalho) na República Dominicana e até uma cena digna do carro embaçado de Titanic num avião bimotor.

Jennifer Lopez e Brett Goldstein sentados em um tribunal em cena do filme Paixão de Escritório da Netflix de 2026
Foto: Divulgação / Netflix

Humor ácido e um elenco de apoio caótico

Se o romance convence, a comédia rouba a cena. O filme resgata um pouco da pegada dos filmes americanos dos anos 2000, misturada com o clássico (e muitas vezes sujo) humor britânico de Goldstein.

Mas o verdadeiro trunfo cômico é o elenco de apoio. Betty Gilpin está absolutamente hilária como Sydney, a assistente workaholic e braço direito de Jackie que, mesmo grávidíssima, se recusa a tirar licença e desenvolve uma dinâmica quase caótica com Daniel. As participações limitadas, mas marcantes, de Tony Hale (o cara do RH), Amy Sedaris e Edward James Olmos (como o exigente pai de Jackie) elevam ainda mais o tom divertido da narrativa. Tudo isso embalado por uma trilha sonora envolvente do compositor Michael Andrews, que inclui até um ótimo cover de Bob Dylan interpretado pela banda Folk Bitch Trio.

Dinâmicas de poder

Um aspecto que torna o filme dirigido por Ol Parker muito interessante é a sua inteligência visual. O escritório da Air Cruz é lindo, com paredes de vidro e uma sala da presidência que paira sobre a cidade, mostrando claramente quem é que manda.

O design de produção serve para escancarar a assimetria de poder entre o casal: afinal, ela é a presidente que assina os cheques, e ele é o funcionário. O longa é honesto o suficiente para não ignorar as complexidades desse romance corporativo, dando um peso real às consequências de quebrar as regras.

Paixão de Escritório é bom?

Paixão de Escritório entrega exatamente aquilo que promete: entretenimento descomplicado, charmoso e relaxante. Mesmo com algumas subtramas mal aproveitadas no meio do caminho, como o drama da irmã de Daniel ou os trâmites legais do conselho da empresa, o longa se sustenta pela excelência de seu elenco e pelo roteiro esperto.

É o tipo de filme perfeito para dar o play depois de um longo dia cansativo, ideal para quem sente falta daquela época em que as grandes comédias românticas dominavam as noites de sexta-feira.

Onde assistir ao filme Paixão de Escritório?

  • Netflix

Trailer de Paixão de Escritório (2026)

YouTube player

Elenco de Paixão de Escritório, da Netflix

  • Jennifer Lopez
  • Brett Goldstein
  • Betty Gilpin
  • Bradley Whitford
  • Amy Sedaris
  • Edward James Olmos
  • Jodie Whittaker
  • Mary Wiseman
  • Tony Hale
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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