POV: Presença Oculta, filme que estreia nesta quinta-feira (12) nos cinemas brasileiros, não é apenas mais um found footage é uma experiência sensorial que torna o espectador uma testemunha direta do terror.
Dirigido por Brandon Christensen, o longa reinventa a técnica usando câmeras corporais como olhos que nunca piscam para imergir o público em uma noite sufocante, onde cada ruído, cada sombra e cada decisão tomada pelos policiais faz parte da nossa própria sobrevivência. Prepare-se para vivenciar o medo não como um simples espectador, mas como participante.
Sinopse
O que começa como uma chamada de rotina vira um pesadelo quando dois policiais se envolvem em um acidente fatal. Bryce (Sean Rogerson) desesperado para proteger seu emprego e sua família, convence o parceiro a destruir todos os registros para esconder a verdade.
Mas conforme a madrugada avança, eles percebem que as câmeras não eram as únicas testemunhas e que algo sobrenatural acompanhava cada movimento deles naquela noite.

Crítica do filme POV: Presença Oculta
Policiais normalmente não tem um bom desempenho em terror. Quando um assassino em série está à solta, mas sempre são os primeiros a serem neutralizados mostrando o poder do vilão. Logo de cara, já entendemos que os dois policiais terão uma noite muito difícil pela frente, eles não são apenas policiais num filme de terror, são agentes numa found footage de filme de terror.
O resultado é uma estética que lembra muito uma gameplay em primeira pessoa. Intensificando a sensação de imersão. O público não apenas assiste, ele se sente como se estivesse dentro da ação, vivenciando cada corrida de tirar o fôlego, cada corredor escuro e cada decisão desesperada. Essa escolha estilística proporciona uma experiência visceral, onde o terror não é apenas visto, mas sentido.
Interessante, mas…
Mas, infelizmente, nem tudo é perfeito. Se por um lado a estética chama atenção, do outro, o enredo é pobre no fim os espectadores acabam saindo sem saber contra quem ou o que os protagonistas estavam lutando. Além disso, o filme se apoia em uma série de sustos previsíveis que, ao longo do tempo, passam a cansar e não funcionam mais do jeito que deveriam.
Conclusão
POV: Presença Oculta é uma experiência que eu recomendo pela sua audácia técnica e estética. Brandon Christensen é criativo e busca inovar. Para quem gosta de inovação formal e de sentir o terror em primeira pessoa, este filme é uma aposta segura.
No entanto, se o que você está procurando é um terror mais palpável em termos de narrativa e construção de mitologia, a obra pode deixar uma sensação de “quase”, quase assustador, quase profundo, quase memorável.
Elenco do filme POV: Presença Oculta (2026)
- Jaime M. Callica
- Sean Rogerson
- Catherine Lough Haggquist
- Angel Prater
- Keegan Connor Tracy
- Chris Casson
- Elizabeth Longshaw
- Colette Nwachi













