Chegou a hora de dizer adeus a uma das séries mais subversivas e sangrentas do streaming. Após sete anos no ar, The Boys encerrou sua brutal jornada com o oitavo episódio da 5ª temporada, intitulado “Sangue e Ossos”. E se você achou que o final passaria despercebido, pense de novo: a temporada bateu recordes no Prime Video, alcançando 57 milhões de espectadores globais.
Apesar do sucesso de audiência, a conclusão escrita pelo showrunner Eric Kripke foi uma verdadeira montanha-russa, deixando a internet dividida. Abaixo, destrinchamos tudo o que rolou no desfecho da série para você não perder nenhum detalhe, com respostas diretas para as maiores dúvidas dos fãs.
O que acontece no final de The Boys?
O episódio já começa ditando o tom melancólico com o funeral do amado Francês, que se sacrificou no capítulo anterior. O grupo de anti-heróis está despedaçado, especialmente Kimiko, que perdeu a voz novamente e a capacidade de usar seus novos poderes, obtidos após a radiação aplicada pelo Francês.
A situação só muda graças a uma provocação bem calculada de Mana Sábia. Ao ser atacada com palavras pela vilã, Kimiko finalmente libera uma rajada que drena os poderes de Sábia. Ironicamente, esse era o sonho da “Supe” mais inteligente do mundo: ela perde os poderes com um sorriso no rosto, declarando estar “burra” o suficiente para poder assistir a reality shows e ir para o parque temático de Harry Potter.
Com a arma certa em mãos, os The Boys focam em seu alvo final: impedir que Capitão Pátria, agora imortal graças ao composto V1, consolide seu plano de “reiniciar o universo” e se autodeclarar um Deus em rede nacional durante a Páscoa.
A invasão à Casa Branca e as mortes de Profundo e Oh Pai
O grupo invade a Casa Branca pelos túneis subterrâneos e cai numa armadilha, mas são salvos de última hora pela presidente Ashley. Ao se dividirem, temos as resoluções de dois dos vilões mais incômodos da série:
- Oh Pai: O líder religioso tenta atacar Hughie e Leitinho, mas tem a cabeça explodida quando Leitinho coloca em sua boca uma mordaça inquebrável (um presente bizarro de casamento dado por Ashley) bem no momento em que ele usa seus poderes sônicos.
- Profundo: Em um dos momentos mais satisfatórios e de pura justiça poética, Luz-Estrela (Annie) confronta seu abusador. Ela o joga no oceano e, ironicamente, ele é estraçalhado pelas mesmas criaturas marinhas que maltratou a série inteira, sendo finalizado por um tentáculo de polvo que o asfixia pela boca.
Como Capitão Pátria morre no final de The Boys?
Durante seu pronunciamento no Salão Oval, Capitão Pátria sai do roteiro e ameaça matar todos os “não-crentes”. É nesse momento que Billy Bruto, Kimiko e Ryan (que finalmente rejeita as loucuras do pai) invadem a sala.
No início, Kimiko hesita, mas após uma visão reconfortante do Francês a lembrando que sua verdadeira força não vem da raiva, mas do coração, ela dispara uma rajada poderosa. O impacto drena instantaneamente os poderes de Capitão Pátria, mas também os de Ryan e de Billy Bruto.
O que acontece a seguir escancara a covardia do antagonista. Sem poderes, Capitão Pátria se torna um homem patético. Ele chora e implora por misericórdia de joelhos, chegando ao fundo do poço de oferecer criar um metamorfo para se passar por Becca, e se sujeitar a atos humilhantes para continuar vivo. Sem um pingo de pena, Billy Bruto o golpeia violentamente na cabeça com um pé de cabra, esmagando seu crânio em rede nacional e cravando: “Isso é pela minha Becca”.
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Billy Bruto morre na série? Entenda o fim do personagem
Sim. Mesmo alcançando seu objetivo de vida, Billy Bruto não encontra paz. Após ser rejeitado pelo enteado Ryan – que deixa claro que a morte de Capitão Pátria não apaga a maldade dentro de Billy – e após a morte natural de seu querido cão Terror, Bruto cede aos seus instintos sombrios.
Ele invade a Torre da Vought com a intenção de espalhar um vírus que mataria todos os super-humanos do mundo através dos sprinklers. É Hughie quem vai atrás dele para impedi-lo do genocídio.
Em um momento profundamente triste, Hughie o convence a não apertar o botão, lembrando Billy de seu falecido irmão mais novo, Lenny. Mas as coisas saem do controle durante uma briga física, e Hughie acaba atirando no estômago de Bruto. Longe da fúria que o guiou a vida toda, Billy Bruto morre serenamente nos braços do amigo, pedindo desculpas por tudo o que o fez passar. Posteriormente, ele é enterrado ao lado de Becca.
Quem sobrevive no final de The Boys?
A série entrega encerramentos surpreendentemente pacíficos para seus sobreviventes, mostrando que valeu a pena lutar pela luz no fim do túnel:
- Hughie e Luz-Estrela: Eles recusam um cargo no governo (oferecido pelo agora presidente Singer). Hughie reabre a loja de eletrônicos do pai, enquanto Annie continua ajudando a polícia como heroína. Luz-Estrela está grávida e o bebê será uma menina chamada Robin – uma linda homenagem à namorada de Hughie morta no primeiro episódio da série.
- Leitinho: Ele se casa novamente com Monique em uma cerimônia que conta com a presença de Ryan.
- Kimiko: Com sua voz recuperada, ela adota o cachorrinho que planejava ter com o Francês e se muda para a França, honrando a memória de seu grande amor.
- Ashley: Sofre impeachment, e perde seu recém-adquirido cargo de Presidente dos EUA.
Por que o final da temporada 5 de The Boys dividiu os fãs?
Nas redes sociais como o X (antigo Twitter), a recepção do episódio 8 foi extrema: uns chamaram de “pico do cinema”, enquanto outros consideraram o pior final de todos.
As principais críticas não vieram pelas resoluções dos personagens, mas sim pela execução e “escala” da temporada. Fãs apontaram que a série sofreu cortes de orçamento visíveis, focando muito em diálogos fechados em estúdios em vez da tão prometida “Terra arrasada” e destruição em massa. Além disso, a inserção corrida de personagens da série Gen V (Marie, Jordan e Emma), que apareceram apenas para serem despachados para o Canadá, e o fato de a série deixar ganchos vivos como Stan Edgar e Soldier Boy, gerou frustração de que o final estaria muito focado em promover futuros spin-offs (como a prequela Vought Rising) em vez de apenas fechar a história principal.
Em contrapartida, o criador Eric Kripke não recuou e defendeu sua visão: “Fazer televisão é focar em personagens (…). O que vocês esperavam? Uma enorme cena de batalha em cada episódio?”. Segundo ele, focar na essência humana dos protagonistas era a única forma de garantir que as despedidas fossem autênticas e não apenas pirotecnia visual.
Independente de amar ou odiar, The Boys provou seu ponto e manteve seu DNA de sátira ácida e hiperviolência até a última gota de sangue.














